<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289</id><updated>2012-02-10T23:28:21.961-02:00</updated><title type='text'>Empalavrado</title><subtitle type='html'>por Sergio Keuchgerian</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>758</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-4535066881787541281</id><published>2012-01-29T12:54:00.000-02:00</published><updated>2012-01-29T12:56:02.025-02:00</updated><title type='text'>Nessum Dorma</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Freud teria se dado mal se tivesse dependido dos meus sonhos para desenvolver suas teorias. Demoro para dormir, durmo muito mal e quando sonho, raramente consigo me lembrar sobre o que sonhei. Confesso que meu forte sempre foi sonhar acordada. De qualquer forma, tenho quase certeza que o mestre vienense não teria se interessado por meus devaneios. Teria me deixado esperando sentada na sala de espera da Bergstrasse   enquanto vasculhava os porões escuros da mente de uma outra pessoa menos óbvia. Mas Freud já morreu faz tempo e eu estou aqui vivinha da silva, tentando decifrar um sonho que se prolongou em vários capítulos, ou melhor, em várias noites perturbando ainda mais meu já precário descanso noturno. No sonho eu me chamo Turandot. Mas ao contrário do que você possa estar pensando eu não sou nenhuma princesa chinesa e nenhum príncipe desconhecido se deslumbrou com minha beleza. A única afinidade entre meu sonho e a obra de Puccini é a ária na qual o príncipe desconhecido anuncia que ninguém havia dormido naquela noite. No meu sonho estamos eu e meu amante Gringo com uma terrível insônia num apartamento de cobertura na praia de Copacabana. Por que estamos com insônia? Não sei. Aparentemente desejo alguma coisa dele, e estou sofrendo porque ele não quer me dar o que quero. Estamos deitados de olhos fechados depois de termos feito amor até a exaustão. Não conseguimos dormir. Não conversamos. Não nos mexemos.&lt;br /&gt;Não sei bem como, mas no sonho eu sei que o Gringo sente algo por mim. E ele sabe que se admitir a si mesmo que é amor o que sente por mim, vai ter que me dar essa coisa. Se você está se perguntando o que seria essa coisa que eu queria que ele me desse, eu também não sei te responder. É aí que Freud teria entrado para facilitar minha vida, mas como você sabe, infelizmente não podemos mais contar com ele. Ou felizmente. Porque desconfio que em tempos tão narcísicos como o que estamos vivendo, provavelmente ele teria trocado o divã pelo sofá da Hebe. De qualquer maneira, eu e o Gringo não conseguimos dormir e de repente eu nos vejo no imenso terraço daquele apartamento olhando para o mar. Eu de pé, rente a grade protetora, e ele sentado, como um pesado saco de areia. É quase de manhã. O sol está começando a ultrapassar da linha do horizonte que divide o mar com o céu. Além de nós dois, há o barulho das ondas e o sol, que agora já se mostra metade acima da linha e metade abaixo dela. Olho para o Gringo e pergunto: não é uma beleza o nascer de um novo dia? Ele levanta os olhos em minha direção sem mover o rosto enfastiado e não diz nada. Seus braços estão rentes juntos ao corpo e pela primeira vez eu noto que eles são muito longos. Colados nas laterais desse saco humano, seus braços são tão longos que ele poderia abraçar o mundo inteiro. Um perfeito australopithecus, parente próximo da Lucy nossa macaca mãe, digno de exposição em qualquer museu do mundo.&lt;br /&gt;Os pensamentos do Gringo parecem estar longe. Os meus, como na vida real, são muitos e brotam como ervas daninhas nos canteiros do Jardim Botânico. Penso simultaneamente em como não havia percebido antes que seus braços eram tão longos, num trecho da música “Além do horizonte” do Roberto Carlos e no que será que ele deve estar pensando enquanto olha para mim. Incrível como mesmo enquanto estamos sonhando podemos pensar uma quantidade enorme de coisas ao mesmo tempo. De pronto ele está fumando um charuto. Um desses cubanos que dão de imediato um ar de poderoso chefão a quem sabe manuseá-los e tragá-los. E o Gringo é mestre nessa coisa de representação. Repete os gestos com perfeição, e a repetição dos movimentos qualifica e da credibilidade a sua performance. Foi quando começou a me contar como havia chegado aonde chegou, isto é, como havia se transformado nesse sujeito que eu amava. Sim. Porque mesmo no sonho ele tinha certeza que eu o amava. E eu o amava. Ele não estava errado. Eu o amava. Contou que veio parar aqui como enviado da empresa em que trabalhava. Fez prospecção de campo. Viajou pelo país para encontrar o lugar certo para abrir uma filial. Encontrou um terreno numa cidadezinha do interior e fincou bandeira. Lá, segundo o Gringo, teve que lidar com a ignorância e o amadorismo dos meus conterrâneos. Ainda segundo o Gringo, aqui todo mundo é amador, e assim seremos para sempre. “Porque vocês não conseguem separar as coisas. Uma coisa é o que vocês sentem, outra é o que devem fazer. Além disso, vocês choram por qualquer coisa”. Enquanto ele falava, eu observava o sol que agora já estava acima da linha do horizonte e cobria o azul do mar com uma manta de cor rosa alaranjada. Respirei fundo. Lembro-me que de repente fui abatida por uma preguiça macunaímica. E senti fome, muita fome, meu Deus, como senti fome. Perguntei a ele se não queria comer alguma coisa. Novamente ele apenas me olhou. Mas eu conheço o Gringo. Nisso ele não é diferente dos outros gringos, basta exibir alguns exemplares das frutas que decoraram a cesta da cabeça da Carmem Miranda para ele começar a dançar o chica chica boom. Porém, no sonho ele não reagiu como eu esperava. Continuei sem resposta. Ele limitou-se a tragar seu charuto e a soprar círculos de fumaça no ar. Bom, pensei, um novo dia já começou e eu não vou ficar aqui parada observando o grande apache meditar. Interpretei os círculos de fumaça como um sinal de que ele queria paz. Fui para cozinha e voltei com uma sacola repleta de frutas. Ele olhou para mim, depois para a sacola e depois para mim de novo, em seguida fixou os olhos nos meus e disse que não podia. Eu perguntei o que ele queria dizer com não podia. “Eu não posso”, ele repetiu, “não posso dar o que você quer”. Foi então que eu comecei a descascar as frutas. Descasquei bananas e mexericas, laranjas e mangas, papaias e abacaxis e as arrumei em torno do Gringo encerrando-o dentro de um círculo. Não sei por que fiz isso, mas o Gringo ficou lindo dentro daquele anel de saturno feito de frutas tropicais. Um silêncio assustador se esparramou sobre nós. Ele continuou fumando seu charuto enquanto eu recolhia as cascas que haviam ficado espalhadas fora do anel. Quando acabei de varrer o terraço inteiro e ele de fumar, o sol já estava a pino. O Gringo havia acompanhado minha dança ao seu redor. Havia registrado meus movimentos com seus olhos filmadores. Não me disse nada. Eu compreendi o que deveria fazer quando ele esticou os longos braços em minha direção.&lt;br /&gt;Pouco antes de acordar deste sonho, eu ainda me vi aninhada em seu  colo. O Sol começava a se despedir da praia de Copacabana. O perfume das frutas havia atraído um bando de aves que se aproveitava de nossa imobilidade para matar a fome e desarrumar o anel que nos envolvia. “Turandot minha princesa”, o Gringo sussurrou meu nome como se não quisesse incomodá-las enquanto alisava meus cabelos crespos, “o que elas estão cantando?” Bem te vi, eu disse a ele, certa de que sabia falar a língua delas. “Bem te vi, bem te vi” ele repetiu imitando-as. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-4535066881787541281?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/4535066881787541281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=4535066881787541281' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/4535066881787541281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/4535066881787541281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2012/01/nessum-dorma.html' title='Nessum Dorma'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-2368253315202658479</id><published>2012-01-16T10:56:00.005-02:00</published><updated>2012-01-16T11:30:41.489-02:00</updated><title type='text'>AJUSTES INEVITÁVEIS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Depois de muitos anos revi na tv “Cenas de um casamento” de Ingmar Bergman. Eu tinha 12 anos quando o filme foi lançado (em 1974), mas só fui assistir anos depois, por volta dos 18 ou 20 anos e lembro que na época acompanhei o filme com atenção e curiosidade, mas não consegui me envolver com o drama do casal. Ainda não havia vivido experiências profundas em relacionamentos, era impossível sentir na pele o drama de Johan e Katarina. Trinta anos e algumas paixões/amores e dissabores depois já sei que a paixão é capaz de desequilibrar qualquer ser humano por mais budista que ele seja, e que o amor, mais do que qualquer outro sentimento, precisa da ação do tempo para se solidificar e permanecer. Ontem durante minha sessão particular de cinema, fui fisgado pela verborragia bergmaniana, acompanhei os diálogos quase que adivinhando o que um ou outro falaria e como reagiriam depois de uma ou outra cena. O tempo de vida me deu alguma malandragem, e a abordagem sobre o tema ficou previsível depois das minhas próprias experiências. Mas na vida real não existe know-how, mesmo porque não existe fórmula pronta, cada paixão se apresenta de uma forma e a loucura provocada por ela vem mascarada de outros argumentos que a justificam posteriormente. A gente dificilmente vai conseguir usar o que acha que aprendeu com a última paixão que nos deixou de quatro. Quando ela passa acreditamos que não agiremos mais como agimos antes, mas não adianta, faremos tudo novamente. O “objeto” da paixão muda, e imediatamente tratamos de pedir a ele que dê o nó na venda que colocamos sobre nossos olhos. Dessa vez acreditamos que tudo será diferente, dessa vez ele ou ela é a peça que faltava em nossas vidas, dessa vez eu estou sentindo o que nunca senti antes, dessa vez eu estou no comando, dessa vez... e por aí vai, a gente já está perdido. Talvez esse irreconhecível déjà vu seja mais saudável do que imaginamos, caso contrário não conseguiríamos nos apaixonar e sentir o que sentimos depois de simultâneas vivências. A vida ficaria sem graça e completamente previsível. Enquanto via o filme do Bergman, me lembrei de “Quem tem medo de Virginia Woolf, o filme de Mike Nichols feito em 1966.&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BLmxIjGDHwI/TxQl5uq8FtI/AAAAAAAAAa4/gwJNKnCLQHM/s1600/QUEM%2BTEM%2BMEDO%2BDE%2BV%2BW.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 279px; height: 181px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-BLmxIjGDHwI/TxQl5uq8FtI/AAAAAAAAAa4/gwJNKnCLQHM/s320/QUEM%2BTEM%2BMEDO%2BDE%2BV%2BW.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698221102241421010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Os dois filmes, guardadas as diferenças, têm muito em comum. No entanto, “Quem tem medo de Virginia Wollf” não deixa pedra sobre pedra, enquanto o sentimento de esperança preservado no final do filme do Bergman vira pó. Os rostos marcados pelas batalhas do casal (Liz Taylor e Burton) falam por si. Por sua vez Bergman finaliza seu filme depois de expor o inevitável desgaste das relações quase que literalmente nos dizendo que apesar de tudo é possível construir alguma coisa com o que sobrou. Gosto dos dois filmes, por causa da complexidade das personagens envolvidas, mas o de Nichols tem um impacto de furacão devastador comparado ao de Bergman. A cena que abre “Quem tem medo de Virginia Woolf”, com Elizabeth Taylor bêbada abocanhando uma coxa de frango que ela retira da geladeira nunca mais descolou da minha memória. Nem mesmo a exposição das amarguras do casal de amigos (Peter e Eva no filme de Bergman) carregadas de uma acidez constrangedora consegue me causar tanto mal estar quanto Liz Taylor naquela cena. E tem ainda uma preparação cronológica do que está por vir no filme do Bergman que não está presente no texto de Edward Albee. Nele, a decadência está escancarada desde as primeiras cenas e você sabe que aquilo não pode acabar bem. Mas o que realmente eu queria dizer, é que assim como acontece com a gente quando estamos apaixonados, alguns textos literários, filmes ou obras de arte também precisam da ação do tempo e do desgaste para fazer parte de nossas vidas e ancorarem definitivamente em nossos corações. A vida é feita de encontros, me disse um amigo na semana passada. Eu digo que de desencontros também. A sincronia é ajustada pelo tempo, sem que a gente perceba ele se instala e acerta os ponteiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-2368253315202658479?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/2368253315202658479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=2368253315202658479' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2368253315202658479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2368253315202658479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2012/01/ajustes-inevitaveis.html' title='AJUSTES INEVITÁVEIS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-BLmxIjGDHwI/TxQl5uq8FtI/AAAAAAAAAa4/gwJNKnCLQHM/s72-c/QUEM%2BTEM%2BMEDO%2BDE%2BV%2BW.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-7814004088063448852</id><published>2012-01-07T23:21:00.004-02:00</published><updated>2012-01-07T23:30:43.305-02:00</updated><title type='text'>SALADA DE FRUTAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui assistir a dois filmes nesta semana, “O garoto da bicicleta” e “Triângulo amoroso”. Os dois têm tudo a ver, mesmo quando aparentemente tratam de temas diferentes. O primeiro, dos irmãos Dardenne,&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9T5snNkI4tk/TwjwqV__4GI/AAAAAAAAAas/kQp3tDDkBRk/s1600/o%2Bgaroto%2Bda%2Bbicicleta.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-9T5snNkI4tk/TwjwqV__4GI/AAAAAAAAAas/kQp3tDDkBRk/s320/o%2Bgaroto%2Bda%2Bbicicleta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695066339060736098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; conta a história de um garoto que abandonado pelo pai acaba sendo adotado por uma mulher completamente estranha a seu círculo familiar. A mulher acaba entrando por acaso na vida do garoto e a relação dos dois toma corpo, mesmo quando tinha tudo para dar errado. O tema central do filme são as experiências que o garoto terá que vivenciar até entender que o amor que ele quer não necessariamente virá de seu genitor, mas de alguém que nada tem a ver com ele. O segundo filme, Triângulo Amoroso, do diretor alemão Tom Tykwer,que dirigiu em 1998 o premiado Lola Rennt (Corra Lola Corra) propõe (com muita inteligência e uma pitada de humor) uma discussão sobre os conceitos do que pode ser uma relação amorosa a três. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3ts1J26Lt1Y/TwjwGbFwHZI/AAAAAAAAAag/W7Z7x0Iy_RE/s1600/triag-amoroso-cartaz-blog.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 228px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-3ts1J26Lt1Y/TwjwGbFwHZI/AAAAAAAAAag/W7Z7x0Iy_RE/s320/triag-amoroso-cartaz-blog.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695065721951755666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Relações triangulares são recorrentes na dramaturgia e na literatura (também abordei o assunto no meu romance “Dissonantes”), mas Tykwer aborda o tema construindo seu roteiro matematicamente e questionando as convenções que cercam o tema sexualidade com muita perspicácia. Quando você pode se auto afirmar hetero e quando você pode se dizer homossexual? O que define você sexualmente? Ou ainda, é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo? E duas de sexos diferentes? No caso do primeiro filme, as perguntas são outras, mas de qualquer forma o que passa quase despercebido é a formação de uma família a partir de outros pressupostos que não os convencionalmente estabelecidos. Duvido que a mãe do garoto do filme teria mais ou menos paciência (ele é um pentelho chatérrimo) e sentiria mais ou menos amor do que a cabeleireira que o adotou. Mudando de alhos para bugalhos, outro dia conversando com uma amiga concluímos que as siglas glsbt deveriam ser suprimidas. Porque há enormes subdivisões que se perdem sob o manto dessas letras que querem definir os gêneros. Entre eles há variações e formas diversas que a gente desconhece. Conheço casais de mulheres que mesmo estando juntas continuam amando seus maridos e tendo relações com eles. São mulheres que conseguem amar não apenas seus maridos mas também suas mulheres, seus filhos, seus cachorros e etc. Uma coisa não exclui a outra, não é porque você gosta de manga que não pode gostar de mamão, não é porque gosta de balé que não pode gostar de futebol. Acredito que estamos no meio de uma transição que está mexendo com essas convenções. Acredito também que mesmo para os glbtês é difícil ainda compreender isso. O preconceito e a desinformação imperam mesmo entre os que se protegem sob essas siglas. Mas voltando para os filmes, apesar de terem sido lançados no final de 2011 aqui no Brasil, acho que o ano começa bem com eles. Vá vê-los. Seja você g, l, b, t, x, y,ou z, goste de manga ou de mamão, você é só mais um dentro desta imensa variedade de frutas a disposição no mercado.   &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-7814004088063448852?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/7814004088063448852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=7814004088063448852' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7814004088063448852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7814004088063448852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2012/01/salada-de-frutas.html' title='SALADA DE FRUTAS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-9T5snNkI4tk/TwjwqV__4GI/AAAAAAAAAas/kQp3tDDkBRk/s72-c/o%2Bgaroto%2Bda%2Bbicicleta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-2532507574316917364</id><published>2011-10-30T17:30:00.000-02:00</published><updated>2011-10-30T17:31:44.140-02:00</updated><title type='text'>DIFERENTES PORÉM IGUAIS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por ter morado muito tempo e mais de uma vez fora do país, muitas vezes sou indagado sobre o que diferencia nós brasileiros de outros povos e culturas, e o que nos une. Antes me surpreendia com a imagem que nós (ou a maioria dos brasileiros que conheço) temos de nós mesmos. No decorrer da conversa tentava argumentar que individualmente existem muito mais semelhanças do que diferenças, mas com o tempo desisti. Porque detesto alimentar qualquer tipo de regionalismo e ufanismo, e também porque acho esse assunto muito chato, acaba sempre em “mas você não vai negar que nossas praias são as mais bonitas” e porque percebi que na maioria das vezes as pessoas não estão verdadeiramente interessadas no que você tem para dizer, mas querem vomitar suas idéias prontas. Não importa de qual classe social ele vem, se a, b, c, d ou e (nunca na história desse país tivemos tantas subcategorias de classes sociais), o que ele quer ouvir de mim é a confirmação de suas próprias idéias fixas sobre a imagem que ele faz de si mesmo e a que faz dos outros povos. Todos adoram repetir o mesmo rosário: nós brasileiros somos antes de tudo um povo simpático, solidário e gentil, um povo que apesar da pobreza, falta de educação e dificuldades, continua sorrindo e distribuindo gentilezas gratuitamente, capaz de demonstrar solidariedade apesar da escassez de recursos tanto intelectual como material. Por outro lado para essas pessoas quase todo europeu é rico, frio, calculista, mal humorado, pouco sorridente e nada solidário. Para mim uma das características marcantes do povo brasileiro é a vontade de acreditar. O problema está na ausência de capacidade crítica diante daquilo em que quer acreditar. Não importa no que ou em quem, queremos acreditar e opinar, antes de tudo queremos fazer valer a nossa opinião, ficar do lado daqueles que acreditamos bons ou de verdades divulgadas e assimiladas sem nenhuma reflexão. Outra característica marcante é a hipocrisia, olhamos para o outro sempre com um olhar de que não fazemos parte daquele todo, os outros são sempre responsáveis pelas nossas mazelas, se não fossem os outros tudo seria diferente. Gostamos de acreditar que somos diferentes, seres humanos mais “humanos”, mais “gente”, abençoados com a ausência dos lados indesejáveis que tanto não admiramos nos outros. Sugiro uma leitura rápida em qualquer lista de comentários de leitores de qualquer blog ou site, lá onde nos escondemos por detrás de nossos apelidos e carinhas. Assusta-me a quantidade de pessoas que pensam poder afirmar suas verdades como se as mesmas estivessem acima de qualquer dúvida, afirmações muitas vezes calcadas de sentimentos de raiva e deboche e de schadenfreude (satisfação pela desgraça alheia). Assusta-me tanto o intelectual prepotente por se pensar superior àquele com menos conhecimento do que ele, como o ignorante que não reconhece nos outros mais sabedoria e que ele poderia aprender alguma coisa com quem sabe. Minha experiência pessoal é a seguinte: no coletivo todo ser humano é muito parecido, seja ele de onde for, massa é massa, é bruta, irracional e ameaçadora. Posto sob a lupa e visto individualmente, as diferenças culturais sobressaem, gentilezas e demonstrações de solidariedades e calor humano ficam mais ou menos expostas dependendo do grau de proximidade entre as pessoas, e o homem seja ele de qualquer cor pode ser a semelhança do divino. A julgar pelos comentários que tenho lido em muitos sites de jornais e de blogues de outros amigos que se atrevem a dizer o que pensam, nós brasileiros no quesito hipocrisia e prepotência conseguimos superar muitos outros povos, só não sei se por ausência de autocrítica ou por excesso de esperteza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-2532507574316917364?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/2532507574316917364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=2532507574316917364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2532507574316917364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2532507574316917364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/10/diferentes-porem-iguais.html' title='DIFERENTES PORÉM IGUAIS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-4589676927802061697</id><published>2011-10-27T09:49:00.001-02:00</published><updated>2011-10-27T10:05:55.370-02:00</updated><title type='text'>EGONEWS</title><content type='html'>A Patrícia Corrêa do site Folha de Letras fez uma entrevista comigo há poucos dias Clique &lt;a href="http://www.folhadeletras.com.br/entrevista_39.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; para acessá-la diretamente, e se tiver tempo dê uma passeada pelo site mineiro, tem outras entrevistas interessantes e boas dicas de leitura. Boa Leitura!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-4589676927802061697?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/4589676927802061697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=4589676927802061697' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/4589676927802061697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/4589676927802061697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/10/egonews.html' title='EGONEWS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-7226139757869537096</id><published>2011-10-18T16:34:00.003-02:00</published><updated>2011-10-18T16:41:33.358-02:00</updated><title type='text'>LIXO E LIXO</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify; font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fui até a Sala São Paulo retirar ingressos que havia comprado para um concerto em novembro. Fui a pé daqui de casa (Sta Cecília/Higienópolis). Quando cheguei na Alameda Cleveland tive que interromper minha respiração por causa do fedor insuportável. Pensei que fosse morrer de nojo e de raiva. No encontro da Cleveland com a Helvetia centenas de seres humanos quase bichos se aglomeravam em torno do crack e sei lá mais do que em meio ao lixo. Nojo, revolta, pena daquele povo, raiva, e vontade de fazer uma fogueira com todos os políticos e autoridades que sugam esse país são alguns dos sentimentos que tive. Não me venham dizer que é complicado lidar com eles, que não se pode fazer isso ou aquilo e que eles se recusam a ir a abrigos, ou ainda que o pessoal dos direitos humanos vai dificultar e por isso é que eles estão lá. Pelo que vi essa geração já está perdida, não tem mais recuperação. Mas tem que dar assistência, cuidar e fazer um trabalho de prevenção para que esses miseráveis e desgraçados tenham ao menos condições de levar uma vida digna. Ignorá-los é aviltante, é validar o pouco caso das autoridades que se dizem competentes e que ganham para cuidar da cidade e não cuidam. Vão encurralando essa gente de um lado para outro, para que ninguém as veja. E elas se multiplicam na mesma velocidade dos helicópteros que atravessam a cidade e na mesma proporção das vendas dos vidros blindados dos automóveis. Não dá para fazer de conta que eles não existem. O fedor está saindo por tudo quanto é lado e um dia vai inevitavelmente invadir sua praia. Eu não quero me acostumar com essa paisagem urbana e me recuso a acreditar que estamos evoluindo. Isso aí não é pobreza, é miséria, resultado da ausência de atuação do poder público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria que alguém me explicasse o seguinte: por que uma entrevistadora com a inteligência e capacidade da Marília Gabriela decide entrevistar uma garota como a tal da Sabrina Sato? No domingo pouco antes de dormir eu assisti no SBT uma das entrevistas mais constrangedoras que já vi e ouvi. A menina é totalmente desinteressante, não tem absolutamente nada para dizer, ria o tempo todo de qualquer coisa que fosse dita, meu Deus, foi constrangedor assistir aquilo, e desconfio que em alguns momentos a própria Marília Gabriela se sentiu constrangida com a situação. Sem falar da dificuldade que foi tentar entender o que a moça queria dizer quando conseguia terminar um pensamento(?).  Enquanto a garota com muita dificuldade tentava organizar palavras para formar uma frase que pudesse dizer alguma coisa que tivesse algum sentido, a entrevistadora tentava adivinhar o que ela estava tentando querer dizer para que o telespectador pudesse compreendê-la. Marília, não tem ninguém interessante para entrevistar, então faz uma pausa, quebre o contrato, sei lá faça qualquer coisa, duvido que alguém entendeu o que essa garota tããão interessante e engraçada estava fazendo lá. Muito ruim. Se a idéia da produção do programa feito para o SBT é nivelar a entrevista ao grau de exigência de seu público, acho pior ainda. Não sei nem se serve para engrossar o livro 1001 entrevistas mais desinteressantes do mundo. Acho que não.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-7226139757869537096?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/7226139757869537096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=7226139757869537096' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7226139757869537096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7226139757869537096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/10/lixo-e-lixo.html' title='LIXO E LIXO'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-82027813308149467</id><published>2011-10-14T10:18:00.001-03:00</published><updated>2011-10-14T10:20:35.548-03:00</updated><title type='text'>JURO QUE NÃO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fui buscar duas calças que havia deixado na costureira para reparar. Na entrega uma das costureiras me mostrou dois pequenos furos logo abaixo daquelas tirinhas onde passamos o cinto. Olhei surpreso porque quando deixei a calça com ela os furos não existiam. “Já estava assim” ela disse, “juro que não fui eu quem furei, é da qualidade do tecido, esgarçou”. Duvidei de seu argumento, e disse que os dois buraquinhos devem ter sido feitos pelas pontas da tesoura que ela havia usado para descosturar as tiras, já que ela havia feito isso para estreitar a calça e as duas tirinhas tiveram que ser necessariamente retiradas. Sem mencionar a flagrante obviedade de que os furinhos moram agora exatamente no mesmo lugar onde as tirinhas moraram antes. Ela continuou negando com argumentos pouquíssimos convincentes enquanto eu pensava no que fazer. O que fazer numa situação como essa? Não sei. Na hora pensei em várias hipóteses, consegui manter a calma, os furos já estavam feitos e não havia mais como desfazê-los. Não posso mais usar a calça, já que eles são visíveis e para piorar, por iniciativa própria ela os fechou mal e porcamente costurando-os com uma linha de cor branca (a calça é cinza escuro) . Freqüento essa costureira há anos. Não faz parte do meu repertório fazer escândalos ou insultar funcionários, mas esperava ao menos que ela assumisse o erro, dissesse qualquer coisa como um sinto muito ou outra que me amolecesse o coração. No intervalo de nosso diálogo outra costureira se aproximou e deixou implicitamente claro que os furos nada mais eram que fruto de barbeiragem de alguém que não tem habilidade para exercer a profissão. A segunda calça estava em ordem. Na hora de pagar além de me cobrar as duas calças a moça me disse que não tinha troco para minha nota de 50 reais. “E agora?”, ela me perguntou segurando a nota com cara de quem não sabia o que fazer. Minha paciência começava a chegar ao limite. Respondi que ela poderia tentar trocar o dinheiro na vizinhança, eu esperaria. “Não posso sair daqui, a patroa vai ficar brava comigo”. Começava a pensar em mandá-la para o inferno quando a costureira mor e chefe do estabelecimento entrou no local. Equivocadamente pensei que ela seria a solução para nosso problema. Ciente do estrago feito na minha calça, ela foi logo tentando justificar o fato com o mesmo argumento da funcionária o que só fez piorar o meu humor. Você poderia trocar essa nota? Ela fuçou gavetas, depois a própria bolsa e em seguida olhou para mim e disse: “não tenho troco, o senhor pode ir trocar na padaria logo ao lado?” Não. Não posso. Não quero. E não vou. Vocês estragaram minha calça, estão cobrando por ela e ainda querem que eu vá trocar o dinheiro? Você não acha que poderia se organizar um pouco melhor? Nesse momento tudo o que eu queria era ir embora de lá. Duas clientes que esperavam para serem atendidas passaram a me dar razão e reclamar da demora.  A coisa começou a virar uma piada de qualidade ainda inferior a dos quadros do programa zorra total, mas a costureira mor ao invés de ir trocar o dinheiro continuava a tentar nos convencer das dificuldades de trocá-lo. Vamos fazer uma parada aqui. Pausa para respirar. Todos sabem as razões da falta de profissionalismo dominante no país: educação. Porque sem ela, sem escola, sem aprender a pensar e a ligar lé com cré a coisa vai ficar sempre amadora, mas um amadorismo tosco, burro, que dificulta ainda mais o desenvolvimento dessas pessoas e atrapalha a vida dos outros. Eu até aprecio o amadorismo, o improviso usado de forma casual e inteligente, mas ele deve se restringir a aparência, não deve ser estrutural, não pode existir por falta de conhecimento, no máximo como resposta para falta de soluções. Assim como a informalidade nas relações, que tem lá seu charme e ajuda a seduzir, mas que necessariamente tem que estar fundamentada na formalidade. Informalidade sim, desde que ela não seja invasiva. Voltando para a costureira. A coisa acabou assim. O cabeleireiro que tem seu salão encostado na costureira, escutou todo o bla bla e providencialmente entrou na conversa. Disse que poderia trocar o dinheiro. Trouxe o meu troco, eu agradeci, peguei minha sacola e tratei de me mandar. Ele me acompanhou até a porta e disse: “não fica aborrecido não querido, elas não são “profissa” mas são gente boa, não estragaram sua calça por mal”.&lt;br /&gt;Pode crer monsieur le coiffeur, eu juro que nunca duvidei disso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-82027813308149467?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/82027813308149467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=82027813308149467' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/82027813308149467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/82027813308149467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/10/juro-que-nao.html' title='JURO QUE NÃO'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-2879081830266842398</id><published>2011-10-12T16:00:00.002-03:00</published><updated>2011-10-12T16:08:39.591-03:00</updated><title type='text'>FÉ E BRIOCHES</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No dia da criança resolvi desobedecer minha mãe. Almocei assistindo televisão. Vi uma reportagem sobre a Nossa Senhora Aparecida que chegou a cidade de São Paulo subindo o rio Tietê. Ainda bem que ela não é feita de carne e osso, e no caso estava representada em forma de imagem feita de barro ou madeira, caso contrário teriam intoxicado a coitada da padroeira. Então escuto o padre (não sei como ele agüentou o fedor e os gases do rio enquanto carregava e expunha a imagem) dizer que é preciso conscientizar a população de que não se pode jogar lixo no rio. Está bem. Pensei que as autoridades municipais e estaduais é que tinham obrigação de canalizar e tratar a água dos municípios além de fiscalizar as concessionárias contratadas e os próprios cidadãos que desrespeitam as leis. Pobreza é mais um item que se combate com educação. Essa imundice e o pouco caso com ela é resultado da falta de educação que impera nesse país em todas as classes sociais. Desde o morador miserável das favelas até o milionário morador das mansões e coberturas neoclássicas com churrasqueiras decorativas nas varandas. Uns são mal educados porque não lhes são proporcionadas as condições mínimas para sair da miséria, outros porque só olham para o próprio umbigo e não conseguem enxergar nada além dos vidros blindados de seus automóveis. Quero minha fé de volta. A paisagem urbana dessa cidade é o retrato materializado de anos de falta de educação e pouco caso dessa gente que se diz bem educada, politizada e a serviço do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouquinho dessa fé voltou depois que eu me deitei no chão da sala e escutei a terceira e a quinta sinfonias de Mahler. Meu Deus o que seria de mim sem esses sujeitos e suas composições? Deus estava ali no momento da criação. E veio me pedir calma enquanto eu as escutava. Não sei se vou conseguir. Estou tentando. Respirando no saco de pão. Vou rezar pelos pulmões de Nossa Senhora Aparecida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-2879081830266842398?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/2879081830266842398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=2879081830266842398' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2879081830266842398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2879081830266842398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/10/fe-e-brioches.html' title='FÉ E BRIOCHES'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-8751704598165699173</id><published>2011-09-25T18:51:00.004-03:00</published><updated>2011-09-25T18:58:22.086-03:00</updated><title type='text'>O E-MAIL QUE RECEBI HOJE DE MANHÃ.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Hoje recebi um e-mail intitulado “Profecias do pai Simão”. O conteúdo do e-mail são “profecias” supostamente feitas pelo Zé Simão (na rede é difícil saber quem realmente é o autor do que nos enviam). A bem da verdade eu não leio o Zé Simão. Não gosto do seu humor apelativo e na maioria das vezes grosseiro e maldoso com as pessoas que ele pega como vítima.&lt;/span&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt; Não tem nada a ver com ser politicamente correto ou não, mas com limites e respeito, o que é escracho e o que é grosseria, um pouco do que penso desse tipo de humor feito pelo Pânico que tenho pânico só de pensar em assistir. Não consigo achar graça, acho forçado e burro.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Por curiosidade passei a ler o e-mail, ainda era cedo, e quando percebi estava gargalhando e não conseguia parar de gargalhar com o festival de bobagens tão possíveis de se realizar no Brasil que não dá para deixar de se divertir com o ridículo das situações.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Abaixo o e-mail que recebi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio 2016 - Profecias do Pai Zé Simão &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Previsões de José Simão (Colunista Folha de São Paulo), para as Olímpíadas no Rio - 2016.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 2010 a 2015&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. ONGs vão pipocar dizendo que apóiam o esporte, tiram crianças das ruas e as afastam das drogas. Após as olimpíadas estas ONGs desaparecerão e serão investigadas por desvio de dinheiro público. Ninguém será preso ou indiciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Um grupo de funk vai fazer sucesso com uma música que diz: vou pegar na tua tocha e você põe na minha pira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Uma escola de samba vai homenagear os jogos, rimando “barão de coubertin” com “sol da manhã”. Gilberto Gil virá no último carro alegórico vestido de lamê dourado representando o “espírito olímpico do carioca visitando a corte do Olimpo num dia de sol ao raiar do fogo da vitoria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Haverá um concurso para nomear a mascote dos jogos que será um desenho misturando um índio, o sol do Rio, o Pão de Açúcar e o carnaval, criado por Hans Donner. Os finalistas terão nomes como: “Zé do Olimpo”, “Chico Tochinha” e “Kaíque Maratoninha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Luciano Huck vai eleger a Musa dos jogos, concurso que durará um ano e elegerá uma modelo chamada Kathy Mileine Suellen da Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abertura dos jogos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A tocha olímpica será roubada ao passar pela baixada fluminense. O COB vai encomendar outra com urgência para um carnavalesco da Beija flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Zeca Pagodinho, Dudu Nobre e a bateria da Mangueira farão um show na praia de Copacabana para comemorar a chegada do fogo olímpico ao Rio. Por motivo de segurança, Zeca Pagodinho será impedido de ficar a menos de 500 metros da tocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Durante o percurso da tocha, os brasileiros vão invadir a rua e correr ao lado dela carregando cartolinas cor de rosa onde se lê "GALVÃO FILMA NÓIS",   "100% FAVELA DO RATO MOLHADO".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Pelé vai errar o nome do presidente do COI, discursar em um inglês de merda elogiando o povo carioca e, ao final, vai tropeçar no carpete que foi colado 15 minutos antes do início da cerimônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Claudia Leite e Ivete Sangalo vão cantar o “Hino das Olimpíadas” composto por Latino e MC Medalha. As duas vão duelar durante a música para aparecer mais na TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. O Hino Nacional Brasileiro será entoado a capella por uma arrependida Vanuza, que jura que "não bota uma gota de álcool na boca desde a última copa". A platéia vai errar a letra, em homenagem a ela, chorar como se entendesse o que está cantando, e aplaudir no final como se fosse um gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Uma brasileira vai ser filmada varias vezes com um top amarelo, um shortinho verde e a bandeira dos jogos pintada na cara. Ela posará para a Playboy sem o top e sem o shortinho e com a bandeira pintada na bunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Por falta de gás na última hora, já que a cerimônia só foi ensaiada durante a madrugada, a pira não vai funcionar. Zeca Pagodinho será o substituto temporário já que a Brahma é um dos patrocinadores. Em entrevista ao Fantástico ele dirá que não se lembra direito do fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Setenta e quatro passistas de fio-dental vão iniciar a cerimônia mostrando o legado cultural do Rio ao mundo: a bala perdida, o trafico, o funk, o sequestro-relâmpago e a favela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Durante os jogos de tênis a platéia brasileira vai vaiar os jogadores argentinos obrigando o árbitro a pedir silencio 774 vezes. Como ele pedirá em inglês ninguém vai entender e vão continuar vaiando. Galvão Bueno vai dizer que vaiar é bom, mas vaiar os argentinos é melhor ainda. Oscar concordará e depois pedirá desculpas chorando no programa do Gugu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Um simpático cachorro vira-lata furará o esquema de segurança invadindo o desfile da delegação jamaicana. Será carregado por um dos atletas e permanecerá no gramado do Maracanã durante toda a cerimônia. Será motivo de 200 reportagens, apelidado de Marley, e será adotado por uma modelo emergente que ficará com dó do pobre animalzinho e dirá que ele é gente como a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Adriane Galisteu posará para a capa de CARAS ao lado do grande amor da sua vida, um executivo do COB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Os pombos soltos durante a cerimônia serão alvejados por tiros disparados por uma favela próxima e vendidos assados na saída do maracanã por “dois real”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os jogos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Caetano Veloso dará entrevista dizendo que o Rio é lindo, a cerimônia de abertura foi linda e que aquele negão da camiseta 74 da seleção americana de basquete é mais lindo ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Uma modelo-manequim-piranha-atriz-exBBB vai engravidar de um jogador de hóquei americano. Sua mãe vai dar entrevista na Luciana Gimenez dizendo que sua filha era virgem até ontem, apesar de ter namorado 74 homens nos últimos seis meses, e que o atleta americano a seduziu com falsas promessas de vida nos EUA. Após o nascimento do bebê ela posará nua e terá um programa de fofocas numa rede de TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. No primeiro dia os EUA, a China e o Canadá já somarão 74 medalhas de ouro, 82 de prata e 4 de bronze. Os jornalistas brasileiros vão dizer a cada segundo que o Brasil é esperança de medalha em 200 modalidades e certeza de medalha em outras 64.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Faltando 3 dias para o fim dos jogos, o Brasil terá 3 medalhas de bronze e 1 de ouro, esta ganha por atletas desconhecidos no esporte “caiaque em dupla”. Eles vão ser idolatrados por 15 minutos (somando todas as emissoras abertas e a cabo) como exemplos de força e determinação. A Hebe vai dizer que eles são “uma gracinha” ao posarem mordendo a medalha, e nunca mais se ouvirá deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. A seleção brasileira de futebol comandada por Ronaldo Fenômeno vai chegar como favorita. Passará fácil pela primeira fase e entrará de salto alto na fase final, perdendo para a seleção de Sumatra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. A seleção americana de vôlei visitará uma escola patrocinada pelo Criança Esperança. Três meninos vão ganhar uma bola e um uniforme completo dos jogadores, sendo roubados e deixados pelados no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Os traficantes da Rocinha vão roubar aquele pó branco que os ginastas passam na mão. Um atleta cubano será encontrado morto numa boate do Baixo Leblon depois de cheirá-lo. O COB, a fim de não atrasar as competições de ginástica, vai substituir o tal pó pelo cimento estocado nos fundos do ginásio inacabado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Um atleta brasileiro nunca visto antes terminará em 57º lugar na sua modalidade e roubará a cena ao levantar a camiseta mostrando outra onde se lê: JARDIM MATILDE NA VEIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Vários atletas brasileiros apontados como promessa de medalha serão eliminados logo no inicio da competição. Suas provas serão reprisadas em 'slow motion' e 400 horas de programas de debate esportivo vão analisar os motivos das suas falhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após os jogos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Um boxeador brasileiro negro de 1,85m estrelará um filme pornô para pagar as despesas que teve para estar nos jogos e por não obter patrocínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Faustão entrevistará os atletas brasileiros que não ganharam medalhas. Não os deixará pronunciar uma palavra sequer, mas dirá que esses caras são exemplos no profissional tanto quanto no pessoal, amigos dos amigos, e outras besteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. No início do ano seguinte, vários bebês de olhos azuis virão ao mundo e as filas para embarque nos voos para a Itália, Portugal e Alemanha serão intermináveis, com mães "ofendidas", segurando seus rebentos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-8751704598165699173?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/8751704598165699173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=8751704598165699173' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8751704598165699173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8751704598165699173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/09/o-e-mail-que-recebi-hoje-de-manha.html' title='O E-MAIL QUE RECEBI HOJE DE MANHÃ.'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-8232542503925047604</id><published>2011-09-21T10:09:00.001-03:00</published><updated>2011-09-21T10:11:44.835-03:00</updated><title type='text'>CERCADO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Reincidentes são os dois casos que vou contar. Já aconteceram de outras maneiras antes e no mesmo lugar. Estava no cinemark do Pátio Higienópolis ontem. No meio do filme um senhor sentado na minha frente atende o celular e responde em tom assustadoramente alto que não podia falar naquele momento porque estava dentro do cinema. Por que atendeu então? Tive vontade de jogá-lo para fora da sala, mas me contive. Por respeito a sua idade e porque sofro de constrangimento passivo. É. Uma doença que aparentemente algumas pessoas têm: elas se sentem constrangidas com a ignorância e falta de sensibilidade de terceiros. Minutos depois e quase no fim do filme, três meninas sentadas ao meu lado começaram a utilizar seus celulares para mandar mensagens ou sei lá o que. A luz da telinha do celular delas passou a imperar na sala e a me incomodar. Depois de vários acende/apaga/acende/apaga e meu nível de constrangimento atingir o grau do insuportável, pedi em voz incisiva que parassem com aquilo. Não me atenderam. A solução foi ameaçá-las, ou paravam ou eu arrancaria os aparelhos de suas mãos. Saíram da sala. De onde não deveriam ter entrado se não são capazes de ficar por aproximadamente duas horas apreciando o filme sem se comunicar com amigos ou sei lá quem. Em razão da imensa falta de respeito alheio e por se acharem o centro do universo, os cinemas daqui deveriam fazer o que fazem outros por aí. Há um sistema que bloqueia a conexão dos celulares dentro dos cinemas e teatros e outros estabelecimentos que são ativados para que essa gentalha insuportável aprenda a se comportar em público. Ninguém deveria ser obrigado a ouvir conversa alheia. Eu não consigo compreender a cabeça dessas pessoas. Não consigo entender essa ausência total de respeito pelo outro, seja dentro dos lugares ou nas ruas, constantemente flagro pessoas gritando com o celular grudado na orelha, ou com esses aparelhinhos gesticulando numa clara demonstração de egoísmo e não estou nem aí para você. Não tem a ver com idade. A falta de educação é geral. E gritante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, gritante também é o volume do som das salas do cinemark enquanto eles anunciam os filmes antes da sessão iniciar. Devem achar que porque nos bombardeiam os tímpanos a mensagem ficará gravada na nossa cabeça. A única mensagem que fica gravada na minha  é de que estou ilhado, cada vez mais idiotas invadem a minha praia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-8232542503925047604?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/8232542503925047604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=8232542503925047604' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8232542503925047604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8232542503925047604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/09/cercado.html' title='CERCADO'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-2529960573373873536</id><published>2011-09-17T13:03:00.001-03:00</published><updated>2011-09-17T13:08:17.210-03:00</updated><title type='text'>GÁSES</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Muito cedo prestei atenção no significado das palavras. Sempre procurei coerência na literalidade delas, quero dizer, se no momento em que elas estão sendo pronunciadas elas querem dizer exatamente o que quem as falou ou escreveu queria dizer. Porque pode haver descompasso. Despojada da emoção, listada numa folha de dicionário de sinônimos e antônimos, ela significa muito menos do que quando carregada da emoção de quem a escolheu para dizer isso ou aquilo. A escolha, a forma, a carga emocional e a tonalidade podem alterar seu significado. O outro, o ouvinte, o receptor, ao ouvi-la também a sujeita e a condiciona aos limites de sua compreensão. O inferno, Sartre já disse de outra forma, só passa a arder quando nos vemos confrontados com os outros. Enquanto elas estão dentro do universo particular de cada um de nós, elas significam uma coisa, a partir do momento que penetram os ouvidos do outro ganham significados diferentes e vida própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas noites acordo no meio da madrugada como se tivesse dormido além da conta e não consigo mais pegar no sono. Então me levanto e observo as luzes dos apartamentos dos prédios ao redor do meu. Não tenho pensamentos profundos. Observo e penso em múltiplas coisas, como por exemplo, o que aquele sujeito do prédio da frente está assistindo na televisão de sua sala ou o que amigos que moram em outros continentes poderiam estar fazendo naquele exato momento, ou ainda se devo ou não comer um pedaço do bolo de laranja que está dormindo quietinho na cozinha. As vezes ligo para algum amigo do outro lado do mundo e como um pedaço do bolo, só não consigo acessar o vizinho insone. Será que ele me vê e tem pensamentos parecidos? Outra noite, vi quando ele levantou do sofá e foi até a janela. De lá, ele olhou em minha direção. Constrangido eu preferi sair do terraço e voltar para dentro do apartamento. Gosto de observar, mas não de ser observado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem tive que atravessar a cidade. Fui até o bairro do Morumbi pela avenida nove de julho e voltei pela 23 de maio. São Paulo é decididamente uma cidade feia, sem atrativos no quesito paisagem urbana. Está bem, nenhuma novidade no que acabo de afirmar. O agravante é o cheiro que está impregnando a cidade. O gás carbônico das ruas e avenidas só perde para o fedor de urina e fezes humanas que penetra nossas narinas quando caminhamos pelas ruas do centro. Você já tentou chegar a Sala São Paulo a pé? Ouvi de um amigo outro dia, ah mas isso é covardia, quem mandou você ir a pé para lá, a cracolândia é conhecidamente um lixo. Como assim, quem mandou ir a pé? O que é então uma cidade para você? Um espaço urbano recortado por ruas e avenidas por onde passam automóveis, e o pedestre que se dane? Ver beleza na cidade onde nasci está cada vez ficando mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-2529960573373873536?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/2529960573373873536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=2529960573373873536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2529960573373873536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2529960573373873536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/09/gases.html' title='GÁSES'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-7149611657237822558</id><published>2011-09-11T14:34:00.001-03:00</published><updated>2011-09-11T14:41:19.843-03:00</updated><title type='text'>É TUDO VERDADE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 11 de setembro de 2011, acordei um pouco mais tarde. Fiz um café e fui para frente do computador sedento pela resposta de um e-mail enviado há alguns dias. Nada ainda. Passei então a ler a Folha de São Paulo na tela do computador. Não perco mais tempo lendo o jornal de ponta a ponta, desenvolvi um sistema próprio de leitura, bato o olho no título da matéria e vejo quem a escreveu e não reflito muito, ou abro o artigo e leio, ou passo batido sem nenhuma culpa porque a maioria das notícias é desinteressante, elas apenas confirmam o que já sabemos ou não trazem nenhuma nova discussão. Foi quando me deparei com uma matéria sobre o Padre Marcelo no caderno Mercado. Estranhei, o que um padre estaria fazendo num caderno de conteúdo econômico? Ao mesmo tempo que lia a matéria chamada “Padre Marcelo S.A.”, um dos moradores de uma das casinhas da vila localizada atrás do meu prédio, começou a escutar música num volume que todo o bairro poderia escutar. Imagino que sua intenção era propiciar um imenso prazer aos ouvidos de seus vizinhos, mas ler a matéria sobre o tal padre acompanhado por refrões de “eu sou pobre pobre pobre de marré marré de si, mas sou rico rico rico e cheio de mulhé” foi o suficiente para me provocar ânsias de vômito. Para mim gosto se discute e, bem, dentro do espírito democrático que acredito ter assimilado no decorrer da minha vida, aceito que ele escute o que quiser, mas por favor não quero ser obrigado a escutar a mesma coisa. Tentei acreditar que logo ele abaixaria o som e continuei a ler as matérias do jornal. Fiquei então sabendo que o padre Marcelo está construindo uma imensa igreja, um templo para milhões de pessoas, com sei lá quantas mil vagas de estacionamento e uma cripta onde ele futuramente será enterrado. Enquanto isso meu vizinho de baixo continuava a nos presentear com canções de altíssimo padrão, recheando meus ouvidos com refrões que jamais esquecerei. E o padre Marcelo ainda deu uma pequena entrevista onde fala coisas interessantíssimas como, por exemplo, que ele produziu um “cd contemplativo”. Veja bem, quando li isso, imaginei que seus fãs devem comprar o “cd contemplativo” para colocar em algum lugar da estante e ficarem horas olhando para ele até alcançarem o nirvana. Mas não. Segundo o padre Marcelo “você o coloca para tocar e ele leva você ao ágape, que em grego antigo significa amor divino". Que beleza! Um cd contemplativo que emite som! Nessa matéria fiquei sabendo ainda que o padre Marcelo cultuava o corpo quando jovem, e que já caiu duas vezes da esteira onde costuma correr. Tudo bem, por que um padre não poderia se preocupar com a saúde do seu corpo? Mas ele chegou a pensar que seus tombos eram resultado da inveja alheia. Não falou em olho gordo, mas inveja, o que é diferente. E está na bíblia. Decididamente a data 11 de setembro deve ter algo que transcende outras datas. Porque desse trecho em diante meu vizinho de cima passou a gritar para o da vila para que o mesmo abaixasse o som. Sai no terraço para ver quem estava gritando e um ovo endereçado ao vizinho de baixo passou bem rente a minha cabeça. Voltei para terminar de ler a entrevista e descobri que o padre Marcelo usou medicamentos que misturam finasterida com menoxidil para conter a calvície, remédios esses que podem afetar a potência sexual, mas que ele não se preocupa com isso porque é celibatário. Por algum milagre, o vizinho desligou o som e eu pude continuar a ler o jornal tranquilamente. Foi quando descobri que o padre Marcelo também acredita em milagres e já viu alguns. E que ele ainda não crê que possa provocá-los. Mas contou que só de por a mão na barriga de uma de suas fiéis que desejava ter filhos e perguntar a ela se ela tinha fé, a moça engravidou, que aquilo é um dom, o dom de tocar. É verdade. Pense na história que acabei de contar, do ovo que tocou a cabeça do meu vizinho, no bem estar que esse milagre provocou a todos os moradores que moram na redondeza, aquilo foi um milagre, provocado pelo dom de tocar, vindo diretamente do céu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-7149611657237822558?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/7149611657237822558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=7149611657237822558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7149611657237822558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7149611657237822558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/09/e-tudo-verdade.html' title='É TUDO VERDADE'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-8181267925845979547</id><published>2011-09-08T14:48:00.007-03:00</published><updated>2011-09-08T15:25:40.410-03:00</updated><title type='text'>APERITIVO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-bxUHTlgARWQ/TmkAfHMxAUI/AAAAAAAAAaE/L5VsqWVVzXU/s1600/capa%2Bdissonantes.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-bxUHTlgARWQ/TmkAfHMxAUI/AAAAAAAAAaE/L5VsqWVVzXU/s320/capa%2Bdissonantes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650047742021534018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;DISSONANTES&lt;br /&gt;Sergio Keuchgerian &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dissonantes é o terceiro livro do escritor Sergio Keuchgerian e o segundo dele lançado pelo selo Mundo Editorial.  O título, que nos leva a pensar em sons desarmônicos, reflete o universo dos personagens que compõem um romance moderno e sintonizado com o espírito do tempo em que estamos vivendo.   Mas é quando a clareza de um título nos dá a impressão de que não é preciso nenhum subtexto para compreendê-lo, que inúmeras nuances e interpretações surgem para confundi-lo. É bem provável que Mário, o personagem principal de Dissonantes desconfie do tempo como medidor de conhecimento entre as relações humanas. Certo é que hoje ele desconfia tanto das histórias de amor que parecem fadadas ao final feliz como dos sons harmoniosos de qualquer música capaz de nos fazer chorar. Por outro lado ele foi obrigado a confiar em seus temores. Afinal foram eles que o obrigaram a seguir em frente desde o princípio e que serviram de alerta face às armadilhas que ele encontrou pelo caminho. Dissonantes é apenas um dos sinônimos que vem a sua cabeça quando ele escuta sons em desacordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Mário precisasse responder à pergunta “quanto tempo é preciso para se conhecer uma pessoa?”, ele provavelmente não conseguiria respondê-la. Seus pensamentos o levariam inevitavelmente a Viena, cidade onde viveu e conheceu Anna e Renato, Uli e Yumiko e tantas outras pessoas que fizeram parte da história de sua vida. O mundo, quando ele os conheceu, ainda tinha de um lado os países capitalistas e do outro os comunistas. O surpreendente triângulo amoroso vivido no período vienense, o retorno ao seu país de origem e as descobertas que fez sobre si mesmo e sobre o grande amor de sua vida fazem parte de um contexto que apenas aparentemente não tem conexão com os eventos que alteraram o mapa político e social de sua época. O amor, a arte e a morte são os temas desta história narrada de maneira simples e objetiva, nem por isso sem o rigor da reflexão intelectual, por vezes dolorosa, da realidade de um homem em busca do conhecimento de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre O Autor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sergio Keuchgerian nasceu em São Paulo, em 25 de janeiro de 1962, e é formado em Direito. Atualmente vivendo em Paris. De 1988 a 2000, morou na Áustria, onde trabalhou com moda e fotografia. De volta ao Brasil, se especializou em fotografar espetáculos teatrais e advogou. Diário da busca e Contos indiscretos são seus livros publicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-ySISaM7WRKo/TmkC2v-ZjwI/AAAAAAAAAaM/lPg9KTYAbsM/s1600/_MG_1787.JPG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ySISaM7WRKo/TmkC2v-ZjwI/AAAAAAAAAaM/lPg9KTYAbsM/s320/_MG_1787.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650050347127377666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto Ricardo K.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dissonantes&lt;br /&gt;Páginas: 168&lt;br /&gt;Preço: R$ 35,00&lt;br /&gt;Formato: 14cm x 21cm&lt;br /&gt;ISBN: 9788599802144&lt;br /&gt;Acabamento: Brochura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contatos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamille Pinheiro Dias&lt;br /&gt;Tel: (11) 82218199&lt;br /&gt;jamillepinheiro@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mundo Editorial&lt;br /&gt;Tel: (11) 41258767&lt;br /&gt;Falar com Haydêe&lt;br /&gt;mundo@mundoeditorial.com.br&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-8181267925845979547?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/8181267925845979547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=8181267925845979547' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8181267925845979547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8181267925845979547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/09/aperitivo.html' title='APERITIVO'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bxUHTlgARWQ/TmkAfHMxAUI/AAAAAAAAAaE/L5VsqWVVzXU/s72-c/capa%2Bdissonantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-8713543006462680608</id><published>2011-09-05T22:10:00.001-03:00</published><updated>2011-09-05T22:10:51.473-03:00</updated><title type='text'>PARA FACILITAR A DIGESTÃO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ontem assisti um filme na tv chamado “Bom Apetite”, um filme espanhol que conta a história de três jovens cozinheiros (um espanhol, um italiano e uma alemã) que trabalham num restaurante conceituado em Zurique. Uma historinha bem contada, com bons atores, mas com desenrolar e final previsível. O que ficou do filme foi um pensamento que me acompanhou hoje o dia inteiro. A velha obsessão de tentar reconhecer o que é real e o que é ficção dentro de uma cabeça apaixonada. No filme, a alemã que trabalha no restaurante como sommelier, tem um relacionamento com o chefe. Ela acaba se abrindo com os dois amigos, mas não consegue se convencer dos seus argumentos sobre as verdadeiras intenções do chefe. Bom, ela está apaixonada por ele, e isso é o suficiente para cegá-la. Já estive em situações parecidas, e me lembro de ter tido consciência do que realmente estava acontecendo, mesmo que essa consciência não fosse de toda clara. Preferi deixar rolar, investi na história para ver o que aconteceria depois. Não teria adiantado em nada se algum amigo tivesse querido me preservar do futuro desastre que só ele conseguia ver naquele momento. Porque você está totalmente infectado com o vírus da paixão. Ele se mistura ao sangue e impede que qualquer argumento racional seja mais forte do que aquilo que está sentindo. Você se torna viciado em seus próprios sentimentos, você gosta de estar sentindo o que sente, a sensação é muito parecida com os efeitos de qualquer uma dessas drogas que proporciona bem estar. Na condição de apaixonado você é impelido a acreditar naquilo que quer e não na razão ou no que outros dizem. Vi o filme até o fim porque queria ter certeza de que o roteiro terminaria do jeito que imaginei. E ele terminou exatamente como pensei. Mas de volta a realidade e as minhas reflexões. Se eu tivesse esse poder de prever e interromper o andamento das situações antes que elas pudessem me machucar, acho que eu não ia ser mais feliz ou satisfeito. Distinguir a ficção da realidade não ajuda a gente a ser mais feliz ou sofrer menos. E a vida seria simplesmente horrível se não criássemos situações fictícias para suportá-la. Ou você vê algum sentido nela?  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-8713543006462680608?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/8713543006462680608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=8713543006462680608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8713543006462680608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8713543006462680608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/09/para-facilitar-digestao.html' title='PARA FACILITAR A DIGESTÃO'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-1350995913507661949</id><published>2011-09-04T11:49:00.003-03:00</published><updated>2011-09-04T12:16:58.333-03:00</updated><title type='text'>METRÔ</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fui recarregar meu cartão de embarque do metrô, o Cartão Fidelidade. Havia uma fila imensa e eu não tinha certeza de que eles aceitariam cartão de débito ou crédito. Fiquei na fila e quando fui atendido a atendente me disse que não aceitava cartões como forma de pagamento, só dinheiro. Reclamei. Ela me apontou as máquinas automáticas ao lado do guichê de venda de tickets que aceitavam cartões. Eu não estava sabendo da implantação dessas máquinas. Foram instaladas esta semana e são muito simples. Então recarreguei meu cartão ao lado de uma atendente que estava lá para explicar a novidade aos usuários. As máquinas aceitam apenas os cartões de débito. O que já é um avanço. Mas não entendo porque não é possível passar o cartão nos guichês de venda. Por que quando implantam um sistema não o fazem de maneira eficaz? De qualquer forma, as instalações dessas máquinas automáticas nas estações facilitam a vida do usuário e talvez representem a morte das plaquinhas com as inscrições "sem sistema" que estamos cansados de ler quando precisamos recarregar os cartões. Até que enfim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À propos metrô, nesse meu último sejour em Paris conheci algumas pessoas que não utilizavam o metrô e preferiam pegar táxi para se locomover de um lugar ao outro. Todas elas eram brasileiras. Nunca ouvi de nenhum amigo de origem estrangeira qualquer coisa parecida, ao contrário, todos utilizam o metrô sem problemas, quando há críticas elas não têm cunho preconceituoso, mas a necessidade de trens mais novos ou ligações não existentes entre estações e etc. Quando eu perguntava a esses brasileiros por que não utilizavam o transporte público, as respostas eram burras e preconceitusas, ou era “o tipo de gente” ou “está sempre cheio”, ou eu sei lá qual bobagem usavam como argumento para não utilizá-lo. Quando eu dizia que táxis são muito mais caros ou que elas perderiam muito mais tempo nos congestionamentos, ou ainda que a estação do metrô ficava a 50 metros do hotel onde estavam hospedadas e que elas sairiam em frente ao destino desejado, elas olhavam para minha cara como se eu tivesse chutado a imagem da Nossa Senhora Aparecida. São as mesmas pessoas que não fazem uso do metrô no Brasil e que provavelmente só se locomovem pela cidade utilizando carros blindados. São as mesmas que se consideram diferentes das outras e por isso não querem se misturar com os outros. No começo ficava indignado com a ignorância e prepotência dessas pessoas, com o tempo a indignação deu lugar a um misto de pena e desprezo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o metrô de Paris, assim como o de Viena ou o de Londres está sempre lotado como o daqui. E todo mundo tem umbigo. Alguns mais bonitinhos que os outros, mas a gente só consegue ver o umbigo dos outros quando olha para outras barrigas, se ficar olhando apenas para a própria, nunca vai descobrir diferenças. Mas do que é que eu estou falando?  De autocrítica. E de meio de transporte. E de diferenças. E da educação que pode interferir na cultura de um povo e etc...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-1350995913507661949?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/1350995913507661949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=1350995913507661949' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/1350995913507661949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/1350995913507661949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/09/metro.html' title='METRÔ'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-8312679952749879538</id><published>2011-09-01T17:05:00.003-03:00</published><updated>2011-09-01T17:10:13.746-03:00</updated><title type='text'>REFLEXÕES</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando saía de casa hoje de manhã deparei com um sujeito gritando no meio da calçada com uma garrafa de plástico grudada no ouvido. Ele falava e gesticulava como se tivesse um interlocutor do outro lado da linha de seu suposto telefone celular. Lembrei imediatamente da crônica de hoje do Contardo Calligaris na Folha de São Paulo, em que ele comenta os recentes saques nas ruas de Londres e faz um pequeno paralelo com a Revolução Francesa. Calligares fala um pouco sobre a idéia que temos do que são produtos de primeira necessidade hoje e na época. Fala também da mutação dos códigos de valores da sociedade contemporânea, que hoje muito mais têm a ver com os objetos que possui do que com sua origem social. Uma reflexão clara e objetiva, apesar do pouco espaço em sua coluna. Não dá para discordar de seus argumentos, basta observar as pessoas nas ruas. Talvez sem seu “telefone celular” eu também não teria notado o sujeito que passou por mim na calçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um quarteirão acima, a caminho do supermercado deparei com uma família inteira dormindo a céu aberto. Caixotes, restos de comida, cobertores, uma tv, dois cães, um casal e duas crianças ocupavam parte da calçada. Sempre que sou confrontado com uma situação dessas penso em como essas pessoas chegaram ali, a ponto de perderem tudo e ir parar no olho da rua. Penso de onde vieram e o que vai acontecer com elas, para onde vão e se um dia terão uma vida digna. Não vou entrar na discussão do papel do estado porque tenho muitas dúvidas a respeito da eficácia do braço estatal para resolver essas questões depois que ela chegam a esse ponto. Acredito que os investimentos deveriam ter sido feitos muito antes, preventivamente. Não consigo acreditar no crescimento de nenhum país que não invista na educação de seus cidadãos. Você pode me dizer o que quiser sobre o crescimento econômico do Brasil nos últimos dez anos e da suposta inclusão de sei lá quantos milhões de pessoas no mercado, mas eu não consigo ver nada disso na prática e no cotidiano. A pobreza impera. E não falo apenas da pobreza material, falo da pobreza intelectual, das péssimas condições de ensino do país e no atraso que isso representa num mundo cada vez mais competitivo e globalizado.  Se você sair do seu meio de “gente diferenciada” e ir conversar com aqueles que imagina menos diferenciados, vai perceber que não tem muita diferença entre esses mundos, uns podem ter mais condições econômicas que os outros, mas no geral o bem estar para eles está diretamente ligado a sua força consumidora e posses. Acredito que o diferencial entre sociedades que são mais ou menos evoluídas (não venha me dizer que o conceito de sociedades evoluídas é relativo) esteja na força intelectual de seus integrantes. Pode-se aprender a pensar. O poder de reflexão do indivíduo é também sua força, é ele que vai proporcionar uma visão mais crítica sobre si mesmo e sobre seu entorno, e isso vai refletir coletivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-8312679952749879538?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/8312679952749879538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=8312679952749879538' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8312679952749879538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8312679952749879538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/09/reflexoes.html' title='REFLEXÕES'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-6099750823449705266</id><published>2011-08-30T19:47:00.000-03:00</published><updated>2011-08-30T19:49:15.730-03:00</updated><title type='text'>OSCILAÇÕES</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Talvez tenha sido o forte calor do dia, não estou muito certo, talvez a temperatura interferido no meu humor. Mas hoje a coisa virou, coalhou. Sei. Você vai me dizer para ter paciência, mas esse nunca foi meu forte. Eu tenho tentado ser paciente a vida inteira, algumas vezes consigo me conter, outras, sinto esse desconforto que senti hoje o dia inteiro. Vontade de ditar as regras para que as situações deixem de ser um problema e se transformem em soluções. Mas quem quer soluções não é mesmo? E eu sinceramente venho perdendo aquela vontade de dizer o que deve ser feito a quem quer que seja.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses momentos gostaria de ter o talento de Richard Strauss que musicou um poema mediano de Heinrich Heine chamado “Schlechtes Wetter” (tempo ruim) de forma primorosa. A alquimia dos gênios. Mas esse tempo ruim impregna e me transforma nele próprio. Sinto na pele o dia quente e melado e perco meu tempo ao invés de criar, transformar, produzir. Não tenho espírito macunaímico, gosto enquanto personagem de literatura, mas no dia a dia prefiro não encontrar nenhum pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, porque graças a Deus sempre tem um outro lado que pode funcionar como um refresco, hoje no final da manhã meu irmão veio fazer algumas fotos que eu terei que escolher para orelha do “Dissonantes” e divulgação. E foi bom tê-lo próximo, ser observado através de suas lentes, reencontrá-lo. As fotos ficaram muito boas, não vou postá-las aí porque minha porção narcísica é bem tranqüila, mas vocês vão poder vê-las nas matérias de divulgação e no livro. Sim, o lançamento está confirmado, no dia 5 de outubro na livraria da vila do pátio Higienópolis. E dessa vez não serão enviados convites, a notícia terá que rodar via todas as vias possíveis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-6099750823449705266?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/6099750823449705266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=6099750823449705266' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/6099750823449705266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/6099750823449705266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/08/oscilacoes.html' title='OSCILAÇÕES'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-3495672761407576012</id><published>2011-08-26T20:03:00.001-03:00</published><updated>2011-08-26T21:37:52.242-03:00</updated><title type='text'>REGISTROS</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na quarta fui com uma amiga assistir a Filarmônica de Câmara Alemã de Bremen, acompanhada por Christian Tetzlaff na Sala São Paulo. Duas das peças que eles executaram eu gosto bastante, “Verklärte Nacht” do Schönberg e o concerto para violino de Mendelsohn-Bartholdy, as outras duas, o concerto para violino e orquestra de Mozart e a sinfonia n°8 de Haydn ,eu teria preferido ouvir em outra ocasião. Porque destoaram do programa e perderam a força. Ao lado de Schönberg pareciam música ambiente, de fundo. Entendo que talvez eles tenham tentado mostrar um pouco do que podem e sabem tocar, mas eu teria escolhido um repertório mais adequado ao tamanho da orquestra, quero dizer, obras mais intimistas, que exigem mais técnica do que força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais tem me chamado a atenção desde que cheguei em São Paulo é a comunicação entre as pessoas, o tato na conversa e nos diálogos necessários nas atividades cotidianas. Nós gostamos de nos autodenominar simpáticos e cordiais, mas não é a percepção que tenho tido. Os diálogos são rudes, não há gentilezas formais e necessárias na construção das relações, a degradação e a negligência no uso da palavra. Preste atenção, na falta de delicadeza, estamos descendo a ladeira  no quesito educação. Ai que bobagem, você vai dizer. Eu digo que não, que algumas formalidades são condição sine qua non para a troca de conhecimento e respeito entre as pessoas. Estamos perdendo. Observe. A falta de educação é a regra. As vezes penso que perdemos o senso crítico. Esse deboche generalizado me dá arrepios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A data do lançamento do meu novo romance, o “Dissonantes”, está programada para o dia 5 de outubro, o lançamento será feito na Livraria da Vila do Pátio Higienópolis. Quando estiver certo, confirmo no blog. Aliás, a nova livraria ficou linda. Vá conferir.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-3495672761407576012?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/3495672761407576012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=3495672761407576012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/3495672761407576012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/3495672761407576012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/08/registros.html' title='REGISTROS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-4840935009694653703</id><published>2011-08-21T10:45:00.001-03:00</published><updated>2011-08-21T10:45:55.438-03:00</updated><title type='text'>RETOUR</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Chegando. Mistura dos sentimentos felicidade, desconfiança, expectativa e impotência. Tempo. Brückner e suas sinfonias me acompanham, me ajudam a refletir. O que ficou para trás, o que está no meio, o que virá. O dom da previsão não me foi abençoado. Minha casa. Meu único lugar. A partir. A ficar. A retornar. Uma única convicção: a de que não tenho nenhuma. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-4840935009694653703?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/4840935009694653703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=4840935009694653703' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/4840935009694653703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/4840935009694653703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/08/retour.html' title='RETOUR'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-6574326988605872929</id><published>2011-08-13T18:19:00.002-03:00</published><updated>2011-08-13T18:27:24.268-03:00</updated><title type='text'>BÍLIS NEGRA</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O impacto do início do filme “Melancholia” de Lars von Trier me lembrou o inicio de 2001 do Kubrick. As imagens do início extraordinário tendo como fundo musical o prelúdio de “Tristão e Isolda” de Wagner são tão marcantes quanto o início de Kubrick ao som de Strauss. De alguma forma o início dos dois filmes dialoga, mas a construção do roteiro e a intenção dos diretores são diferentes. O filme do dinamarquês me tocou profundamente porque explicita o mal estar e a falta de esperança que também sinto neste exato momento. A situação de sackgasse em que a sociedade contemporânea se encontra e continua fazendo de conta de que nada está acontecendo está ali. O encontro dos dois planetas, Melancholia e Terra, serve como anúncio desse fim de mundo que no filme é sentido de maneira diferente por cada um dos protagonistas. O marido de Claire, materialista que insiste em ignorar o perigo reafirmando os cientistas e suas explicações racionais para tudo, a própria Claire que teme o choque entre os planetas e o fim do mundo, aliás de seu mundo perfeito e confortável, e Justine que sabe que a catástrofe está perto e sofre no próprio corpo os efeitos de sua intuição. O filme é dividido em duas partes o que me agrada muito, já que assim o diretor consegue construir a história e diferenciar ricamente os papeis dos protagonistas. Ao trio se juntam os pais das duas irmãs, duas pessoas de visão de mundo opostas, ele beirando a infantilidade e a debilidade, ela cínica e descrente, e ainda o futuro marido de Justine que vai se ver forçado a compreender que Justine não é a mulher que ele havia idealizado, e mais o patrão de Justine e seu sobrinho abobado. Nesse grupo reduzido no qual os males da sociedade contemporânea estão representados, o malaise transparece e angustia. Perfeito. A festa de casamento se degringola. Lentamente a decadência vem a superfície, a começar com a limusine branca com sei lá quantos metros de cumprimento que não consegue fazer a curva e empaca na lama. A percepção do fim dos tempos é sentida de diferentes maneiras por essas pessoas, com exceção do filho de Claire não há inocentes. O romantismo da música de Wagner e o simbolismo das imagens surreais dão o contrapeso ao racional e ao irracional, nada mais tem importância quando o fim do mundo está próximo, mas nem por isso somos poupados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quarta viajo para o Brasil. Por quanto tempo? Não sei. Vou tratar do lançamento do meu terceiro livro que deve sair no final de setembro ou início de outubro, cuidar de outros assuntos e esperar o fim do mundo chegar, com choque de planetas ou não, 2012 está próximo, catástrofes estão no menu previsível dos videntes. Mas os verdadeiros videntes são os que admitem não conseguir predizer o futuro. Deixar-me surpreender pelo que vem pela frente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-6574326988605872929?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/6574326988605872929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=6574326988605872929' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/6574326988605872929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/6574326988605872929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/08/bilis-negra.html' title='BÍLIS NEGRA'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-8401964351679988546</id><published>2011-08-07T19:13:00.002-03:00</published><updated>2011-08-07T19:21:34.098-03:00</updated><title type='text'>ABRINDO GAVETAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;No livro que reúne a correspondência entre a escritora Colette e sua amiga e atriz Marguerite Moreno, há um trecho que me toca em especial que é o seguinte: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“imagine você que eu chego aqui, almoço sozinha, abro a gaveta da minha escrivaninha... e uma carta cai, apenas uma carta: era uma carta da minha mãe, uma das últimas, escrita a lápis, com palavras inacabadas e que já anunciavam sua partida... o que é curioso, a gente resiste vitoriosamente as nossas lágrimas, a gente se segura muito bem nos minutos mais duros. E depois... a gente descobre florir, uma flor ainda ontem fechada, uma carta cai de uma gaveta, e tudo cai.”&lt;/span&gt;  A descrição do momento em que a vida cotidiana é interrompida pelas lembranças provocadas pela carta que cai da gaveta e a remete a uma outra  dimensão da vida me é familiar. Conheço essa mesma sensação de desvio involuntário do trajeto dos meus pensamentos. De estar seguindo uma direção quando um som, uma palavra ou até mesmo o cheiro de um perfume basta para interromper o percurso do dia e o sentido da vida e me remeter a outro que eu acreditava já ter percorrido. (tradução espontânea do trecho da carta)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Das composições feitas por Prokofiev para violino e piano gosto muito das “cinco melodias opus 35 bis”. Elas foram inicialmente escritas para voz e piano e o violino nesse caso assume o papel da voz. Delicadas e precisas, parecem muito mais simples do que realmente são. Ao reescutá-las o refinamento da composição vem a superfície. Como quase toda a obra dele.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Diálogo entre duas garotas entre as prateleiras de uma livraria onde estive hoje a tarde. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Segurando o livro “Diário de Anne Frank”, uma garota perguntou para a outra se deveria comprá-lo ou não. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;- É super triste, a tal da Anne Frank fica trancada num sótão porque tem que se esconder dos nazistas, e como não tem o que fazer passa o dia escrevendo sobre tudo o que lhe vem a cabeça, o que come, os barulhos que escuta, como vive lá dentro e etc.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;- Ai deve ser bem chato, acho que não vou levar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;- Se você quer se divertir é melhor desistir de ler qualquer coisa e ir logo dançar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;- Mas você disse que adora ler e que eu deveria fazer o mesmo para me distrair.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;- É, mas eu não leio para me divertir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;- Então por que você lê?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;- Para não ser obrigada a escutar as bobagens que os outros falam.   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-8401964351679988546?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/8401964351679988546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=8401964351679988546' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8401964351679988546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8401964351679988546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/08/abrindo-gavetas.html' title='ABRINDO GAVETAS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-2838681591028450290</id><published>2011-08-02T07:12:00.004-03:00</published><updated>2011-08-02T13:04:13.847-03:00</updated><title type='text'>ENTORNO</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Clarões de independência são nuvens que se abrem e deixam que a luz do sol ilumine teu caminho novamente. Nada religioso ou místico, apesar de ser possível ver imagens parecidas nas obras de grandes pintores que pintaram anunciações provenientes dos céus. Por que isso acontece, de repente (ou não tão de repente assim) depois de meses envolto em nuvens cinzas que bloqueavam a visão da esquina mais próxima? Não sei. Mas num dia comum, sem aviso prévio, elas se abrem e deixam a luz do sol passar. E você volta a respirar normalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei para tomar um café numa Brasserie ontem na hora do almoço quando voltava do Hospital Cochin no 14ème. Nada mais curioso e interessante do que observar conterrâneos e escutá-los. Por acaso sentei-me ao lado de dois casais de brasileiros que faziam comentários sobre a diferença de preços sobre comida e bebida e que usavam duas cadeiras e mais o entorno das duas mesas que ocupavam com suas sacolas de compras. Falavam num volume de voz acima do normal, e provocaram o deslocamento de uma dama e seu cachorrinho para uma mesa pouco mais distante. Brasileiros sempre perturbam a ordem, quase nunca por algum tipo de idealismo ou contestação necessária, mas quase sempre por falta de educação e por se acharem donos do mundo ou a última coca cola do deserto. Minutos depois a mesma mesa da velha senhora tchekoviana foi ocupada por três mulheres, duas senhoras e uma mocinha, também brasileiras. Discutiam em tom de voz alterado. Não sei porque. Mas depois de alguns minutos, uma delas disse a mocinha em tom sussurrante: “pelo amor de deus fale mais baixo porque na mesa ao lado tem brasileiros e eu não quero me misturar a eles”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi uma amiga esta semana. Uma alemã que conheci quando morei na Austria e nos tornamos muito próximos. Ela faleceu com quase 80 anos. Veio me visitar em abril aqui em Paris onde visitamos juntos a exposição do pintor alemão Cranach no Luxemburgo, assistimos Julio César no Garnier e jantamos juntos todos os dias em que ela esteve na cidade. Teve uma vida dura. Ainda menina perdeu os pais na segunda guerra, casou-se e mudou-se de Munique para Wels onde a vida provinciana, o marido alcóolatra e o marasmo fizeram-na refugiar-se no mundo romântico das óperas. Eu aprendi muito com essa amiga. O convívio durante o tempo em que morei em Wels desenvolveu-se rapidamente e nos tornamos bons amigos. Falávamos sobre  muitas coisas, mas música, literatura, comida (ela (como eu) adorava comer e beber e era elegantíssima) e a decadência do mundo eram nossos temas favoritos. Seus últimos anos de vida foram feitos de viagens. Viajava atrás das óperas que queria assistir e tinha os olhos bem abertos para o que estava acontecendo. Numa das últimas conversas que tivemos, ela me disse que havia aprendido a ver as pessoas como elas realmente são e não como gostaria que fossem. Já está fazendo falta. Ruh in frieden.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-2838681591028450290?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/2838681591028450290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=2838681591028450290' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2838681591028450290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2838681591028450290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/08/entorno.html' title='ENTORNO'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-7164316684758945411</id><published>2011-07-30T08:18:00.003-03:00</published><updated>2011-07-30T08:24:45.355-03:00</updated><title type='text'>TIC TAC TIC TAC</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os últimos dias da semana foram de constatações. Saber esperar é algo que não se aprende voluntariamente, mas na marra. Os acontecimentos têm seu próprio tempo, que na maioria das vezes não é o que desejamos, mas que dita o nosso, então o melhor a fazer é seguir os conselhos da sexóloga/política Marta Suplicy quando ministra do turismo, não se estresse, se renda, relaxe e goze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperar. Sentar num café e esperar. Ou ir a uma pequena exposição gratuita no Hotel de Ville chamada “Paris no tempo dos impressionistas” que relaciona os pintores que viveram em Paris na segunda metade do século 19 com a reconstrução da cidade feita por Haussmann. Enquanto se espera pode-se também amadurecer a visão, quero dizer, a percepção do real e do entorno. Devo ter passado pelo menos algumas dezenas de vezes diante da obra intitulada “Seule” de Toulouse Lautrec nas minhas inúmeras visitas ao Musée Dorsay, mas ela precisou sair de lá e vir para o Hotel de Ville para eu percebê-la. Uma pequena tela, óleo sobre papel, que por razões que eu não saberia explicar, dessa vez me fisgou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-0MXjY5YtA5s/TjPo2rGaM1I/AAAAAAAAAZs/2vXIMNfTd2U/s1600/Seule%2BToulouse%2Blautrec.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 249px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-0MXjY5YtA5s/TjPo2rGaM1I/AAAAAAAAAZs/2vXIMNfTd2U/s320/Seule%2BToulouse%2Blautrec.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635103584750809938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;O tempo esta semana também me fez sentir seu lado sádico. Esperei dias para dar continuidade a um conto que havia começado a escrever e não sabia mais o que fazer com ele. Esperei. Sentado. Dias. Noites. Até que ontem movido pela insônia resolvi retomá-lo e voilá ele ganhou vida. Bom. Quase terminado.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperar o tempo amadurecer reflexões e decisões pode ficar mais agradável se você fizer uso de instrumentos que tem a mão. Para quem gosta de musica clássica, uma boa alternativa é ouvir a Radio Classique Française pela internet. O site é o http://www.radioclassique.fr que trás um programação variada e rica, fugindo da transmissão pautada pela mesmice das outras rádios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idéias fixas, obsessões e compulsões de qualquer tipo não são antídotos contra esse lado sádico da personalidade do tempo. Isso só agrava a aflição e confere poder a ele. Não tem como escapar dessa equação, se ficar o bicho come, se fugir o bicho pega.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-7164316684758945411?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/7164316684758945411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=7164316684758945411' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7164316684758945411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7164316684758945411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/07/tic-tac-tic-tac.html' title='TIC TAC TIC TAC'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-0MXjY5YtA5s/TjPo2rGaM1I/AAAAAAAAAZs/2vXIMNfTd2U/s72-c/Seule%2BToulouse%2Blautrec.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-5269893941821959616</id><published>2011-07-28T18:30:00.003-03:00</published><updated>2011-07-28T18:38:41.923-03:00</updated><title type='text'>GARANTIAS</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num certo momento do percurso de suas vidas eles tiveram que decidir entre continuar juntos caminhando sob a chuva e permitir que ela encharcasse seus ossos ou correr cada um protegido pelo seu próprio guarda chuva. A primeira alternativa apontava riscos, com o tempo e a quantidade de água absorvida, seus ossos terminariam apodrecendo. O sonho de terminarem eternizados como esqueletos numa escola de medicina não se realizaria. A segunda alternativa certamente era a mais segura, os riscos de doença estariam minimizados a porcentagens baixíssimas, estariam protegidos de resfriados e dores de ouvido. Sempre optaram por se prevenir ao invés de remediar, enfim e breve, por que contrariar regras? Alterar percursos, mudar receitas, melhor não. Optaram pela segunda. Morreram depois de muitos anos, seguros, protegidos e secos. No atestado de óbito a mesma causa mortis: osteoporose.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-5269893941821959616?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/5269893941821959616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=5269893941821959616' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/5269893941821959616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/5269893941821959616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/07/garantias.html' title='GARANTIAS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-5398212959557434129</id><published>2011-07-25T07:44:00.001-03:00</published><updated>2011-07-25T07:45:53.424-03:00</updated><title type='text'>TRAÇOS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Estou no meio da leitura de um livro que comecei a ler no final de semana. A autor é inglês e se chama David Nicholls e o romance saiu aqui na França com o título “Um jour”. Não sei se foi lançado no Brasil, mas se foi e a editora que o lançou foi fiel ao título, ele deve se chamar “Um dia”. Roteirista de televisão e cinema o autor soube construir a história com uma narrativa daquelas que vão te envolvendo lentamente. Ele situa o par na década de oitenta e a gente os acompanha, os encontros e desencontros, os pensamentos tipos da classe social a qual pertencem, como cada um deles desenvolve a própria vida, até chegar na década de 2000 e etc... O livro é bom, bem escrito, mas o que me chama a atenção durante a leitura é o fôlego narrativo do autor. De alguma forma acho que a gente consegue descobrir a nacionalidade do escritor através da dinâmica que ele impõe a sua escritura. Noto nos escritores ingleses essa calma necessária e quase nada ansiosa de nos contar o que querem nos contar em suas histórias por meio dos detalhes que escapam (intencionalmente) do perfil dos personagens. Você vai me dizer que todos os escritores fazem isso. Sim, é verdade, mas dependendo de suas origens e nacionalidades eles fazem isso de maneiras diferentes. Não há uma unidade, não poderia dizer que todos os autores ingleses escrevem de um só jeito, ou todos os brasileiros escrevem de uma única maneira, mas há uma tradição que, acredito, é aprendida através das leituras e outras influencias como o meio onde ele vive, origem, nível social e sei lá mais o que. Por mais contemporâneo, moderno e inovador que ele seja, ele não consegue se livrar de alguns traços de ligação com outros escritores da mesma nacionalidade. Poucos são os escritores que de tão geniais fogem a essa tradição inconsciente. Eu disse geniais, e gênios quando existem, não se enquadram a nenhuma regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti a um documentário feito por Hugues Le Paige chamado “Le prince et son image” em que o jornalista acompanhou e filmou Miterrand de muito perto no seu dia a dia como presidente. O documentário expõe a construção da imagem em torno do ex-presidente francês. Miterrand incorporava a imagem do poder e soube fazer uso dela. Todo o entorno, o partido, seus ministros, secretários, amigos, amantes, jornalistas, ajudaram a construir o mito. O documentário não é nada isento da intenção, não idolatra o ex presidente, mas não é neutro. Serve para mostrar como a forte personalidade de Miterrand influiu nesse processo. Eu me impressiono com pessoas que como ele representam o perfeito casamento do ser e do estar. São pessoas que produzem uma imagem de si mesmas com inteligência e  sabem como manipulá-la no cotidiano. Elas acreditam nelas antes de todo mundo começar acreditar que elas são como as pessoas às vêem. E esse jogo de espelhos se faz rapidamente. Miterrand se acreditava um homem forte. Foi assim que ele construiu sua imagem. Calculando, interferindo intelectualmente, escolhendo palavras, impressionando pela formalidade, talvez ele não tivesse conseguido se não tivesse esses traços de caráter dentro dele. Não consigo imaginá-lo descontraído, livre de pensamentos cartesianos, analisando a lógica em tudo. Dizem que era um sucesso com as mulheres. Talvez a aura do poder o ajudasse a conquistá-las, mas a intimidade, o diálogo interno, é isso que eu gostaria de saber, como será que esse homem pontiagudo dialogava com si mesmo. Quais eram seus temores, em quais situações duvidava de si, enfim, quando a imagem não era suficiente para encobrir os malaises.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-5398212959557434129?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/5398212959557434129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=5398212959557434129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/5398212959557434129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/5398212959557434129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/07/tracos.html' title='TRAÇOS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-8112749408564544384</id><published>2011-07-22T20:19:00.005-03:00</published><updated>2011-07-23T06:24:16.442-03:00</updated><title type='text'>DIFERENÇAS INCURÁVEIS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eles se conhecem há 43 anos. Dessas mais de quatro décadas viveram juntos 25 anos, uma história de amor dedicado e profundo mas repleta de pequenas traições e reatamentos até o dia em que chegaram a conclusão de que o melhor seria a separação. Há 18 anos estão separados. Depois da separação ficaram quase dois anos sem se ver e sem se falar, mas voltaram a se encontrar. Depois do reencontro mantiveram aquele tipo de distância que está longe de transformar duas pessoas que já foram muito íntimas em estranhas, mas que está ainda mais longe de ser capaz de resgatar antigos sentimentos. Um encontro por acaso aqui, outro acolá, telefonemas nos respectivos aniversários. Atualmente eles moram em cidades diferentes. Um em Paris, o outro em Nice. O de Paris, hoje com 80 anos é o que ficou sem par. O de Nice, três anos mais jovem, é o que vive há 18 anos com o companheiro que motivou o rompimento. Antes de ontem o de Paris enviou um cartão postal para o de Nice lembrando-o do aniversário do dia em que se conheceram. Escreveu a data em números romanos, lembrou dos apelidos e de como costumavam se chamar na intimidade e no final completou o texto reafirmando o amor eterno apesar do tempo e da separação. Não queria recuperar o antigo amor, mas resgatar sentimentos que um dia fizeram parte da vida dos dois. Esperou um telefonema de agradecimento até três dias depois da data do aniversário. Segundo sua experiência a entrega do cartão poderia ter sofrido um atraso. Esperou.  Não obteve resposta. Ligou. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você recebeu o cartão que eu te enviei?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;Sim, o de Nice respondeu. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E o que? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você não vai dizer nada?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dizer o que?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se gostou, se ficou feliz, ou sei lá... qualquer coisa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O que eu posso te dizer?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sei lá, diga o que quiser, mas diga alguma coisa, você acha que foi fácil descobrir como se escreve as datas em números romanos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você não tinha a menor obrigação de fazer isso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não é uma questão de obrigação, mas... você sabe como é cansativo para um homem na minha idade fazer todo o percurso até o correio...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fez isso porque quis...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Chovia sapos quando saí de casa...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ai meu Deus, vai começar com as cobranças...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Queria te surpreender, dizer que ainda me lembro do dia em que...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu sei, eu sei, o maldito dia em que nos conhecemos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você está me ouvindo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Alô...alô, alôôô...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Preferia não ter te ligado, preferia ter acreditado que você não me ligou porque havia se emocionado com o meu gesto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você continua o mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Como assim?, "o mesmo".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O mesmo sonhador romântico infantilizado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acho que vou desligar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Está vendo, continua o mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você também, quanta delicadeza!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você está me ouvindo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Alô...alô, alô.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Preferia que você não tivesse me ligado, preferia ter acreditado que você enviou o cartão sem esperar nada em troca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você continua o mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Como assim?, "o mesmo".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O mesmo calculista ingrato, frio e insensível.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acho melhor a gente desligar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Está vendo, eu não disse que você continua o mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não. Fui eu quem disse isso antes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Está bem, então faça de conta que eu não te enviei nenhum cartão e que também não te liguei.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É o que farei. Melhor assim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É. Melhor assim. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tchau, até a qualquer hora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tchau.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-8112749408564544384?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/8112749408564544384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=8112749408564544384' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8112749408564544384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8112749408564544384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/07/diferencas-incuraveis.html' title='DIFERENÇAS INCURÁVEIS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-9032977040047843429</id><published>2011-07-18T12:40:00.004-03:00</published><updated>2011-07-18T12:55:26.936-03:00</updated><title type='text'>O QUE IMPORTA</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim de semana foi de tempo ruim, chuva, frio, temperatura de outono. Um alívio. Odeio o calor do verão, ideal para mim é temperatura entre 15 e 20 graus, céu azul e sol. Paris com tempo fresco é sinônimo de menos gente nas ruas, menos manadas de turistas, mais espaço nas calçadas e Cafés com mesas livres. Aproveitei para terminar de ler o livro de Philippe Besson chamado “Se résoudre aux adieux” que poderíamos traduzir como “se resolve com despedidas”. Um livro feito de cartas escritas pela protagonista Louise que viaja para longe depois de ter optado pelo silêncio provocado pelo luto derivado pelo fim de seu relacionamento com Clément. Chato? Não. Triste? Também não. Realista e universal, do ponto de vista da identificação de sentimentos e reações que também já fizeram parte de nossas vivências. Tudo depende de como você encara a leitura de um livro e a própria literatura. Eu estou sempre procurando paralelos, seja na trajetória de vida do personagem ou no perfil psicológico. Se me identifico com algum personagem, vejo aí uma chance de descobrir alternativas e ampliar meu leque de reflexões. Os desconfortos emocionais são universais e incomodam tanto um chinês como um francês como um Senegalês. Amor é amor em qualquer lugar do mundo, guardadas as diferenças culturais que delineiam os costumes e regras de conduta social, as necessidades individuais no que concerne aos sentimentos humanos são basicamente as mesmas. Todo mundo quer encontrar o grande amor da sua vida, todo mundo sofre com a solidão da busca, todo mundo tem uma idéia preconcebida do que é ser feliz, morre-se e mata-se por amor nos quatro cantos do mundo. Como ele curou sua dor? Como ela resolveu suas angústias? As vezes a narrativa me ajuda a valorizar algumas reflexões, outras me faz pensar em coisas que não havia pensado quando experimentei as mesmas dores e alegrias. Um bom romance é capaz de iluminar espaços escuros no cérebro da gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a temperatura mais baixa caminhei bastante e vi dois filmes. Um dos anos 70 chamado “Deep end” do diretor Jerzy Skolimowsky, que também fala de amor. Um adolescente em fase de descoberta da sexualidade que se apaixona por uma moça que como ele cuida dos vestiários de uma piscina pública. O filme é primoroso, visto sob a ótica do triângulo roteiro, direção e fotografia. A trilha sonora é do Cat Stevens. Se tiver aí em dvd, vale pegar para ver como esse adolescente dá seus primeiros passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro filme que vi é argentino, e mais uma vez, não deixou a desejar apesar de não ter a profundidade anunciada logo no início dele. “Medianeras” de Gustavo Taretto começa muito bem, tenta traçar alguns paralelos entre arquitetura e o planejamento das cidades (aqui em especial Buenos Aires) e seus habitantes, mas com o passar do tempo, mesmo que com muita sensibilidade e humor ele acaba adocicando demais os alfajones. Claro que dá para falar da solidão sem ser amargo, mas o excesso de lugares comuns e clichês do solitário urbano para descrever o perfil dos dois personagens solitários acaba tirando a força dramática do filme. Mas o filme tem mais qualidades que defeitos, por isso quando sair aí no Brasil você não deve deixar de ver. E como são bons os atores argentinos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino este post falando de amor, mas de um tipo que já não existe mais (ou será que ainda existe?), do amor profundo, capaz de fazer uma cortesã mudar de vida para dedicar-se exclusivamente ao seu amante, e em seguida abdicar desse amor por acreditar que estará fazendo o melhor por ele. Falo de Violetta e Alfredo, personagens de La Traviata, transmitida diretamente do festival de Aix em Provence. Nem vem me dizer que sou cafona, se há uma coisa que me emociona é personagem de ópera morrendo de/ou por amor. Natalie Dessay e Charles Castronovo fizeram o par. O papel do pai (Germont) foi belissimamente interpretado e cantado por Ludovic Tézier, esse barítono francês que está cada vez melhor. Gosto de Natalie Dessay, mas normalmente tenho um pé atrás (inesquecível como Rainha da Noite da Flauta Mágica de Mozart e Olympia nos contos de Hoffman, mas irregular em o Rapto do serralho). Dessa vez ela me convenceu (com alguns deslizes, logo no início não conseguiu a coloratura exigida) mas depois foi perfeita, bem como sua atuação, como atriz, demonstrando um controle físico  impressionante. Em alguns momentos a coreografia me lembrou o balé da Pina Bausche. Castronovo é americano, escreva aí, se ele se entregar mais ao interpretar os papéis, pode ser um grande tenor, porque voz ele tem de sobra. O Le Monde fez uma crítica extremamente negativa da produção. O crítico (não me lembro o nome) disse que o papel era muito pesado para Natalie Dessay, que o cenário foi pobre, e que Alfredo parecia o filho da Violetta. Bobagens, nenhum fundamento, nenhum argumento plausível acompanhou sua crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabia que Violetta realmente existiu? Se chamava Marie Duplessis, morreu de tuberculose aos 23 anos e teve como último amante Franz Liszt? Dumas (filho ilegítimo do Alexandre) também foi amante dela e inspirou-se em sua história para escrever “A dama das camélias”.        &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-9032977040047843429?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/9032977040047843429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=9032977040047843429' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/9032977040047843429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/9032977040047843429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/07/o-que-importa.html' title='O QUE IMPORTA'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-3798930038964198024</id><published>2011-07-15T06:39:00.002-03:00</published><updated>2011-07-15T06:45:10.272-03:00</updated><title type='text'>PARTES DE UM TODO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Vamos começar por partes. Não. Não sei dividir em partes o que é um todo. Na minha cabeça um evento cotidiano aparentemente insignificante pode gerar tsunamis assassinos e botar abaixo anos de trabalhos dedicados a construção de uma mente saudável. A loucura. Ela está sempre presente. Mesmo que apenas como antônimo de sanidade. Instante. Ilusão. O que é real?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi duas exposições. As duas me atraíram pelo lado emocional. A primeira entrou por acaso no meu percurso de volta para casa. Descobri o Centro Cultural Gulbenkian aqui em Paris. Ele fica na casa em que a família morou antes de se mudar definitivamente para Portugal. Vê-se sua trajetória, o que fez, com quem casou, onde morou e pouquíssima coisa de sua coleção particular (hoje em Portugal). Mas logo na entrada, um Francesco Guardi que eu não conhecia já valeu a visita. Ninguém visitava o local no momento em que eu estava lá. Sentei, vi o documentário entrevista com o neto do Gulbenkian, descansei da longa caminhada e fui embora. Os armênios são bons anfitriões. Sempre. Faltou o café e alguma prima ou tia para ler a borra, mas a casa me acolheu. Ainda no caminho de volta entrei na galeria de arte Gagosian. Queria ver os retratos de escritores do fotógrafo Richard Avedon. Bons. Muito bons. Mas poucos. Queria ver mais. Sai de lá com a sensação de que não me mostraram tudo. Galerias de arte tem essa coisa compromissada com conceitos estéticos. Eu estou começando a ficar alérgico a esses conceitos. As fotos dos retratos não são acompanhadas com os respectivos nomes. A maioria dos escritores expostos é conhecida, outros não, não teria sido mais inteligente identificá-los. A assinatura Avedon é mais importante do que o reconhecimento da personalidade registrada? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei-me com uma amiga ontem a tarde para tomar um café. Escolhemos o Café Beaubourg ao lado do centro com o mesmo nome pela praticidade, já que no meio do caminho de nossas casas. Já falei dos garçons bonitinhos mas ordinários que trabalham lá. O Café não tem mais nada de chique, e agora no mês de Julho está tomado por turistas que são enxotados de lá quando querem comer seus sandwiches comprados em outra esquina e pedem um expresso para acompanhar. Não pode. Pas ici gentalha. Vai comer seu sandwiche barato em outras paradas, não aqui. Pois ontem dois dos garçons/modelos/boys/bundinhas arrebitadas trabalhavam no mesmo horário. Um deles, o da bundinha ainda mais arrebitada que o outro estava para lá de dispersivo. Equivocou-se por duas vezes ao trazer nossos pedidos. Minha amiga não perdeu tempo, disse, olho no olho: se errar na próxima, vou passar a mão na sua bunda. Os cafés vierem logo em seguida. Corretamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-3798930038964198024?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/3798930038964198024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=3798930038964198024' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/3798930038964198024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/3798930038964198024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/07/partes-de-um-todo.html' title='PARTES DE UM TODO'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-402989971096744522</id><published>2011-07-11T18:25:00.002-03:00</published><updated>2011-07-11T18:33:00.996-03:00</updated><title type='text'>BAZAR</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Até pouco tempo tinha como vizinho um jovem estudante marroquino. Sami o nome dele, como o personagem do meu primeiro livro. O rapaz é simpático, mas as vezes era barulhento, trazia amigos e festejava quase todo final de semana até altas horas da madrugada. Tive que reclamar algumas vezes com ele, tantas que com o tempo era só ele ouvir o barulho da minha porta se abrir que ele já abaixava o som e pedia para os amigos falarem mais baixo. Notei a sua ausência por causa do silêncio que se faz presente alguns dias. Perguntei por ele à zeladora do prédio (uma Argentina chamada Dolores, louca mas boa pessoa). Ela me disse que ele partiu para Casablanca de férias, mas que em setembro ele estará de volta. Ontem quase a meia noite, estava emperrado numa frase de um novo conto quando bateram na minha porta. Pensei que algum vizinho iria reclamar do Chopin que eu ouvia enquanto trabalhava. Abri e dei de cara com um sujeito que me perguntava num francês com sotaque árabe se eu poderia ajudá-lo a instalar os canais de sua televisão. Perguntei onde ele morava, ele me disse que era meu vizinho (o apartamento onde Sami morou até duas semanas). Quando entrei no apartamento dele me senti de volta aos anos 70 na casa do caseiro da chácara dos meus avós. Tudo lá é antigo e velho, sofás são grandes demais, tapete com uma mesa de centro de madeira escura de tampão de azulejos e pés em forma de patas de leão, quadros de feltro com inscrições em árabe douradas pendurados nas paredes, cortina de crochê e a televisão tão antiga que quando eu a vi pensei que seria impossível ajudá-lo. Ajunte agora a essas imagens um cheiro adocicado de cuscuz marroquino. Acrescente ainda dois sujeitos deitados em dois sofás posicionados um de frente para o outro comendo seus cuscuzes em tigelas coloridas sobre suas barrigas.  No chão havia pratos recém esvaziados. O cuscuz marroquino tem um cheiro adocicado que eu não consigo suportar por mais de alguns segundos. Meu pensamento era um só: sair o mais rápido possível de lá. Parei de respirar. Consegui fazer os canais entrarem e se ajustarem automaticamente e tratei de me mandar de lá. Voltei rapidamente para o meu studio. Respirei varias vezes profundamente e depois resolvi tomar um banho porque achei que o cheiro do cuscuz estava impregnado nas minhas roupas e no meu corpo. Quando sai do banho bateram na minha porta novamente. Era o marroquino me trazendo um prato de cuscuz como forma de agradecimento. Não podia recusar. Peguei o prato, agradeci, entrei, fechei a porta e naquele exato momento pensei que só poderia estar fazendo parte de um pesadelo. O que fazer? Me senti um lixo, um sujeito mal educado e grosseiro, mas eu não comeria aquele cuscuz nem que todas as vacas do mundo começassem a tossir juntas. Enfiei tudo num saco plástico, depois em outro saco plástico e mais em outro e desci até a lixeira central do prédio e o depositei no cesto. Voltei, lavei a tigela colorida e hoje de manhã eu a devolvi. Por favor, tudo menos isto. Até do Sami e dos seus amigos barulhentos eu senti saudades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À propros Chopin: profundo e frívolo. Tudo passa muito rápido de um estado ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou numa sintonia estranha com a dinâmica da vida. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não&lt;/span&gt; é a palavra que mais ouço nos últimos dias. E a que mais tenho falado também. Não venha me dizer para dizer sim que outros sins virão automaticamente. Isso é filosofia barata de botequim. E a vida é cara. Muito cara. Procurar respostas fáceis para questões complexas é coisa de gente preguiçosa.  Tenho a impressão de que será preciso esgotar os nãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Brahms não há fraquezas. Não. Tudo é força e intensidade. Razão e emoção. Todos os sentimentos humanos se condensam em sua música.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-402989971096744522?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/402989971096744522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=402989971096744522' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/402989971096744522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/402989971096744522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/07/bazar.html' title='BAZAR'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-7202031126743367809</id><published>2011-07-06T18:58:00.003-03:00</published><updated>2011-07-06T19:12:02.757-03:00</updated><title type='text'>PRAZERES</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;No final do dia fui ver a exposição do Manet no museu d’Orsay. Quando cheguei não havia mais a multidão que me disseram que eu encontraria. Foi tranqüilo. Pude me aproximar das telas e apreciá-las demoradamente. São uma beleza. “Olympia”, “Almoço na relva”,  “A execução de Maximiliano” e outras menos conhecidas mas nem por isso menos belas. Estava com uma amiga austríaca de passagem por aqui. Saímos de lá e o sol ainda estava a pino, resolvemos então tomar uma cerveja num desses cafés próximos do museu. Descubro então no cardápio uma lista com cervejas belgas, as minhas favoritas. A cerveja belga tem um sabor diferenciado de todas as outras que conheço, são mais encorpadas que as outras e você pode sentir o gosto da cevada e do malte, algumas têm até 9,5 graus de álcool, mas para mim são imbatíveis, não há nenhuma que se possa comparar a elas. As que mais gosto são, Duvel, Trapistes (produzidas pelos monges trapistas), Chimay e uma particularmente diferente chamada Morte Subite que é feita com o suco de cereja (não faça caras e bocas antes de experimentar, é simplesmente deliciosa). São facilmente encontradas por essas bandas e normalmente mais caras que as alemãs, holandesas ou francesas, mas têm sabor incomparável. Se você tomar uma um dia, vai perceber que o que bebe no Brasil é qualquer outra coisa, menos cerveja. Porém, porque tem sempre que ter um porém, fica quase impossível bebê-las em restaurantes e cafés por causa do alto preço. Hoje no Café onde nos sentamos eles pediam 10 euros por uma Duvel. No supermercado você a encontra por 1,70 euros. Mas como o garçom fez questão de me dizer, “estamos em Paris”. Bom. Para mim isso se chama roubo. Saímos de lá e viemos bebê-las em casa, sem culpa, sem a sensação de que estavam batendo a minha carteira. Voilá, um amigo francês me disse que costuma encontrar algumas marcas de cerveja belga no Brasil. Procure por aí, se encontrar compre, deixe gelar e experimente, vai ser difícil tomar qualquer outra depois. Manet e cervejas, comecei falando de um e acabei falando de outra coisa, mas para mim os prazeres se misturam, tanto um como outro embebedam meus sentidos.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-7202031126743367809?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/7202031126743367809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=7202031126743367809' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7202031126743367809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7202031126743367809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/07/para-poucos.html' title='PRAZERES'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-6187808152646309604</id><published>2011-07-04T09:21:00.004-03:00</published><updated>2011-07-04T17:36:23.272-03:00</updated><title type='text'>AMIGO TEMPO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse trecho, a única voz que escutamos é a nossa. O som dos nossos passos serve como marcador de ritmo e presença, a noção de direção fica prejudicada. Caminhamos. Na companhia do tempo. Corredores do labirinto. Procuramos saídas. O gps está nas mãos dele. Os dias são longos. As noites curtas. Não há senha de acesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A loucura é um estado de intensa absorção em si mesmo. Não há contornos, não há sombras, não há diferenças entre o interior e o exterior. É preciso todo o esforço do mundo para se reconhecer e saber onde se está. A cura, quando possível, se dá quando permitimos que uma parcela do mundo exterior, pessoas ou objetos, ultrapasse e nos transporte de um lado para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu senti uma distensão dentro da minha cabeça,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como se meu cérebro tivesse rompido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu tentei repará-lo – uma borda à outra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas não consegui mais juntá-las&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Emily Dickinson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode essa cisão. Não ser a loucura, mas a cura. Novos territórios, nova cartografia. Nova organização física, ajustamento da mente. Limites. O que não coube numa borda pode estar contida na outra. No tempo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-6187808152646309604?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/6187808152646309604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=6187808152646309604' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/6187808152646309604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/6187808152646309604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/07/amigo-tempo.html' title='AMIGO TEMPO'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-7892822059261500866</id><published>2011-06-30T14:05:00.002-03:00</published><updated>2011-06-30T14:06:24.118-03:00</updated><title type='text'>JA VIROU PASSADO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ficou para trás o ano letivo. Validei o Máster 1 na terça feira e isto foi o bastante para eu dizer a mim mesmo que não quero mais do que isso. Não vou fazer o segundo ano. Não me interessa me transformar em técnico de literatura, quero escrever e estava enlouquecendo por estar quase um ano engessado pela falta de tempo e obrigação de estudar. Foi bom? Oui, foi muito bom. Aprendi muito com alguns dos professores da Sorbonne, com outros me decepcionei, mas novamente aprendi muito mais sobre mim mesmo e meus limites do que qualquer outra coisa. Bastou acabar o curso para voltar a meus textos. Voltei a trabalhar num novo livro de contos que está pela metade e no romance que comecei a escrever aqui em Paris. É isso o que quero, o resto estava invadindo tudo. Ler e escrever. Contar minhas histórias e não analisar a literatura do ponto de vista disso ou daquilo, mas, capítulo encerrado. Estudar depois de ter saído da universidade há mais de vinte e cinco anos, freqüentar aulas ministradas em outra língua, escrever a monografia em outro idioma, sobre um tema difícil (novas tecnologias e o papel do escritor), imagine o quanto isso me estressou. Chega. Deu para voltar mais inteligente na próxima encadernação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem comprei o último livro da Siri Hustvedt que saiu por aqui. O título traduzido do francês para o português seria “Um verão sem homens” Como gosto do jeito que essa mulher escreve! Eu mergulho rapidinho nas suas histórias, Hustvedt é sempre delicada nas descrições e de uma sensibilidade que me toca profundamente. Dessa vez ela conta a história de Mia, uma poeta que cai em depressão e enlouquece quando o marido diz que eles precisam de uma pausa no casamento. Ele, um cientista que está tendo um romance com uma colega de trabalho vinte anos mais jovem. Ela faz a gente visitar a memória de seus personagens, compreender seus universos particulares, memórias de amores, de infâncias, o passado e o presente se misturam numa narrativa rica e emocionante. Um belíssimo livro novamente, mesmo que menos denso que “O que eu amava”, para mim seu melhor romance. Bom, fica aí uma dica de leitura para as férias de inverno (no Brasil, porque aqui quase torrei com o calor nos últimos três dias).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa cidade como Paris, onde o espaço público é usufruído na sua totalidade pelo cidadão o uso do celular pode se revelar uma das coisas mais invasivas e irritantes. É quase insuportável (digo quase porque ainda não peguei e joguei no chão o celular de ninguém, ainda, porque vontade não me falta). Você é incomodado com a conversa alheia no metrô, na rua, nas lojas, nos restaurantes, nos cinemas e também quando está caminhando. O que está acontecendo com as pessoas? Por que elas estão falando tão alto e contando suas vidas particulares publicamente? Agora com os foninhos de ouvido, a coisa piorou, as pessoas gesticulam, gritam e gargalham enquanto caminham parecendo um bando de gente louca. Você vai me perguntar, o que você tem a ver com isso, ignore. Não dá para ignorar quando você está almoçando e na mesa ao lado o casal, cada um com o seu celular, está falando ao mesmo tempo num tom de voz nada particular e contando suas histórias intimas entre um sushi e um sashimi. Pois é. Já contei de uma cena que presenciei no metrô, onde um dos passageiros começou a aplaudir o débil mental que falava ao celular e pediu para que todos aplaudissem. Hoje no restaurante japonês onde eu almoçava, um senhor levantou de sua mesa e reclamou com o casal de mesa ao lado. E não é que o casal se sentiu ofendido. Estupefatos eles olharam para mim como se dissessem “você viu que ele pediu para a gente desligar os nossos celulares?”, eu não titubeei, apoiei o senhor que reclamou, disse simplesmente que ele tinha razão. Pensei que eles fossem me matar, mas funcionou. Eles desligaram os celulares e o restaurante deixou de ser uma feira e voltou a ser um restaurante. Foi tão bom, uma sensação de paz inenarrável, depois da bronca só dava para ouvir os hashis se tocando. O casal exibicionista comeu e saiu olhando feio para todo mundo. Ora, não sou nem a Glorinha Kalil nem a Danuza Leão para ficar dizendo o que é chique e o que não é, mas tenha a santa paciência, falar alto já é de quinta, no celular então é o quinto dos infernos!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-7892822059261500866?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/7892822059261500866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=7892822059261500866' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7892822059261500866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7892822059261500866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/06/ja-virou-passado.html' title='JA VIROU PASSADO'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-8969293360335727960</id><published>2011-06-26T16:46:00.001-03:00</published><updated>2011-06-26T16:48:53.863-03:00</updated><title type='text'>NÃO COSTUMA FALHAR</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ontem uma amiga me ligou tarde da noite. Me preparava para dormir e assistia a um documentário sobre Romeu e Julieta e Shakespeare  quando o telefone tocou. Quis saber de mim, como estava e etc. percebi em sua voz que algo não estava bem. Falamos sobre isso e aquilo e quando a conversa foi ficando escassa ela me perguntou assim de sopetão se eu via algum sentido na vida. Não. Sinceramente quando paro para refletir não vejo o menor sentido na vida. Principalmente quando leio histórias trágicas ou reflito sobre o destino de algumas pessoas que já nascem condenadas de alguma forma. O sentido é a gente que dá, de diversas maneiras, despistando a ausência de respostas de alguma forma, mentindo para si mesmo, acreditando que vai deixar um legado para a posteridade, criando filhos e acreditando que está fazendo algo por eles, outros, como eu, escrevem livros e contam histórias para não enlouquecer, sei lá, mas sentido na vida eu não vejo. E o pior e mais difícil: a gente é quem tem que fazer alguma coisa, criar uma pele grossa para não deixar o quotidiano te ferir o tempo inteiro, senão a coisa te atravessa e você passa o dia sentado no banco da praça apodrecendo. Tem que fazer alguma coisa. Foi o que disse a ela, você tem que fazer alguma coisa, peloamordedeus, para de pensar e faça alguma coisa, não importa o que, atropele seus pensamentos fazendo limpeza, cozinhando, correndo, pintando, qualquer coisa, mas pare de tentar encontrar o sentido da vida. Devo ter sido tão enérgico que ela logo quis desligar. A pergunta me incomoda e me amedronta, por isso devo ter desembestado a falar. Eu mesmo tenho que cuidar das camadas de peles que fui adquirindo com o tempo para me proteger da ausência de respostas. Poderia ainda ter dito a ela que o pior é quando você compreende que ninguém consegue exercer esse papel de tutor da gente exceto nós mesmos, se você acreditar que alguém vai te pegar pela mão e te levar para o parque de diversões, vai se dar mal, pode até encontrar alguém que te leve, mas a graça nas coisas é você que vai ter que encontrar dentro de você mesmo. Depois que desliguei ainda consegui terminar de ver o documentário sobre Shakespeare e Romeu e Julieta. Temos que subverter a realidade, senão não suportaríamos viver, disse um dos diretores de teatro que falava sobre a peça. Do meu ponto de vista só a arte tem esse poder, o de te levar para um outro lugar, um lugar onde você é tocado e induzido a acreditar que algo faz sentido mesmo sabendo que a realidade é bem diferente.  Shakespeare consegue nos tocar porque “Romeu e Julieta” mexe com essas ambigüidades, mesmo sabendo que tudo acaba, tudo é finito, tudo tem um tempo, ele fala do desejo da paixão eterna, do amor sem reservas que está acima do mal e do bem, da entrega sem limites, tudo que nós mortais queremos acreditar para fugir da ausência de sentido e da morte. Romeu era um playboyzinho quando conheceu Julieta, namorava outras garotas e sofria pela rejeição de Rosaline que não estava nem aí para ele. Aliás ele só conheceu Julieta porque foi a festa dos Capuleto achando que ia encontrar Rosaline. Bom aí o destino pregou uma de suas peças e provocou o encontro dos dois que se apaixonaram e deu no que deu. Hoje pouco antes da hora do almoço essa amiga me ligou novamente. Disse que estava um pouco melhor. Bom. Eu disse a ela para acreditar mais na providência divina. Ela riu. Você está louco? Não. Não estou. Melhor do que tentar encontrar um sentido para a vida é acreditar que a qualquer momento os ventos podem mudar de direção, é mais natural, menos racional, menos matemático, você só tem que acreditar, nada mais. Lógico que mesmo acreditando podem ocorrer algumas falhas no meio do caminho, basta lembrar do plano da Julieta e ver que o mesmo destino que os uniu também os separou. Bonne chance.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-8969293360335727960?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/8969293360335727960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=8969293360335727960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8969293360335727960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8969293360335727960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/06/nao-costuma-falhar.html' title='NÃO COSTUMA FALHAR'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-656807818469141053</id><published>2011-06-23T18:33:00.002-03:00</published><updated>2011-06-24T04:38:56.555-03:00</updated><title type='text'>CAFÉ COMETA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Café da esquina. Sentei-me onde costumávamos sentar. Como de costume Momo atendia as mesas do lado de fora. Não me reconheceu. Ou fez de conta que não me conhecia. Disse bonjour. Assim. Bonjouour! Alongado e exclamativo. Como só vocês parisienses sabem dizer. Eu respondi meu bonjour de sempre, o bonjour neutro, transparente, sem pontuação. Momo passou por mim algumas vezes. Acho que tentava adivinhar se você viria. Como de costume. Como costumávamos fazer. Quando sentávamos a espera um do outro no café da esquina. Momo me olhou de relance. Várias vezes ele me olhou. Procurava pelo outro. De relance. Eu também olhei para ele. De relance. Momo procurava por você. No olhar dele. Eu vi você. Nos olhos interrogativos de Momo. Você passou. Rapidamente. Como um cometa. Nem tive tempo de fazer meu pedido. Un café expresso s’il vous plait. Quando comecei a dizer a frase Momo desapareceu. Você desapareceu. Por algum tempo ainda. Continuei. Sentado. Esperando. Momo voltar. Com você. Na bandeja. Com um petit chocolat amer acompanhando as duas pedras de açúcar ao lado do pires. C’est pour moi? Eu teria perguntado fazendo de conta que havia sido surpreendido. Como costumava fazer. Quando você me dava o chocolate amargo do seu café. Tiens c’est pour toi. Para mim? Oui, para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperei. Sentado. Momo voltar. Para fazer o meu pedido. Um café. Expresso. No Café da esquina. Onde costumávamos sentar. Como um cometa. Momo desapareceu levando você. No olhar. Na bandeja. Com uma porção de pequenos chocolates amargos e pedrinhas de açúcar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-656807818469141053?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/656807818469141053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=656807818469141053' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/656807818469141053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/656807818469141053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/06/cafe-cometa.html' title='CAFÉ COMETA'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-7115283592648763115</id><published>2011-06-23T09:23:00.002-03:00</published><updated>2011-06-23T09:27:42.051-03:00</updated><title type='text'>PAROLES</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ontem enquanto caminhava de volta para casa, tive uma espécie de clarão dentro da minha cabeça. Como se os pensamentos tivessem sido iluminados e encontrassem seus lugares e se ordenassem dando um sentido ao que até então era desordem e confusão. As vezes demoro muito para compreender algumas situações em que me envolvo, outras resolvo rapidinho. O que não consigo é me desvencilhar dos pensamentos antes de ao menos tentar entendê-los, e quando envolve sentimento, ah, fica muito mais difícil. Gostaria ter uma fórmula tipo wash and go, como algumas pessoas que conheço são capazes de fazer. Não consigo ver causa e efeito em todos os comportamentos humanos. Cada um tem seu próprio jeito de funcionar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueci de comentar sobre um outro filme que vi esses dias. Um iraniano chamado “Uma separação”. Sei que muita gente tem alergia a filmes iranianos, mas esse é diferente dos outros, menos político e mais ligado ao universo particular das pessoas. É bem feito, roteiro, direção e atores em perfeita sintonia. Inicialmente conta a história de um casal que está em processo de separação, mas isso é só a superfície. O casal tem uma filha e o avô com Alzheimer também mora com eles (deu para sentir o clima?) Pesado. Denso. E fechado. Com discussões do tipo beco sem saída, como algumas que já vivemos e também não encontramos respostas. O grande mérito do filme é tratar de temas ligados a sociedade iraniana e contemporânea dentro do contexto da discussão particular do casal. Gostei bastante, mesmo quando em alguns momentos durante a sessão eu tenha me sentido um pouco aborrecido com a história. Porque de alguma maneira ela me incomodou. A pequeneza humana fica exposta em muitos diálogos e é constrangedora. A inteligência emocional nem sempre dialoga com a razão como acontece com o casal do filme. De qualquer maneira vale assistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dicas para todos os signos:&lt;br /&gt;Aproveite o feriado e os dias invernais para ouvir Mahler, qualquer coisa dele pode te salvar do marasmo existencial. Conselho: procure uma gravação antiga por exemplo de A cançao da Terra (Das lied von der Erde), com Otto Klemperer regendo a New Philarmonia Orchestra, Christa Ludwig et Fritz Wunderlich. Deixe a música penetrar seus ouvidos e esqueça das pequenezas da vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-7115283592648763115?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/7115283592648763115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=7115283592648763115' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7115283592648763115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7115283592648763115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/06/paroles.html' title='PAROLES'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-3173039232515248077</id><published>2011-06-20T17:20:00.001-03:00</published><updated>2011-06-22T04:49:23.888-03:00</updated><title type='text'>FILMES</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No fim de semana fui assistir dois filmes. O último de Wood Allen, “Meia noite em Paris” e um outro filme americano chamado “Beginners” do diretor Mike Mills. Nos dois o tema é o amor, mas com abordagens diferentes. Wood Allen nem sempre agrada, mas sempre faz bons filmes, você não sai do cinema achando que assistiu um filme mal feito. Nesse último gosto da história, o roteiro é bem feito e ele fala de coisas que me interessam, como a questão que aborda sobre a relação que a maioria das pessoas lida com o presente e o passado. Quantas vezes não encontramos com pessoas mais velhas (não é a regra, tem gente de trinta anos que é assim também) ouvimos comentários do tipo, ah se você gosta de tal lugar é porque você não viu como era há trinta anos, nem se compara, era muito mais chique, era muito mais isso ou aquilo. Enfim, pode até ser, mas na verdade viver o presente e avaliá-lo é que é difícil. Raramente alguém consegue ter a noção exata da época em que está vivendo. Wood Allen misturou o tema com o romantismo de um escritor americano obcecado com os anos pré e pós primeira guerra quando Paris concentrava escritores e artistas que hoje são consagrados, que chega na cidade em meio aos preparativos de seu casamento. Enfim, uma boa história, que Allen conta com leveza e graça, serve para distrair a mente, exatamente o que eu precisava depois de semanas dentro desse studio estudando e escrevendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro filme, também cabe na categoria sessão da tarde, mas é mais pretensioso do ponto de vista da estética e do tratamento do roteiro. Feito para outro público, do tipo existencialismo de shopping center, conta a história de um designer gráfico que depois de perder o pai (que se assumiu gay depois dos 75 anos, Christopher Plummer) conhece uma moça e começa um relacionamento. Viu algo de interessante nessa história? Mas vale como passa tempo. Os atores são simpáticos e você pode enumerar os clichês (homossexual alegre e com visão de vida positiva, mãe judia, filho que aceita naturalmente a homossexualidade do pai e as esquisitices da mãe) enfim, vá ver, compre um saco de pipocas e divirta-se.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-3173039232515248077?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/3173039232515248077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=3173039232515248077' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/3173039232515248077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/3173039232515248077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/06/filmes.html' title='FILMES'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-3365354597644138079</id><published>2011-06-17T09:35:00.002-03:00</published><updated>2011-06-17T09:40:08.450-03:00</updated><title type='text'>O JEITINHO FRANCÊS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem terminei minha monografia. Enfim. Foi um trabalho difícil, nao me deu nenhumn prazer, absolutamente nenhum, pelo contrário, tive que buscar a vontade sei lá onde, mas terminei, agora tenho apenas que organizar indices, tabelas e imprimi-la para entregar ao meu simpático orientador. Nao. Nao faria novamente, e nem farei outra. Foi o bastante como experiência para essa vida inteira, na próxima encadernacao, de acordo com a teoria do mérito, eu já venho pronto, sem precisar fazer essas pesquisas e depois analisá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem a noite depois de por o ponto final na monografia, fui a um concerto. No programa Purcell, Purcell, Purcell. Estava com dor nas costas (ainda estou de ficar horas na frente do computador), cansado e meio emburrado. Fechei os olhos e dormi. Só acordei com os aplausos. Purcell é isso, bonitinho mas dá sono. Richard Strauss nao teria conseguido me embalar o sono. Mas tem que haver diferencas. Prefiro uma Salomé enlouquecida a um anjinho bobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo de uma Starbuck, precisei entrar para passar um mail. Nao suporto esse café, mas eles tem o servico de conexao, entao... Mas o servico de conexao uma hora travou. Fui falar com o responsável, o diálogo com o francesinho foi assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O servico estÁ com problemas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Non monsieur, o problema é que ele é pago.&lt;/span&gt; (simpático nao?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é esse o problema, é que eu paguei e voces nao estao honrando o compromisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ah bon!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, ah bon, agora faca o favor de me conectar ou me de o que paguei de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, as vezes o jeitinho frances de responder me cansa, e as simpatias deles merecem respostas a altura. Foi só isso. Agora pouco ele passou por mim e gentilmente perguntou se o servico estava funcionando. Sim. Agora sim. Merci, vous êtes très sympat.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-3365354597644138079?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/3365354597644138079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=3365354597644138079' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/3365354597644138079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/3365354597644138079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/06/o-jeitinho-frances.html' title='O JEITINHO FRANCÊS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-7476002872148892367</id><published>2011-06-14T03:44:00.002-03:00</published><updated>2011-06-14T03:47:50.602-03:00</updated><title type='text'>POUQUINHO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Longo tempo sem postar. Voltarei com mais freqüência depois de entregar minha monografia. Estou no fim e está sendo muito difícil lidar com o tempo. Acredito que até o final da semana que vem conseguirei entregá-la e assim me livrar desse imenso trabalho de pesquisa e dissertação. Disse me livrar porque ela está impregnada e contamina todos os meus passos e pensamentos, dedico meu tempo integralmente para a conclusão deste trabalho. É cansativo, e por vezes muito chato. Não é literatura. Não tem prazer. Nem sou vaidoso por saber mais um pouco sobre como as novas tecnologias interferem na produção literária dos escritores. Você já leu alguma obra feita por um desse escritores que fazem experiências com os vocabulários e signos das novas tecnologias? Não está perdendo nada. É estéril, um amontoado de palavras que não conseguem nos tocar. Imagine ter que ler isso e analisar. Aliás. Analisar é cansativo, tudo seria mais fácil se ficasse apenas na superfície. Gosto. Não gosto. E pronto. Parte para outra.  Analisar implica em trazer a luz algo que a primeira vista não tem valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo fui ver The Tree of Life, o filme americano que ganhou o prêmio de Cannes deste ano. Não sei. Difícil de analisar, é um desses filmes que você gosta da estética, mas que tem lugares comuns em excesso. É bem feito e deve ser visto, mas... tem algo nele que me incomoda, não sei se já me cansei do tema pai/filho, se o Brad Pitt e o Sean Penn me enchem o saco com suas caras e bocas, tem algo de hipnótico/auto-ajuda não sei, não sei, tem uma mãe que é só emoção contida, mas tem verdades embutidas nas cenas silenciosas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-7476002872148892367?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/7476002872148892367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=7476002872148892367' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7476002872148892367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7476002872148892367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/06/pouquinho.html' title='POUQUINHO'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-472293408002024871</id><published>2011-05-29T08:12:00.005-03:00</published><updated>2011-05-29T08:42:47.836-03:00</updated><title type='text'>PICNIC AO CAIR DA TARDE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final da tarde de ontem Colette me ligou convidando para um picnic. Era seu aniversário e ela reunia alguns amigos na margem do Sena ao lado do Instituto do Mundo Árabe. Quando cheguei lá o sol ainda brilhava, mas o vento frio resfriava a atmosfera. Não estava nos meus melhores dias. Passei o tempo todo conversando com uma amiga dela que trabalha numa livraria no 2 ème. Falamos sobre livros e gente, pessoas que vêm a livraria a procura de livros que possam mudar os seus estados de humor e o rumo de suas vidas. Desejam mergulhar em histórias que desviem o olhar de suas realidades. A amiga de Colette me disse que nem todos são infelizes, mas todos são insatisfeitos. Buscam nos livros o que a vida não consegue proporcionar ou o que não conseguem fazer com as suas próprias vidas. Enquanto ela falava fiquei fazendo um exercício de pensamento do tipo até que ponto interferimos nos rumos de nossas próprias vidas, enfim, uma pergunta que venho me fazendo ao longo da minha própria. Eu não sei. Nos últimos dias tenho pensado bastante sobre isso. Qual é a nossa parcela de responsabilidade nisso tudo. Como conduzir a vida ao encontro da felicidade ou satisfação. Fazer as escolhas certas. Esperar menos? Sonhar menos? Ansiar menos? Planejar mais? Calcular mais? Não fazer nada disso e esperar que as coisas aconteçam? Alguns romances podem nos levar a crer que podemos encontrar o que procuramos, que basta fazer escolhas parecidas com a dos personagens que no final o resultado será positivo. Outros romances podem nos levar a crer que apesar de todo o empenho o destino não pode ser controlado, que não depende muito da gente, que aquilo tudo que vivemos enquanto líamos só aconteceu porque não fazia parte da vida real. Outros ainda não dizem nada, não concluem nada, apenas contam suas histórias e você, depois de ler a última página sai mais perdido do que entrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-bApp_9qU7os/TeIs6JGOgnI/AAAAAAAAAZQ/9q5zqQdmIvs/s1600/Foto%2Bpic%2Bnic%2BColette%2B2.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-bApp_9qU7os/TeIs6JGOgnI/AAAAAAAAAZQ/9q5zqQdmIvs/s320/Foto%2Bpic%2Bnic%2BColette%2B2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612097463043129970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                              O cair da tarde quando chegava no picnic&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo de amigos da Colette que fez parte do picnic ontem era composto de americanos e franceses. Para mim, observador distanciado, uma mistura entre realismo puritano (se isso existe) e ceticismo romântico (idem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num certo momento um dos americanos começou a tocar violão e cantar canções de Bob Dilan. Ai meu Deus, tudo isso me é tão familiar e constrangedor ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois um grupo de brasileiros que estavam a alguns metros de nós caiu num sambão. Ai meu Deus, tudo isso me é tão familiar e constrangedor ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-NvDxmgLab7g/TeItH9cfmTI/AAAAAAAAAZY/zAYgZvU4hFs/s1600/foto%2Bpic%2Bnic%2BColette.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-NvDxmgLab7g/TeItH9cfmTI/AAAAAAAAAZY/zAYgZvU4hFs/s320/foto%2Bpic%2Bnic%2BColette.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612097700433467698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando voltava para casa refleti sobre o que conversamos e conclui que sou o resultado de todos os livros e filmes que li e vi. Meu mundo mental é repleto de referências e imagens de obras de ficção e biografias. Carrego ideais de muitos personagens fictícios e reais, idéias e anseios políticos de outros, o humor e a melancolia de outros tantos, sou uma miscelânea de toda esses personagens que viveram dentro de mim ou que absorvi visualmente enquanto eu os descobria. Mas eu não memorizei o nome deles, não consigo localizá-los geograficamente, não sei detalhes da vida de nenhum deles. Estão todos amalgamados na massa que forma o meu cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre Bob Dilan e sambão, não fico com nenhum dos dois. Acho que o momento atual está mais para Wagner e Led Zeppelin.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-472293408002024871?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/472293408002024871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=472293408002024871' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/472293408002024871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/472293408002024871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/05/picnic-ao-cair-da-tarde.html' title='PICNIC AO CAIR DA TARDE'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-bApp_9qU7os/TeIs6JGOgnI/AAAAAAAAAZQ/9q5zqQdmIvs/s72-c/Foto%2Bpic%2Bnic%2BColette%2B2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-9086075941519769098</id><published>2011-05-25T04:44:00.007-03:00</published><updated>2011-05-25T05:10:39.224-03:00</updated><title type='text'>KAPOOR NO GRAND PALAIS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segunda feira fui ver a exposicao de Anish Kapoor no Grand Palais. Ela faz parte de uma mostra chamada Monumenta que teve inicio há quatro anos. Kapoor denominou sua obra de Leviathan. Para quem nao conhece, o Grand Palais é um espaco de exposicao que foi construido para abrigar a exposicao universal de 1900. Sua estrutura é feita de ferro e vidro, parecendo uma dessas grandes estufas de plantas. Anish Kapoor preencheu essa estufa com um enorme tubo feito de vidro, pigmentos de pó, cimento e cera polidos, na cor bordô escuro. A obra é enorme, mas vista do lado de fora me passou uma impressao muito mais minimalista que outra coisa. Na entrada eles entregam um texto impresso explicativo. Nao gosto disso. Nao acho que o artista ou sei lá quem, o curador e etc... deva tentar explicar a obra para o visitante. Eu gostei do que vi e senti. O lado interno da obra me decpcionou um pouco, a luminosidade é bela, mas pensei que poderia andar por dentro e ir para todos os lados da obra. Já circular pelo lado de fora, isto é, por dentro do Grand Palais ao lado da obra gigante, foi muito interessante do ponto de vista espacial e meditativo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-WFDygpjl_eI/Tdy0SBJ6fcI/AAAAAAAAAYg/e_omRXZG-4o/s1600/Foto%2Bkapoor%2B5.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-WFDygpjl_eI/Tdy0SBJ6fcI/AAAAAAAAAYg/e_omRXZG-4o/s320/Foto%2Bkapoor%2B5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610557457437457858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                                 O interior da obra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-gda7aJVzaKk/Tdy0JVj_13I/AAAAAAAAAYY/TVPOmBPQJ0Y/s1600/Foto%2Bkapoor%2B4.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-gda7aJVzaKk/Tdy0JVj_13I/AAAAAAAAAYY/TVPOmBPQJ0Y/s320/Foto%2Bkapoor%2B4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610557308296746866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-T6uUoythiNU/TdyzillBv7I/AAAAAAAAAYA/NH6NeQfhPBw/s1600/Foto%2BKapoor%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-T6uUoythiNU/TdyzillBv7I/AAAAAAAAAYA/NH6NeQfhPBw/s320/Foto%2BKapoor%2B1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610556642581135282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-UVWz-5XPric/Tdy4PZUQFoI/AAAAAAAAAZA/G60vQ-qAVD4/s1600/Foto%2Bkapoor%2B4.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-UVWz-5XPric/Tdy4PZUQFoI/AAAAAAAAAZA/G60vQ-qAVD4/s320/Foto%2Bkapoor%2B4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5610561810430170754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-9086075941519769098?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/9086075941519769098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=9086075941519769098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/9086075941519769098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/9086075941519769098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/05/kapoor-no-grand-palais.html' title='KAPOOR NO GRAND PALAIS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-WFDygpjl_eI/Tdy0SBJ6fcI/AAAAAAAAAYg/e_omRXZG-4o/s72-c/Foto%2Bkapoor%2B5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-92983955738344167</id><published>2011-05-20T18:37:00.010-03:00</published><updated>2011-05-20T19:19:29.598-03:00</updated><title type='text'>A SEMANA FOI DE PROVAS, MAS...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A semana foi de provas, quase todos os dias. Dividi meu tempo de maneira desigual, tive que estudar muito, já não consigo registrar na memória palavras, assuntos, temas, como antes. Mas nem por isso deixei de caminhar pela cidade e tirar algumas fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terça fui visitar novamente o museu Quai Branly. Um museu que me fascina pela arquitetura e espaço e também pela exposição permanente. Confesso que ele me cansa, são muitas obras de várias civilizações colocadas lado a lado. Lá estão representadas as artes de todos os continentes de forma abundante, depois de um tempo voce esgota. Também acho um pouco confusa a organização das obras, voce sai da oceania e entra na américa do sul que por sua vez está ao lado do oriente, enfim, rico mas excessivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-5lcjcHVmstU/Tdbfk6buqZI/AAAAAAAAAXQ/aqdvM-2x7qY/s1600/foto%2Bmuseu%2Bquai%2Bbranly.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-5lcjcHVmstU/Tdbfk6buqZI/AAAAAAAAAXQ/aqdvM-2x7qY/s320/foto%2Bmuseu%2Bquai%2Bbranly.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608916211190376850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                                                                                             Fachada do quai branly&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-zlnbpM1GFDY/TdbhiHZRF2I/AAAAAAAAAXY/Jh99Nocv7aE/s1600/foto%2Bmuseu%2Bquai%2Bbranly.%2Bfachada.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-zlnbpM1GFDY/TdbhiHZRF2I/AAAAAAAAAXY/Jh99Nocv7aE/s320/foto%2Bmuseu%2Bquai%2Bbranly.%2Bfachada.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608918362153359202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quarta fui assistir um concerto com a Orquestra de Paris. No programa o concerto para violoncelo do Dvorak e na segunda parte a sinfonia n 3 de Saint-Saëns. Como sempre a Orquestra de Paris não foi regular, tocou Dvorak com displicência e mal, faltou rigor e precisão, o que salvou foi a performance do violoncelista Gautier Capuçon, impecável. Na segunda parte, A orquestra executou Saint-Saëns com o coração, gosto cada vez mais de Saint-Saëns. No intervalo fotografei um dos painéis que decoram o café-restaurante da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-42jeZH7lh1Q/TdbibaxDfKI/AAAAAAAAAXg/4P8p8fSkd-A/s1600/foto%2Bmural%2Bda%2Bsalle%2Bpleyel.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-42jeZH7lh1Q/TdbibaxDfKI/AAAAAAAAAXg/4P8p8fSkd-A/s320/foto%2Bmural%2Bda%2Bsalle%2Bpleyel.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608919346605948066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje no fim da tarde depois da último exame fui fazer um pic-nic com amigos na beira do sena. O tempo estava agradabilíssimo, temperatura por volta dos 23 graus, sol, ceu azul, essas fotos foram tiradas por volta das 20:30. Imagine como seria se pudessemos fazer pic-nics na borda do Tietê. Quanta coisa perdemos por falta de organização, civilidade, planejamento urbano, roubalheira nos governos, falta de interesse e sei lá mais o que desses péssimos governantes que temos no Brasil. Cada passeio que faço em Paris é uma tomada de consciência da falta de qualidade de vida da cidade de São Paulo. O cidadão paulistano não usufrui da cidade, da mesma forma que a cidade não chega a ele, não o integra. E nao venha me dizer que sou arrogante, ou coisa parecida. São Paulo é uma cidade sem parques, sem museus, sem cafés, sem meios de transporte de qualidade e praticamente sem atrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Ae2CRDs9oPU/Tdbm4bRuBLI/AAAAAAAAAXw/twMtHE78gcY/s1600/foto%2Bpicinic%2B2.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 239px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Ae2CRDs9oPU/Tdbm4bRuBLI/AAAAAAAAAXw/twMtHE78gcY/s320/foto%2Bpicinic%2B2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608924243005670578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-FxJKlOrasvQ/TdbmsBQNIeI/AAAAAAAAAXo/g0Xr5jSpnmw/s1600/foto%2Bpicinic%2B1.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-FxJKlOrasvQ/TdbmsBQNIeI/AAAAAAAAAXo/g0Xr5jSpnmw/s320/foto%2Bpicinic%2B1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608924029861568994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Zv6uGYYKbug/TdbnHVrT8FI/AAAAAAAAAX4/EZTM9hyqEso/s1600/foto%2Bpicnic%2B3.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Zv6uGYYKbug/TdbnHVrT8FI/AAAAAAAAAX4/EZTM9hyqEso/s320/foto%2Bpicnic%2B3.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608924499200438354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-92983955738344167?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/92983955738344167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=92983955738344167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/92983955738344167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/92983955738344167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/05/semana-foi-de-provas-mas.html' title='A SEMANA FOI DE PROVAS, MAS...'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-5lcjcHVmstU/Tdbfk6buqZI/AAAAAAAAAXQ/aqdvM-2x7qY/s72-c/foto%2Bmuseu%2Bquai%2Bbranly.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-7374990258916218405</id><published>2011-05-14T06:24:00.006-03:00</published><updated>2011-05-14T11:42:03.233-03:00</updated><title type='text'>VINAGRETE</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Recebi e-mail me convidando para o churrascão em Higienópolis. O tema é complicado para reduzi-lo em duas palavras, então vamos lá. De início, esclareço que sou a favor da extensão do metrô para todos os lados da cidade e sempre defendi isso. Tenho a estação de metrô Marechal a não mais que 50 metros do meu apartamento, e uma das razões que escolhi morar onde moro em São Paulo foi a proximidade do metrô  do centro da cidade.  Considero a proximidade de uma estação de metrô um privilégio e não um problema. Mas não quer dizer que por isso vou deixar de criticar o policiamento ideológico populista das pessoas que promovem o churrascão. Acredito também que uma estação mais próxima do estádio do Pacaembu atenderia os moradores daquela região, já que moradores dos arredores do estádio e também do lado próximo a avenida Cardoso de Almeida tem menos opções que os moradores da rua Sergipe que têm três estações: Consolação, Mackenzie/Piauí/ e a própria Marechal, sem falar da Sta Cecília um pouco abaixo, mas muito próxima do bairro. Que a classe média brasileira (e de qualquer outro país) é pouco inteligente, só pensa no próprio umbigo e é tacanha no quesito pensar comunitária e socialmente também não vou negar, mas argumentar com idéias politicamente ainda mais tacanhas, por favor, não. Basta ir a uma reunião de condomínio do seu prédio para sofrer constrangimentos e constatar o perfil egoísta e pouco sensível aos interesses comuns.  Diferenciado é  o ser humano que usa a inteligência e pode pensar independente do saldo da conta bancária. Patrulhamento parecido está acontecendo e sendo explorado aqui na França desde que Dominique Strauss Kahn, o DSK, presidente do FMI e provável candidato do partido socialista foi visto numa Porsche. Os argumentos: como pode um sujeito socialista “andar” de Porsche? Para os patrulheiros ele deveria  ir a pé, a cavalo, de bicicleta, de metrô, ou num carro mais barato, assim seu perfil se ajustaria ao dos socialistas, que por  sua vez se pretendem mais honestos, mais conscientes socialmente, menos perdulários, mais humanistas e portadores de uma esperança que só um retardado mental acreditaria existir.  Por isso a exploração do caso pela direita e pela imprensa. Faça um perfill, o cara já é o presidente do FMI, deve ter um salário e mordomias em conformidade com sua posição, além disso vem de família burguesa e rica, é só olhar para a cara dele e ver que o inchaço é resultado de litros de chablis e fois gras ingeridos ao longo dos anos. Políticos de direita e esquerda apresentam imagens diversas, mas adquirem os mesmos hábitos  quando acessam o poder, os bens de consumo podem ser outros, as vaidades podem ser outras, mas nenhum deles consegue reprimir as tentações e as regalias. O mundo em que vivemos não é dividido entre bons e maus, ele é feito de conflitos de interesses, sempre foi assim, no entanto, eles devem ser resolvidos de tal maneira que a parcela menos privilegiada possa ser representada com a mesma força da mais privilegiada. A briga deve se concentrar  na diminuição das diferenças, nos direitos que devem ser iguais e etc. Regimes e governos democráticos não representam necessariamente a perfeição em termos de justiça social, mas um meio possível, pelo qual e através de seus mecanismos mais abrangentes tenta-se chegar ao mais próximo dela. A discussão e as reivindicações são justas, resta saber o que será melhor para a maior parte dos usuários do metrô e para os moradores das regiões aonde ele chegará. Você que vai ao churrascão, adivinhe qual vinho tinto Miterrand tomava nas refeições, sangue de boi ou um vinho da Borgonha premier cru, e o Lula nos seus churrascos no planalto, ele comprava suas lingüiças na barraca do largo 13 em Sto Amaro ou mandava buscar num açougue de grife?   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-7374990258916218405?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/7374990258916218405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=7374990258916218405' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7374990258916218405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7374990258916218405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/05/vinagrete.html' title='VINAGRETE'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-7121629458299685803</id><published>2011-05-07T06:09:00.002-03:00</published><updated>2011-05-07T06:14:18.046-03:00</updated><title type='text'>DEHORS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Dias de sol, céu azul e temperaturas amenas. Conciliar as obrigações fica difícil. É possível, mas a gente tem que querer e se dispor a ter disciplina. Normalmente isso não me é difícil, mas nas duas últimas semanas tem sido quase impossível. Falta-me tempo para tudo e eu mesmo estou menos interessado em dar conta de tudo. O cansaço tem batido a minha porta. Não tenho vontade de me concentrar. As provas finais da Sorbonne acontecem na segunda quinzena de maio. Tenho também que terminar meu trabalho, escrever o mémoire. É chato de fazer, além de ter que escrevê-lo em francês, tenho que seguir as regras exigidas por eles, não pode isso, não pode aquilo. Reclamo. Porque deveria ter feito isso há 20 anos. Gosto de estudar e aprender, mas não quero mais as exigências, de nenhum lado, nem dos outros nem a minha. São quase 50 anos olhando para dentro de mim e me dizendo o que devo fazer e o que falta fazer. Evidente que sei que essas cobranças me trouxeram até aqui, mas quero a colheita, chega de só plantar. Estou acostumado a escrever livremente e na minha língua. Preciso de horas para escrever um único parágrafo, sou obrigado a interromper o raciocínio toda hora para ver se escrevi como querem que seja escrito, trechos em itálico, outros com espaço duplo, outros normal ou não importa o que, se tem acento, se a palavra é escrita com dois pês ou dois tês e etcterrá. Não vejo a hora de tudo isso acabar. Quero dar continuidade ao romance que comecei a escrever e fui obrigado a interromper em razão do mémoire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana um amigo me disse que sou muito ansioso. E quem não é que atire a primeira pedra. Minha ansiedade vem da necessidade de tentar antecipar os resultados. Medo da decepção, em relação ao outro e a mim mesmo, e por não poder prever o que talvez não dará certo. Prefiro conviver com a decepção dos meus próprios erros e sobre a minha pessoa a me decepcionar com os outros. Você vai dizer para não esperar tanto, não depositar tantas esperanças, calcular mais, não fantasiar em demasia, não mergulhar de cabeça e todas essas fórmulas cretinas de psicólogos de botequim que funcionam teoricamente, como panos quentes sobre o hematoma que já coloriu a pele. Pois eu digo que se não for assim, prefiro que não seja nada. Esse mesmo amigo me disse que comigo é tudo ou nada. Bom. Isso é apenas uma meia verdade. Gosto dos acordos formais que ajudam a facilitar a vida, mas não da ausência da paixão e todos seus derivados. Não gosto de cerveja morna, nem de mergulhar de barriga. Prefiro a cutícula do meu dedo indicador sangrando que apontada para o outro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-7121629458299685803?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/7121629458299685803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=7121629458299685803' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7121629458299685803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7121629458299685803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/05/dehors.html' title='DEHORS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-67352142425273768</id><published>2011-04-29T14:51:00.002-03:00</published><updated>2011-04-29T17:13:11.729-03:00</updated><title type='text'>DIFERENÇAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A revista encarte de final de semana do “Figaro” trouxe uma matéria sobre os armênios que vivem na Turquia e sobreviveram ao genocídio escondendo suas verdadeiras identidades e se convertendo ao islamismo. Surpreendeu-me o artigo. Conhecimento sobre judeus que trocaram nomes e se converteram a igreja católica para escapar da inquisição eu tinha, mas de armênios tradicionalmente cristãos  convertidos ao islamismo não. O artigo trás entrevistas com essas armênios/turcos que pouco a pouco estão se re-convertendo a sua antiga religião e também resgatando seus nomes de origem. São pessoas que ainda sentem medo e extremo desconforto com a situação. Alguns intelectuais turcos começam a abrir a boca, defendendo a necessidade de se discutir o genocídio, na opinião deles é preciso falar sobre o assunto, só assim tanto a sociedade turca como a armênia vai conseguir suportar e compreender os fatos e ir para a frente. A maioria dos turcos não quer ouvir falar nisso, prefere negar, fazer de conta que isso não existiu. Mais de 1 milhão de armênios foram mortos no início do século 20, os sobreviventes hoje estão espalhados pelo mundo. Acredita-se que hoje aproximadamente 60.000 armênios vivem na Turquia sob “falsa identidade”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para mim, descendente de armênios, nascido no Brasil, tudo isso é ao mesmo tempo estranho e muito próximo. Tive um pai extremamente engajado com a causa armênia, homem que passava madrugadas em reuniões com amigos discutindo esses assuntos. Eu sempre fui avesso a qualquer tipo de clubes reservados e regionalismos de todo gênero. Convivo com amigos de todas as cores, incluindo aí os turcos e curdos. Não sou resistente, faço o possível para valorizar as diferenças mesmo quando elas representam dificuldades. No entanto, se reconheço minhas origens e as valorizo, não tenho orgulho por ser isso ou aquilo, orgulho do que? Nacionalidade, cor, origem, não conquistei nada nesse sentido, nasci assim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um amigo francês me irritou e decepcionou quando se negou a dar informações a uma mulher árabe que tinha o rosto todo coberto e apenas os olhos a vista. Isso ocorreu há alguns dias, antes da lei que proíbe as mulheres árabes de andarem com o rosto coberto na França. Estávamos no metrô quando a mulher veio pedir informação e ele a ignorou, fez como se ela não existisse. Quando perguntei por que havia feito isso, ele me disse que se recusava a falar com alguém que escondia o rosto escondendo sua identidade. Me senti extremamente incomodado com sua atitude. O rosto é sim parte da identidade de uma pessoa e particularmente acho um horror ter que escondê-lo por razões de credo religioso, mas daí a não falar com a pessoa, não dar uma informação, por favor, não. Sugeri que ele lesse mais, se informasse mais sobre outras culturas, se olhasse no espelho e dormisse com um livro do Lévi-Strauss sob o travesseiro. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tem também o outro lado, aquele em que qualquer um pode pisotear a religião católica ou judaica, mas quando se quer discutir a islâmica, budista ou qualquer outra, se é policiado e chamado de preconceituoso, racista e etc. Religião, como o próprio nome a define, é só um meio de se ligar a Deus, não importa qual é o Deus, os rituais, crenças, modos, são apenas os meios formais praticados pelo crente para se aproximar Dele. E mesmo acreditando que uma das causas do atual mal estar da sociedade contemporânea está no fato dela ter perdido as referências por excesso de relativismos, acredito que todas as religiões devem ser vistas com desconfiança e relatividade, isto é, qualquer uma que se auto proclamar mensageira única da palavra de Deus.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Agora voltando ao tema. Dê uma olhadinha ao redor. Se você disser que não tem preconceitos você é um imbecil e mentiroso. Qualquer um de nós tem. É natural e humano. A questão não está em ter ou não ter, mas como você lida com isso, já que é um ser racional. O diferente é sempre estranho, pode provocar amor, repulsa, vontade de conhecer, vontade de matar para não ter que conviver, enfim, sentimentos adversos. Agora imagine um mundo feito somente por gente como você, pensando igual a você, agindo igual a você. Passo mal só de pensar num mundo cheio de iguais a mim. Preciso do outro para me ver.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-67352142425273768?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/67352142425273768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=67352142425273768' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/67352142425273768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/67352142425273768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/04/diferencas.html' title='DIFERENÇAS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-9110422606489468568</id><published>2011-04-27T05:58:00.003-03:00</published><updated>2011-04-27T06:05:34.083-03:00</updated><title type='text'>ERRATA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Correção sobre o post abaixo. Um amigo francês que conhece muito bem a história de sua cidade natal me alertou que a chama sobre o túnel onde Lady Di morreu não tem nada a ver com a princesa. Foi um presente dado pelos americanos para os franceses depois da segunda guerra mundial. É um cópia da tocha que a estátua da liberdade carrega. Antes isso. De resto mantenho minha opinião sobre o assunto.  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-9110422606489468568?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/9110422606489468568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=9110422606489468568' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/9110422606489468568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/9110422606489468568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/04/errata.html' title='ERRATA'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-1859662461199987122</id><published>2011-04-26T07:17:00.001-03:00</published><updated>2011-04-27T05:58:20.181-03:00</updated><title type='text'>FOGO DE PALHA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui me encontrar com um amigo marroquino que não via há alguns anos. Marcamos num Café próximo a estação Alma Marceau, em frente à imensa chama dourada cafonésima sobre o túnel onde Lady Di sofreu o acidente e morreu. O sol estava forte ontem no final da tarde e o Café estava lotado. Meu amigo chegou pouco antes e pegou uma mesinha do lado de fora. Depois de re-atualizar nossas vidas, a conversa foi parar na Lady Di e no monumento agressivamente dourado sobre a ponte. Não me comovo com aquele troço reluzente. Meu amigo marroquino observa com cara de desprezo um grupo de pessoas que se aproxima da chama e deixa um ramalhetezinho feito com as flores das castanheiras próximas ao local. Lady Di parece um nome saído de algum conto medieval, qualquer coisa menos uma santa ou vítima, ou ainda uma pessoa pública de valor inestimável. Está longe, bem distante do meu universo e de pouquíssimos personagens por quem eu acenderia uma vela. Durante o tempo em que ficamos sentados no Café conversando, muita gente passou por lá, deu voltas em torno da chama, olhou para o túnel e seguiu em frente. A chama cumpre sua função, a de lembrar que ali morreu alguém que não alterou a história do mundo, que não teve a menor importância para a humanidade, mas que foi admirada por muita gente sei lá porque e que eu duvido que elas também saibam. Reflexo do momento em que vivemos. O nada pode ser tudo, depende do universo pessoal de cada um e do ponto de vista de quem tem interesse em transformar o nada em tudo. Tudo pode ser valorizado e é relativo. Tem gosto para tudo e todo tipo de gente para gostar de qualquer coisa. Gosto não se discute já diria a minha avó. Você provavelmente deve estar pensando que eu sou um sujeito chato e que não respeita o direito e a liberdade alheia. Respeito sim, mas não gosto que me imponham idéias e muito menos uma visão de mundo baseada na relatividade de tudo. Gosto se discute sim, se você tiver disposição e coragem para comprar brigas com a turba. Sobretudo deve ter consciência de que será visto como um ser em extinção, e por isso mesmo você será isolado, coitado, o bicho pensa e ainda diz o que pensa, nada experto esse bicho. Corre o risco de ser fotografado e estampado em camisetas, mas vai morrer de qualquer jeito porque a idéia é ter você estampado nas camisetas e não refletir sobre suas idéias. O que importa é a intenção. Entendeu? Ter intenção já e o bastante, e melhor ainda se sob a foto estampada estiver escrito em letras garrafais, Sou um cara de intenções. Quando nos despedimos o amigo marroquino parecia indignado. Tinha que ser desse tamanho? E dourada desse jeito? Sorri de volta para ele. Para mim tudo está no lugar certo. Tinha que ser assim, e dourada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-1859662461199987122?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/1859662461199987122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=1859662461199987122' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/1859662461199987122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/1859662461199987122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/04/fogo-de-palha.html' title='FOGO DE PALHA'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-8660923465464154022</id><published>2011-04-24T13:02:00.003-03:00</published><updated>2011-04-24T14:54:26.798-03:00</updated><title type='text'>RESSURREIÇÃO</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pensar paralisa as ações. Posso pensar e fazer coisas diferentes ao mesmo tempo, mas quando quero resolver questões específicas percebo que tenho uma tendência a ficar parado. Não faço outra coisa a não ser refletir sobre o assunto. Conhecedor dessa minha tendência me forço a caminhar. Assim não me sinto como uma pedra imóvel e uso os passos para gerar energia. Ontem sai daqui depois das 14 horas e atravessei a cidade de uma ponta à outra. Paris é convidativa. Não tem ladeiras, é plana e tudo fica mais fácil. Mas com a entrada da primavera e do bom tempo a cidade começa a ficar lotada, os cafés onde antes encontrávamos lugar facilmente para sentar e ler algum jornal, agora estão cheios de turistas. Turistas. Um capítulo a parte. Os bancos das praças também estão ocupados, a cidade está ocupada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei numa dessas salas de cinema onde são exibidos filmes de grandes diretores para descansar um pouco. Assisti a um filme que não conhecia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; do Fassbinder&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. O título traduzido para o português deve ser “Eu só quero ser amado por vocês” não sei o título que saiu no Brasil O filme é bom, conta história de um sujeito que por querer ser amado a todo custo faz dívidas o tempo todo e tem conflitos de imagem com pai e mãe, origem de toda essa necessidade de ser amado de qualquer maneira. Mas de alguma forma ficou datado, não o temática, mas o formato, e também as interpretações dos atores, estáticos e um pouco caricatos como  no teatro (quando ruim).  Algumas cenas teriam bastado por si só, o diálogo explicativo torna-se supérfluo.  Outros tempos, outro jeito de se fazer cinema, talvez um Fassbinder mais placativo do que sensitivo, sei lá, algo enquadrado demais para o meu gosto. A sala estava lotada e era climatizada. No início do filme devo ter cochilado, mas depois consegui me concentrar e ir até o final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje almocei com amigos na casa de um deles. Almoço de páscoa, tartar de salmão de entrada, cordeiro assado com pequenas batatas e cebolinhas e sobremesa de frutas vermelhas mergulhadas em rum. Durante o almoço bebemos vinho, mais vinho, mais um pouco de vinho e para terminar mais uma garrafa de vinho. A ressurreição de cristo foi comemorada e no fim do almoço um pouco desse alívio contagiou o ambiente. Uma brisa fresca entrou pela janela e eu pude senti-la alisando meu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sensação de que o ano novo está começando agora.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-8660923465464154022?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/8660923465464154022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=8660923465464154022' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8660923465464154022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8660923465464154022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/04/ressurreicao.html' title='RESSURREIÇÃO'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-7574171585765602763</id><published>2011-04-22T18:12:00.002-03:00</published><updated>2011-04-22T18:19:04.495-03:00</updated><title type='text'>PUNCTUM CAECUM</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Tem um vazio que nunca se preenche.&lt;br /&gt;Um lugar que não consigo acessar.&lt;br /&gt;Um ponto cego.&lt;br /&gt;Um lugar que não é receptor e nem divulgador da informação que eu gostaria de ter.&lt;br /&gt;Uma região do meu cérebro onde não há luz.&lt;br /&gt;Um lugar onde tudo o que está ao redor é percebido, sentido, ingerido e digerido, exceto o centro, onde eu gostaria de poder me sentar confortavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem. Pode ser. O que quiser. Desde que. Não pense. Muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ouça a Rhapsódia para contralto de Brahms. Nunca. Se você quiser continuar a acreditar. Em qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça a Rhapsódia para contralto de Brahms. Sempre. Que quiser. Continuar a acreditar. Em qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois tipos de Homens. Os que amam. E os que são amados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cd da mezzo Kathleen Ferrier que ganhei de presente é uma regravação de um disco de vinil da década de 40. Disco raro. Eu. Você. Meu caro. Eu. Você. Que me gravou. Não deveria ter feito isso. Não deveria ter introduzido a voz dela em meus ouvidos. Não. Deveria. Ter. Introduzido sua voz em meus ouvidos. Sua voz. Mastigando biscoitos belgas. E a voz de Kathleen Ferrier cantando “Kindertotenlieder” me fizeram encontrar a criança que eu havia esquecido em algum lugar dentro de mim. Ela está morta. Morta! Kathleen Ferrier. Não. A  criança. Não. A. Criança. Mon Cher. A criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ce quoi ça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quoi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ça.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-7574171585765602763?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/7574171585765602763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=7574171585765602763' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7574171585765602763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7574171585765602763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/04/punctum-caecum.html' title='PUNCTUM CAECUM'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-4704055136494960863</id><published>2011-04-20T18:24:00.001-03:00</published><updated>2011-04-20T18:27:15.792-03:00</updated><title type='text'>PATCHWORK</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Hoje um provérbio que uma amiga austríaca costumava me dizer me veio a cabeça. Ele diz mais ou menos o seguinte: “aproveite o que o destino está te oferecendo, não o ambicione”. Tem um q de frase saída de livro de auto-ajuda, mas estou tentando dar o valor devido a ela, reinterpretá-la. Aceitar as coisas como são nunca foi o meu forte, continuo não resignando diante de situações que apresentam dificuldades, mas estou menos tenaz. O problema é o cansaço e a descrença que passaram a me frequentar nos últimos tempos. Alguma coisa mudou. Ainda não sei bem o que. Antes achava que as coisas de alguma forma se encaixavam e aquela história de que no fim tudo dá certo de alguma forma me fazia um ser mais esperançoso. Agora hesito, duvido e o medo tem me visitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei um livro que traz toda a correspondência entre Baudelaire e sua mãe. As cartas foram trocadas durante os últimos dois anos de sua vida, quando ele foi para Bélgica tentar vender suas obras para os editores de lá e voltar a Paris com dinheiro e pagar suas dívidas. Fracassou, não conseguiu fazer o que ele chamava de “grande affaire” em suas cartas para a mãe que o financiava assiduamente. Morreu amargurado, duro, entristecido, doente e achando que ninguém o reconhecia como poeta. Numa carta a Narcisse Ancelle ele conta que depois de ter combinado verbalmente o valor de 500 francos para fazer cinco conferencias, recebeu apenas 100 francos, e os organizadores argumentaram que não tinham mais dinheiro em caixa, pagaram 50 francos pelas duas primerias, as outras três eles consideraram um ato de generosidade de sua parte e não pagaram. Na mesma carta ele escreve não ousar contar a sua mãe o que havia acontecido, sentia vergonha por depender economicamente dela e ter que pedir mais dinheiro. Para mim deveriam canonizar Baudelaire, por tudo, obra e vida, e sua mãe Mme Baudelaire também deveria ser canonizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lançamento do meu romance “Dissonantes” vai sofrer um atraso. Ficou para agosto ou setembro. Enquanto isso, escrevo outras histórias. C’est comme ça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei uma gravação de 1952 das canções de Strauss com a soprano suíssa Lisa Della Casa, acompanhada pela Filarmônica de Viena e dirigida por Karl Böhm. Ouvi quetinho ao mesmo tempo em que devorei um quilo de aspargos com um creme maionese limão que um amigo fez para mim e bebi quase uma garrafa inteira de vinho branco gelado. Noite de lua cheia. Quente. Hoje fez 26 graus em Paris. Grandes prazeres. Os sentidos estão aí.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-4704055136494960863?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/4704055136494960863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=4704055136494960863' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/4704055136494960863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/4704055136494960863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/04/patchwork.html' title='PATCHWORK'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-1078980112525236689</id><published>2011-04-16T07:00:00.003-03:00</published><updated>2011-04-16T07:09:10.561-03:00</updated><title type='text'>PRIMAVERA BEAT</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ontem a noite fui assistir "HOWL", o filme (que leva o nome de um de seus livros e poemas) que conta um pouco do percurso de Allen Ginsberg e do processo sofrido por causa de sua obra considerada obscena e sem qualidades. A sala da prefeitura do Marais onde exibiram o filme pela primeira vez aqui na França estava lotada. Temia encontrar algumas lhamas sentadas em almofadões e tropeçar em suas sandálias artesanais, mas quando cheguei lá encontrei um público bastante eclético que ia de a à z, formado na maioria por uma gente barulhenta, mais para mal educada interessada em aplacar sua fome no bufê gratuito montado no fundo da sala do que para blowin in the wind. Fui com Colette minha amiga e jornalista americana apaixonada pela poesia dele. O filme não me elucidou nada, conhecia a trajetória de sua vida e na década de 80, apresentado por Caio F., li muito Ginsberg e seus amigos da chamada geração beat, Kerouac, Burroughs. A história é bem contada, entrecortada por desenhos e trechos do processo com o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;embate entre advogados, a opinião das testemunhas do processo formadas por professores universitários e intelectuais pró e contra seu livro “Howl”. Apenas no final Ginsberg aparece cantando um dos seus poemas. Sua vida íntima, seus amores, o que ele pensa sobre escrever, tem um pouco de tudo lá dentro e vale ser visto, principalmente porque ele evidencia a pobreza criativa do período em que estamos vivendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Saímos de lá e sentamos num desses cafés do Marais para beber alguma coisa e conversar. Bebemos muitas coisas e por volta das duas da manhã fomos obrigados a interromper nossa conversa que começou com “as vezes tenho a impressão de que já vivemos tudo, não tem mais nada para ser feito, criado, escrito” e foi interrompida no meio do “o problema é que quando estou amando me transformo numa gueixa e me esqueço de mim, meu projeto é o outro, é observar a ação do outro, é especular o outro e querer a todo custo que o outro me ame já que estou convencido/a que o outro não me ama como eu o amo e não consigo fazer mais nada a não ser pensar no outro”. Oh mon dieu! Veja, talvez essa história de ser gueixa passe. Depois desse período inicial de total entrega e esquecimento do seu moi, seu surmoi volte mais provocativo e com força total, como um renascimento e você se descubra um ser com vontades próprias sem necessidades narcisistas e todas essas merdas teorizadas por Freud que eu preferia nunca ter ouvido falar. Você acha que bebemos muito? Mais non! Queria tanto conhecer aquele bar onde só entram ursos. Colette, s’il te plait! E se um deles resolve te abraçar? Mas é tudo que eu quero nesse exato momento, ser abraçada/o e que meus ossos virem pó.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Voila um pouco de Ginsberg para refletir (?)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;CANÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O peso do mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;é o amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sob o fardo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;da solidão,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;sob o fardo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;da insatisfação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;o peso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;o peso que carregamos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;é o amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Quem poderia negá-lo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Em sonhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;nos toca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;o corpo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;em pensamentos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;constrói&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;um milagre,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;na imaginação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;aflige-se&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;até tornar-se&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;humano —&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;sai para fora do coração&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;ardendo de pureza —&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;pois o fardo da vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;é o amor,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;mas nós carregamos o peso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;cansados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;e assim temos que descansar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;nos braços do amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;finalmente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;temos que descansar nos braços&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;do amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Nenhum descanso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;sem amor,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;nenhum sono&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;sem sonhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;de amor —&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;esteja eu louco ou frio,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;obcecado por anjos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;ou por máquinas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;o último desejo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;é o amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;— não pode ser amargo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;não pode ser negado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;não pode ser contido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;quando negado:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;o peso é demasiado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;— deve dar-se&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;sem nada de volta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;assim como o pensamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;é dado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;na solidão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;em toda a excelência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;do seu excesso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Os corpos quentes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;brilham juntos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;na escuridão,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;a mão se move&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;para o centro da carne,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;a pele treme na felicidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;e a alma sobe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;feliz até o olho —&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;sim, sim,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;é isso o que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;eu queria,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;eu sempre quis,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;eu sempre quis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;voltar ao corpo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;em que nasci.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-1078980112525236689?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/1078980112525236689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=1078980112525236689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/1078980112525236689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/1078980112525236689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/04/primavera-beat.html' title='PRIMAVERA BEAT'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-7116472321051623119</id><published>2011-04-11T13:47:00.004-03:00</published><updated>2011-04-12T04:42:32.647-03:00</updated><title type='text'>SEM FILTRO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;“A verdade, eu quero a verdade, não me importo se ela é agradável ou desagradável, mas quero ouvir a verdade” eu disse e no segundo seguinte eu já estava me perguntando sobre qual verdade eu estava falando. Porque depois de tanto tempo argumentando comigo mesmo sobre o que seria real e o que seria imaginação, as possibilidades se tornaram múltiplas e quase infinitas e meu alarme interno disparou a tocar. Eu sabia, quando pedi que me dissesse a verdade, que meu interlocutor poderia me dizer qualquer coisa. É por isso que pedimos a verdade, porque internamente algo nos diz que estamos pisando em terreno minado. Teria que ecoar dentro mim sua resposta para concluir sozinho se o que ele me dizia confirmaria meus temores. Não sei se acontece com todo mundo, mas em momentos como esse tomo consciência da enorme responsabilidade que devo ter comigo mesmo. Não tem outro jeito, eu sozinho terei que decidir se a resposta é verdadeira ou não, se vou me convencer ou não. Posso discutir as inúmeras hipóteses com amigos, especular variantes, mas terei que decidir sozinho se quero acreditar na pessoa ou não. E dessa resposta vai depender nosso futuro, o meu e o da pessoa, e a decepção pode nos separar para sempre. Já reparou como verdades podem ser construídas? Tanto para satisfazer a pessoa que está esperando uma resposta como para proteger quem está respondendo. A verdade pode por muito tempo ser aquilo que conseguimos ou queremos ver. De fato a verdade está o tempo todo sendo dita nas entrelinhas, numa palavra ou outra que escapa ao controle do consciente, no sentimento de desconforto ou inadequação que a gente percebe e nega dizendo que o tempo vai dar conta e ajustar as coisas. Verdade não é ajustável, é o que é, o tempo só faz desvendá-la.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-7116472321051623119?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/7116472321051623119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=7116472321051623119' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7116472321051623119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7116472321051623119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/04/sem-filtro.html' title='SEM FILTRO'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-8296975591751578165</id><published>2011-04-08T20:38:00.000-03:00</published><updated>2011-04-08T20:39:24.421-03:00</updated><title type='text'>FREUD EXPLICA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Não sei se já contei que todas as sextas de manhã tenho uma aula com duração de duas horas com um professor maluco especialista em analisar literatura através dos olhos de Freud. A aula se chama “Crítica freudiana”. Gosto muito dessa matéria, porque tem esse viés psicanalítico, a literatura analisada através do inconsciente de quem a escreveu, o implícito, o que não é fácil de perceber, mas desconfio de quase tudo. Porque por vezes não consigo ver todas as conotações sexuais que ele vê e interpreta segundo as teorias freudianas. O professor é um sujeito que deve carregar no bolso uma carteirinha do fã clube do Freud, se isso existir. Nem pense em sugerir que qualquer outro teórico tem uma visão diferente sobre o assunto, ele imediatamente acaba com a reputação profissional de qualquer outro psicanalista. Um sujeito de aparência esquisita, tímido e desengonçado que se veste horrivelmente com ternos na cor mostarda, que faz movimentos corporais estranhíssimos logo que começa a descrever as teorias freudianas e analisar os textos. Mas é fascinante assistir suas aulas. Porque ele se entrega de corpo e alma para passar seu recado e tentar nos convencer de suas convicções. Ele já analisou alguns contos e trechos de romances, e em todos, sem exceção, todos, encontrou símbolos fálicos, impulsos sexuais, compulsões, pulsões e narcisismo. Um professor que não olha na cara de nenhum dos alunos da classe (esses dias pensei que esse não olhar no rosto dos alunos pode ser uma coisa meio parecida com os consultórios de psicanalistas freudianos onde os doutores analisam os pacientes sem os encarar). Seu olhar está sempre direcionado para algum lugar indefinido, entre um aluno e outro. Baba pelas laterais da boca e sua respiração se altera quando ele comenta as pulsões sexuais. Mas repito, é impressionante o vigor e a vontade de ensinar desse homem que lê trechos de livros para nós trocando a voz de acordo com o personagem e rindo de coisas que só ele consegue achar engraçadas e óbvias. Também é o único professor que trabalha com um relógio de bolso sobre a mesa, aperta o botãozinho quando a aula começa e acaba pontualmente duas horas depois, como se estivéssemos  num consultório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os parques da cidade estão lindos. Uma explosão de cores e perfumes de flores nos atiçam os sentidos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-8296975591751578165?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/8296975591751578165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=8296975591751578165' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8296975591751578165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8296975591751578165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/04/freud-explica.html' title='FREUD EXPLICA'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-2769595706271265297</id><published>2011-04-06T04:56:00.001-03:00</published><updated>2011-04-06T04:58:31.280-03:00</updated><title type='text'>CHEWING GUM</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Sou do tipo que masca palavras no cérebro. Eu não as engulo, nem as digiro preparando-as para expeli-las, eu as escuto, penso ter compreendido o que elas querem dizer no exato momento em que me foram ditas, mas depois, no dia seguinte normalmente, eu as reencontro e as mastigo como gomas virando-as de um lado para o outro dentro da minha cabeça. É a partir daí que o trabalho de compreensão se inicia. É a partir daí que as duvidas se multiplicam e me envenenam. Desse sumo extraído não através da paciência, mas muito mais da compulsão nasce a dor, o alívio, as respostas que não procurei mas fui obrigado a ir ao encontro. Nenhuma vítima. Nenhum carrasco. Nenhuma relação doentia. Uma construção esquisita, um modo torto de registrar e vivenciar. Não é o meio, não é o começo, e se parece muito com o fim. Já mastiguei muitas palavras no cérebro. Não tem gosto de amargo. Não tem gosto nenhum. E não posso retirá-las com as pontas dos dedos e grudá-las na parte de baixo de nenhuma poltrona de cinema e ir embora. Não tenho acesso a elas. São elas que me acessam e por isso o mal estar. Le malaise. Ficam a me torturar, provocando perguntas que não posso responder, e respostas de perguntas que não fiz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-2769595706271265297?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/2769595706271265297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=2769595706271265297' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2769595706271265297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2769595706271265297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/04/chewing-gum.html' title='CHEWING GUM'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-6246993857078771654</id><published>2011-04-03T18:38:00.005-03:00</published><updated>2011-04-03T18:49:37.223-03:00</updated><title type='text'>VIGIAR E PUNIR</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro quantos anos eu tinha da primeira vez que me senti aprisionado dentro de meus próprios pensamentos. Lembro-me que aguardava meu pai voltar do Banco. Ele estacionou o carro em frente à garagem de uma casa numa rua próxima ao Banco e me disse para aguardá-lo. Eu não era mais nenhuma criança, já sabia dirigir, devia estar beirando os 14 ou 15 anos e ele me encarregou de manobrar o carro caso o proprietário do imóvel chegasse ou quisesse sair. Naquela época, tínhamos que ir até o estabelecimento bancário para pagar as contas, não havia internet para facilitar a vida e evitar filas. Eu sabia que ele demoraria muito para voltar. Era sempre a mesma coisa, eu já o havia esperado antes, no mesmo lugar com a mesma incumbência. Ouvia rádio e observava as pessoas para não sentir o longo tempo de espera. Numa dessas vezes vi um senhor muito magro de estatura mediana, de terno e gravata e uma pasta de couro surrada chegar e se aproximar de uma das casinhas geminadas que ficava do outro lado da calçada. Eu não sei porque associei esse senhor a profissão de professor. Observei ele procurar a chave de sua casa dentro da pasta e depois abrir a porta e entrar. Essas casas geminadas, quatro ou cinco ao todo, eram todas iguais. Tinham no máximo três metros de frente, um degrau acima do nível da calçada e uma porta de madeira com uma janelinha de vidro que dava direto para a rua. Lembro-me que fui tomado por um sentimento de tristeza que até então eu nunca havia experimentado. Aquele homem que eu imaginei professor na minha cabeça morava só lá dentro, não tinha com quem falar e era muito pobre. Vivia para trabalhar e trabalhava para viver. Naquele dia meu pai demorou muito mais que o costume. Eu não conseguia me livrar da imagem daquele senhor de pele pálida acinzentada e cabelos esticados com brilhantina. O que ele faria lá dentro? O que comeria? Teria ele livros? Televisão? Um gato? Um vaso para regar? Fui ficando cada vez mais triste e lembro-me que senti muito medo, temi que um dia eu poderia ser como aquele homem. Depois de muitos anos, mais de trinta, escrevi um conto chamado Miguel, O Arcanjo (publicado no meu segundo livro “Contos Indiscretos”) cujas imagens todas sem exceção foram extraídas da minha memória ligada a esse dia e a esse professor imaginário e sua casa. Nos últimos dias aprisionei-me novamente em meus próprios pensamentos. Esse velho professor imaginário voltou a me freqüentar. Seu rosto sério e triste enquanto procura a chave dentro da pasta de couro surrada de vez em quando olha para mim e pensa me conhecer.  Eu não quero olhar para dentro de seus olhos.  Não quero saber o seu nome.  Lembro-me que naquele dia meu medo estava diretamente ligado a sensação da solidão e condição precária daquele desconhecido. Pela primeira vez entrei em contato com a idéia de possíveis fatalidades, o peso das imposições da vida goela abaixo e a consciência de que eu também fazia parte de um todo que é muito mais frágil do que se imagina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frágil como casa construída sobre estacas fixas em terreno de areia movediça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo o que se pensa ou é afeto ou aversão." ( Robert Musil )&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-6246993857078771654?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/6246993857078771654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=6246993857078771654' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/6246993857078771654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/6246993857078771654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/04/vigiar-e-punir.html' title='VIGIAR E PUNIR'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-6271824047995805711</id><published>2011-04-01T17:36:00.005-03:00</published><updated>2011-04-01T17:45:30.292-03:00</updated><title type='text'>NOTAS E OBSERVAÇÕES</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Como é que você, caro amigo e leitor deste blog, consegue distinguir o que é ficção do que é realidade? Eu não perco mais o meu tempo tentando fazer essa distinção. As histórias, tanto as vividas como as imaginadas fazem parte de uma única realidade, uma espécie de não lugar, onde convivem tanto o que vejo como o que sinto e ainda a tradução e interpretação dos pensamentos oriundos desse não lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana caminhei muito e vi mais algumas exposições. Uma pequena sobre Mahler que está acontecendo no Musée D’orsay e outra no MAM daqui, do pintor holandês Kees van Dongen. A temperatura subiu e a cidade te convida a caminhar e a explorá-la. Descobri que desde que cheguei aqui perdi 6 quilos. Mas como, se minha dieta é basicamente feita de tudo que eu tenho vontade de comer, não evito nada, não me controlo e como e bebo muito praticamente todos os dias? As caminhadas, plus subir e descer as escadas da Sorbonne, deve ter sido essa a receita milagrosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-mxNfQd0wsrs/TZY3gaoXCSI/AAAAAAAAAXA/l2-8iC4m7gw/s1600/foto%2Bda%2Bpassagem%2Bsobre%2Bo%2Bsena.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-mxNfQd0wsrs/TZY3gaoXCSI/AAAAAAAAAXA/l2-8iC4m7gw/s320/foto%2Bda%2Bpassagem%2Bsobre%2Bo%2Bsena.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590717017470994722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;                                                   &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Passarela sobre o Sena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição do compositor Mahler é bem feita e tudo e tal, mas poderia ter sido feita no hall de entrada de qualquer sala de concertos, já que pequena e essencialmente feita de fotos, cartas e poucas telas. A do Kees van Dongen no MAM é uma maravilha, para mim uma grande descoberta, mais de 90 telas de diferentes estilos e fases vividas pelo pintor. Van Dongen era um rebelde e não se ligava muito a uma coisa chamada coerência de estilo. Gosto disso quando se trata de artistas, seja qual for o seu métier. Ele foi fazendo as coisas de acordo com sua vontade e interesse. O resultado é surpreendente. Cada vez mais me convenço de que esses pintores belgas e holandeses trazem no dna um talento para a pintura que os diferencia de todo o resto. Pense apenas em Van Gogh, Rembrandt, Rubens, Bosch, Van Eyck ou Van der Weiden.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-uKjeySPNq3g/TZY3tOHeggI/AAAAAAAAAXI/3Ef_Sr2kNUQ/s1600/foto%2Bdo%2Bzeppelin.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-uKjeySPNq3g/TZY3tOHeggI/AAAAAAAAAXI/3Ef_Sr2kNUQ/s320/foto%2Bdo%2Bzeppelin.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590717237450146306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;                        &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotografei esse Zeppelin logo de manhã quando chegava na universidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje quando acordei notei que meu relógio de pulso havia parado de trabalhar por volta das 5 horas da manhã. Fui para a aula e comentei com um amigo. Ele me informou que o dele também havia parado aproximadamente na mesma hora que o meu. Ele brincou comigo e disse que talvez fosse efeito de alguma nuvem radioativa vinda do Japão. No final da noite vindo para casa, por acaso no metrô encontrei com Jasmim, de quem já falei aqui. Conversamos um pouco e ela comentou comigo que o seu relógio havia parado. Não sei se uma nuvem radioativa faz relógios pararem, mas a partir daí comecei a desconfiar que talvez meu amigo tivesse razão. É muita coincidência. Antes de entrar em casa me lembrei que tem um relojoeiro bem do lado de casa. É uma portinha com um espaço mínimo que eu por vezes paro para observar um senhor de cabelos brancos e olhos muitos claros que passa o tempo debruçado sobre os relógios que conserta. Entrei, ele me atendeu muito bem e disse que hoje já havia trocado mais de seis baterias, o que muitas vezes precisa de todo um mês para fazer. Será? Os relógios vão parar antes do mundo acabar? Um aviso?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-6271824047995805711?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/6271824047995805711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=6271824047995805711' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/6271824047995805711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/6271824047995805711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/04/notas-e-observacoes.html' title='NOTAS E OBSERVAÇÕES'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-mxNfQd0wsrs/TZY3gaoXCSI/AAAAAAAAAXA/l2-8iC4m7gw/s72-c/foto%2Bda%2Bpassagem%2Bsobre%2Bo%2Bsena.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-478012262015876622</id><published>2011-03-28T12:37:00.002-03:00</published><updated>2011-03-28T12:43:01.822-03:00</updated><title type='text'>ACREDITE SE QUISER</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fui almoçar na casa de um casal de amigos no domingo. O dia amanheceu ensolarado e os dois moram em Neully um bairro residencial e nobre pouco afastado do centro de Paris. No cardápio churrasco. Oui. Você leu corretamente: churrasco. Basta o sol começar a aquecer as cabecinhas deles e eles já querem fazer tudo do lado de fora. Ele, um melange austro americano, ela uma berlinense daquelas legítimas, alta, magra, simpática, falante e com opinião. Moram na cobertura um duplex com terraço de 70 metros quadrados, jardim e bla bla. Um luxo numa cidade como Paris. No dia anterior me lembrei da primeira vez que fui a um churrasco na Áustria. O almoço terminou e eu fui diretamente a um restaurante porque o churrasco havia servido para abrir meu apetite. Temi que no almoço de ontem eu repetiria a experiência. Mas não, pelo contrário foi um almoço agradabilíssimo e farto graças a Deus, sem constrangimentos do tipo uma baguette para quatro. O que pode acontecer facilmente por essas bandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da tarde fui ao encontro de um amigo. Havíamos combinado de nos encontrar num Café e quando cheguei me assustei com sua aparência. Na conversa ele disse que se sentia muito deprimido, que não conseguia mais executar pequenos trabalhos como sempre fez, que não tinha mais vontade de manter sua casa limpa (escuto muitas vezes essa história, deve ser um traço típico dos deprimidos aqui), que estava se achando velho, sua vida sexual estava um horror e a lista de descontentamento consigo mesmo foi aumentando e aumentando. Percebi que ele precisava falar e o escutei atenta e pacientemente. Também tenho dias parecidos, compreendo. Não tem muito o que fazer a não ser escutar. Depois me ofereci para ajudá-lo no que precisasse, como, por exemplo, ajudá-lo a colocar sua casa em ordem. Como estávamos próximos de sua casa eu o acompanhei. Chegando lá ele me convidou para entrar. Queria mostrar uma pedra que havia comprado num antiquário em Brugge, Bélgica. O sujeito que vendeu a pedra ao meu amigo jurou com os dois pés juntos que ela é um pedaço de meteorito encontrada sei lá onde no século XIX. Bem. O que dizer? Ele quis saber minha opinião. Não entendo de pedras nem de meteoritos. Custou caro. Quando ele me disse o preço senti que teria que tomar cuidado com a minha opinião. Tudo bem, caro ou não caro nesse caso é subjetivo, o valor do objeto deve ser medido pelo interesse do comprador, por sua admiração e vontade de possui-lo. Eu já vi pedras parecidas antes e nunca dei valor algum a elas. Se encontrasse uma no meio da rua provavelmente chutaria para o lado. E não sei como perceber se ela é realmente um pedaço de meteorito ou um pedaço de uma rocha qualquer. Então percebi que sua depressão estava diretamente ligada a compra dessa pedra. Sei lá como. Na hora entendi que ele desconfiava da legitimidade do objeto. “Você já pagou o sujeito?” fiz a pergunta. “Sim, não posso mais devolvê-la.” Pois então agarre-se a idéia de que você agora tem um pedaço de meteorito e que essa pedra vai mudar a energia de sua casa. “Você acha mesmo que ela é capaz de fazer isso?” Lógico que acho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje acordei pensando nessa maldita pedra e no desgraçado que a vendeu ao meu amigo. Depois falei com os meus botões, mas por que não? Talvez ela realmente seja um pedaço de meteorito e se meu amigo acreditou que ela vai mudar a energia de sua casa, então ótimo, é isso o que importa. Liguei para ele agora pouco. Atendeu com a voz mais disposta que ontem. Contou que havia passado a manhã pondo a casa em ordem e que fez uma espécie de altar para o meteorito. Ai meu Deus!      &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-478012262015876622?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/478012262015876622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=478012262015876622' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/478012262015876622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/478012262015876622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/03/acredite-se-quiser.html' title='ACREDITE SE QUISER'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-5562796978927806018</id><published>2011-03-25T16:33:00.001-03:00</published><updated>2011-03-25T16:47:13.683-03:00</updated><title type='text'>LANG LANG E O BLOG DO KHALIL</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Assisti pela primeira vez o pianista chinês Lang Lang. Foi na Salle Playel e ele executou o terceiro concerto para piano do Beethoven. Um sujeito talentoso, especialmente hábil, que toca piano com a mesma facilidade com que a gente toma banho ou respira, mas que tem um grave porém, que é constrangedor: faz muitas caras e bocas, se movimenta com o corpo e a cabeça constantemente enquanto toca, levanta o braço para o ar tipo Michel Jackson quando está se servindo apenas de uma mão para tocar, vira os olhinhos para cima e mexe a cabecinha como um boneco, um exagero, sem nenhuma finalidade. Não precisa de nada disso para convencer o público de sua total entrega e “relação” com a peça escolhida, um equívoco de estratégia, e o que é pior, com sua mis en scène estapafúrdia ele acaba distraindo os ouvidos do público e atraindo a atenção do mesmo para seu show. Foi acompanhado por Christoph Eschenbach e a Orchestra de Paris que decepcionou no primeiro e no último movimento, mas isso deve ter pouco importado aos fãs de Lang Lang que aplaudiram  de pé e só faltaram urrar de êxtase quando o concerto acabou. Ele é bom, mas não é para tanto, tem gente menos escandalosa e mais técnica que ele, como por exemplo, Evgeny Kissin, Nelson Freire, Marta Argerich, Alfred Brendel que vi tocar em Viena, só para lembrar alguns. A partir do segundo movimento fechei os olhos. Não queria mais ver aquele sujeito que mais parecia ter problemas motores do que outra coisa. Deu dois bises, uma barcarola do Chopin e outra peça do Scriabin. Ouvi com atenção mas olhos fechados para não sentir tontura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe: existe vida inteligente lá fora, digo, na África do Norte, propriamente na Tunísia. Khalil  Khalsi é o nome do rapaz e eu tenho o privilégio de ser amigo dele. Gente que fala o que pensa, que não tem medo de opinar, mas com a delicadeza típica dessa gente magrebiana. Khalil tem um blogue que é o http://khalilkhalsi.blogspot.com. Dê um pulo nesse território tunisiano (já inclui ele na lista dos blogs amigos logo ao lado), onde você vai ser apresentado a filmes e escritores que nunca ouviu falar e que tem muito para nos contar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-5562796978927806018?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/5562796978927806018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=5562796978927806018' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/5562796978927806018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/5562796978927806018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/03/lang-lang-e-o-blog-do-khalil.html' title='LANG LANG E O BLOG DO KHALIL'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-8400826148134159956</id><published>2011-03-23T18:28:00.002-03:00</published><updated>2011-03-23T18:46:08.239-03:00</updated><title type='text'>ABAJURES, GLOBALIZAÇÃO E CERVEJA BELGA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje no meio do dia recebi a visita de um amigo. Ele chegou com dois vasos chineses antigos que havia comprado e queria que eu fosse com ele comprar peças para  transformá-los em abajures. Sempre achei a relação vendedor/cliente nas lojas aqui meio estranha, mas dessa vez ela superou minhas expectativas. Entramos na loja e fomos atendidos por um senhor formalésimo depois de esperar uns quarenta minutos numa fila com meia dúzia de pessoas na nossa frente. Ninguém atravessa dizendo “só um minutinho, só quero saber onde fica, só vim perguntar uma coisa”. Não. O vendedor nem olha para a cara do sujeito que se aproxima dele com cara de “só um minutinho”. E isso é regra que vale para todo mundo em todas as lojas: enquanto o atendimento do cliente da vez não acabar ele não olha para os lados. Gosto disso. Do que não gosto começo a contar agora.&lt;br /&gt;Depois de passarmos por essa fila fomos enviados a seção de cúpulas e apetrechos. A vendedora que nos atendeu estava sentada diante de uma tela de computador. Sem olhar para nós, ela disse:&lt;br /&gt;“Vous désirez?”&lt;br /&gt;Meu amigo francês que como todo parisiense é um pouco estressado, imediatamente respondeu que desejava falar com ela olhando para a nossa cara.&lt;br /&gt;“Oui monsieur, como o senhor quiser, mas vai ter que esperar um pouco, antes vou acabar o que estou fazendo”.&lt;br /&gt;“D’accord, mas não por muito tempo” meu amigo retrucou.&lt;br /&gt;Eu que não tenho espírito para confrontações comecei a ficar constrangido. Não sou da turma do “deixa pra lá”, mas odeio essas saias justas Depois de alguns minutos a mulher veio e começou a nos mostrar as cúpulas. Fomos proibidos de tocá-las.&lt;br /&gt;“Sou eu que as mostro a vocês, tudo aqui é muito delicado e pode sujar ou quebrar.”&lt;br /&gt;Imaginei que meu amigo iria dizer “tudo, menos a senhora”, mas graças a Deus ele não respondeu. Tirou do bolso uma fita métrica e pediu para ela medir uma das cúpulas. A vendedora, nem tocou na fita, procurou a etiqueta onde estava escrita a medida e nos passou a informação.&lt;br /&gt;“Não acredito! Parece muito maior!”, meu amigo disse a ela.&lt;br /&gt;Nesse ponto eu compreendi que ele começaria um jogo daqueles que eu nunca consigo saber o que é sério e o que não é.&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oui mais&lt;/span&gt;... se o senhor acredita ou não, essa é a medida”.&lt;br /&gt;“Pois eu gostaria que a senhora mesmo assim tirasse a medida para mim.”&lt;br /&gt;“Não é necessário senhor, há uma etiqueta contendo as informações sobre a cúpula”&lt;br /&gt;“Eu insisto”&lt;br /&gt;“O senhor é teimoso.”&lt;br /&gt;“E a senhora é o que? Me ajude a encontrar um adjetivo ou qualquer coisa parecida para a senhora.”&lt;br /&gt;“Monsieur” ela disse pausadamente, “estou fazendo o meu trabalho”.&lt;br /&gt;“Muito mal, Madame, e não tem idéia de como faz mal o seu trabalho. Mas a senhora pode me provar que estou enganando. Vamos recomeçar a nossa conversa do jeito que ela deveria ter sido desde o início: Bonjour Madame, gostaria de ver algumas cúpulas.”&lt;br /&gt;A mulher pegou a fita métrica e mediu as cúpulas. Sua cara azeda foi adocicando e sua voz perdeu a agressividade. Dali em diante foram trocas de gentilezas entre meu amigo e ela e eu comecei a respirar aliviado. No final, por pouco os dois não trocaram beijinhos.&lt;br /&gt;Essa história não é uma exceção. Observo os vendedores com muita freqüência e na maioria das vezes eles só pegam no tranco, isto é, depois de algum diálogo ríspido ou de você esbofeteá-los com palavras. O mesmo acontece com as caixas dos supermercados que ficam segurando as sacolinhas de plástico, quase que nos obrigando a implorar por uma, ou o vendedor de frutas que fica de olho para a gente não tocar nas frutas. Talvez esse meu lado brasileiro classe média mal acostumado com a subserviência da maioria dos empregados brasileiros seja a razão do estranhamento. De qualquer forma eu sinto falta da gentileza. Meu amigo francês diz que não.&lt;br /&gt;“C’est normal. Voce tem que dizer como quer, o que quer e o que eles devem fazer por você.”   &lt;br /&gt;“Ai que preguiça” eu respondi.&lt;br /&gt;“Bienvenu ça c’est aussi la France. Aqui a maioria das pessoas só aprende quais são os seus direitos, os deveres é você quem vai obrigá-los a compreender.”&lt;br /&gt;“Ah não, isso não acontece só aqui, gente mal educada você encontra em qualquer lugar do mundo”&lt;br /&gt;“Efeitos negativos da globalização”, ele respondeu.&lt;br /&gt;Caminhamos alguns minutos em silêncio. Eu pensava na tal da globalização que aqui é chamada de mondialisation, e o que ela tinha a ver com a nossa conversa.&lt;br /&gt;“Vamos tomar uma cerveja? Tem uma brasserie logo ao lado da Bastille que oferece uma variedade de cervejas belgas incríveis.”&lt;br /&gt;"Vamos" respondi sem pestanejar.&lt;br /&gt;"Efeitos positivos da globalização" ele sorriu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-8400826148134159956?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/8400826148134159956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=8400826148134159956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8400826148134159956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8400826148134159956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/03/abajures-globalizacao-e-cerveja-belga.html' title='ABAJURES, GLOBALIZAÇÃO E CERVEJA BELGA'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-7280325766914458131</id><published>2011-03-21T17:39:00.001-03:00</published><updated>2011-03-21T17:41:07.643-03:00</updated><title type='text'>AFFREUX!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Tive duas decepções nesse final de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira foi o filme dos irmãos Coen, “True Grit”, “Bravura Indômita” no Brasil, um título absurdamente besta que eu acho que o filme merece. Assisti e não vi nada de interessante. Um faroeste que não me diz nada. Um filme oco, sem graça, com interpretações caricatas, grandes planos, você sai do cinema com a sensação de ter perdido tempo. Não basta saber filmar, cinema não pode ser somente técnica, a gente tem que ouvir o coração do diretor bater. Não ouvi nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda foi a ópera Luisa Miller do Verdi, encenada na Bastille. Considero essa uma das mais fracas óperas do compositor italiano, tem algumas árias bonitas e tal, mas é bobinha. Normalmente livreto de ópera já é recheado de diálogos idiotas, essa apesar de baseada no obra do Schiller, é um grande pastel de vento. Nessa montagem, o diretor e o cenógrafo foram tão simplistas e óbvios que conseguiram deixá-la ainda mais sem personalidade. Todas as cenas eram dirigidas para o meio do palco que ao fundo tinha uma grande pintura dos Alpes tiroleses. Então colocaram uma casinha no meio e obrigatoriamente os cantores iam para o centro e tudo se passava no meio do palco. O coitado do Marcelo Alvarez foi obrigado a se ajoelhar em todas as árias que cantou. Hoje li uma crítica no “Monde” em que o crítico disse que só faltou uma vaca daquelas malhadas da marca de chocolate Milk no cenário. Pois é. Se eu falar que pensei nisso ontem enquanto assistia a ópera, vocês vão achar que estou mentindo, mas foi o que comentei com meu amigo que não se conformava com o que era obrigado a ver e teve que controlar a vontade de rir durante toda a segunda metade da ópera. No final alguns buuus, a maioria gostou e aplaudiu e gritou bravo. A maioria vocês já sabem porque o Nelson Rodrigues nos avisou tempos atrás, quase sempre é burra. Adoro essas manifestações públicas de amor e ódio por parte do público. Aqui eles se controlam um pouco mais. Em Viena numa peça da Elfriede Jelineck, vi senhores e senhoras de aparência das mais angelicais gritando verdadeiros insultos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-7280325766914458131?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/7280325766914458131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=7280325766914458131' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7280325766914458131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7280325766914458131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/03/affreux.html' title='AFFREUX!'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-3797239232701154114</id><published>2011-03-17T08:25:00.003-03:00</published><updated>2011-03-17T08:30:11.244-03:00</updated><title type='text'>CERCAS INVISÍVEIS</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Alguém me disse que a vida dá voltas. Não me lembro mais em que contexto ou em que ponto de nossa conversa essa frase foi necessária para interromper um raciocínio e iniciar um outro mais positivo. Ouvi calado, mas não por muito tempo, ou melhor, ouvi calado, mas logo uma voz forte começou a dialogar comigo internamente. Dou voltas para tentar abraçar a vida. Algumas pessoas tricotam, minha mãe, por exemplo, faz botinhas de lã que agasalham os pés das pessoas que ela ama no inverno, outras constroem muros visíveis ou invisíveis em torno de si mesmas, o bicho da seda faz seu casulo, eu dou voltas em torno de mim mesmo. Vou me cercando, olhando para o meu interior, não quero perder nada e me perco dentro de mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almocei com uma amiga austríaca de passagem por Paris. Ela deve estar hoje com mais de 85 anos. Nasceu no sul da Alemanha e se casou bem mocinha em 1944 com um austríaco veterinário e assim os dois foram parar em Wels, a cidade onde eu morei e os conheci há muitos anos.  Assim ele escapou do front e ela ao contrário foi para o front. Explico: ontem pela primeira vez ela me contou o que foi o começo de sua vida nos primeiros anos de casada quando foi obrigada a morar com a sogra. Um verdadeiro conto de fadas, com todos os elementos que devem fazer parte de uma história onde a mocinha só consegue se libertar das atrocidades que é obrigada a viver depois da morte da bruxa. Seu marido alcoólatra, no meu tempo um ser ainda sociável, no final da vida assumiu o papel da bruxa e fez a vida dela virar um inferno. Ela jamais se posicionou como vítima. Ao contrário ri muito de si mesma e das situações que foi obrigada a experimentar. Não tiveram filhos. Nem bichos. Ela diz ter horror de ficar mais de duas semanas em casa. Viaja sem parar. Compra pacotes de viagem combinados, turismo de dia, ópera de noite. No final da tarde da rive gauche para a droite, fomos lentamente caminhando até o hotel onde ela está hospedada. Insisti para pegarmos um táxi, ela está andando com dificuldades depois de uma cirurgia no joelho e usa uma bengala como apoio. Não. Ela quis andar de braços dados comigo. Devagar. Assim posso aproveitar mais desse nosso encontro, ela disse. Na porta do hotel nos despedimos, hoje de manhã ela retorna para casa, por pouco tempo, no máximo em duas semanas uma outra viagem está programada, dessa vez mais para o sul, alguma cidade do norte da Itália. Um abraço bem demorado. Desses que a gente não sabe o momento certo de soltar. No caminho de casa comecei a me cercar, a olhar atentamente para dentro de mim. Em algum momento o sono me convidou a dormir. Acordei muito cedo. Tenho que devolver livros na biblioteca, terminar alguns textos que comecei a escrever. Prazos. A vida está do lado de fora.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-3797239232701154114?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/3797239232701154114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=3797239232701154114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/3797239232701154114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/3797239232701154114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/03/cercas-invisiveis.html' title='CERCAS INVISÍVEIS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-7997515849711988827</id><published>2011-03-14T19:47:00.003-03:00</published><updated>2011-03-14T19:56:13.933-03:00</updated><title type='text'>AGUA NA BOCA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Hesitei por um tempo porque desconfei que não ia gostar pelo que havia visto nos trailers, mas ontem acabei indo ver Black Swann. Como esperava, uma bobagem, cheio de clichês, raciocínio dotipo causa e efeito, explicações simplistas sobre os traumas da “white swann”, menina cheia de complexos evidentemente justificados pela interferência maligna da mãe, falta de sexo, relação conflituosa com o diretor da companhia de balé, ai meu Deus, que preguiça desse tipo de filme, da metade até o fim ele foi me dando enjôo e se tornou mais e mais constrangedor, quando acabou senti um alívio do tipo sal de frutas, imediato, passou, não quero nem mais pensar no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das entradinhas que mais gosto de comer por aqui é oeufs cocotte au foie gras. Normalmente eles são feitos assim: dentro de uma tigelinha ou forminhas pequenas são colocados dois ovos, um pouco de creme de leite, pedacinho de manteiga, alguns pedaços (eu sempre exagero) de foie gras, sal e pimenta. Tradicionalmente se faz em banho Maria ou direto no forno, mas dá para fazer muito bem no micro-ondas. Fica rapidamente pronto. Hoje tive duas aulas que foram de matar (os professores). Cheguei em casa tarde ,com fome e cansado. me joguei no sofá e liguei a tv para relaxar os neurônios. Havia um programa de culinária e eles estavam fazendo exatamente os oeufs cocotte que eu tanto gosto. Uma fome absurda se juntou a minha vontade de comer. Não pensei duas vezes, desci direto ao monoprix que tem logo do lado, comprei os ingredientes e preparei uma porção gigante para mim. Como é bom comer isso! Além de pão e um copo de vinho tinto não precisa de mais nada. Experimente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-QgBh920hIgw/TX6bmdBxghI/AAAAAAAAAW4/mfNiD-1xLAo/s1600/oeufs%2Bcocotte.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 231px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-QgBh920hIgw/TX6bmdBxghI/AAAAAAAAAW4/mfNiD-1xLAo/s320/oeufs%2Bcocotte.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584071672915395090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Dissonantes” meu terceiro livro deve sair no final de abril. Quando a capa ficar pronta, coloco aí em primeira mão. Talvez consiga ir para o lançamento no Brasil. Estou estudando a possibilidade de um bate volta com o meu editor. Informarei assim que souber datas. Por enquanto é espalhar a notícia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-7997515849711988827?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/7997515849711988827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=7997515849711988827' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7997515849711988827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7997515849711988827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/03/agua-na-boca.html' title='AGUA NA BOCA'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-QgBh920hIgw/TX6bmdBxghI/AAAAAAAAAW4/mfNiD-1xLAo/s72-c/oeufs%2Bcocotte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-3445621540971505780</id><published>2011-03-13T07:54:00.004-03:00</published><updated>2011-03-13T08:02:01.336-03:00</updated><title type='text'>QUAM MINIMUM CRÉDULA POSTERO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ontem no final do dia quando sai de casa para encontrar um casal de amigos, fui surpreendido por um mendigo que dormia exatamente na soleira da porta de entrada do prédio onde moro. Passar os pés sobre seu corpo foi a solução. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bonsoir Monsieur&lt;/span&gt; ele disse assim que eu coloquei o segundo pé do outro lado, já na calçada. Bonsoir respondi. Quando voltei já era tarde e ele continuava no mesmo lugar. Tinha headphones na cabeça e fumava um cigarrinho. J&lt;span style="font-style: italic;"&gt;á está de volta?&lt;/span&gt; Respondi que já era tarde. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tarde para o que? &lt;/span&gt;Na hora não sabia como responder sua pergunta, fui surpreendido pela aparente intimidade, sorri e entrei. Pouco antes da segunda porta de vidro se fechar atrás de mim ouvi ele dizer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nunca é tarde, nunca é tarde&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;No café Beaubourg os garçons são bonitinhos e escolhidos a dedo. Pelo menos é essa a impressão que todos eles juntos nos dão. São simpáticos na maioria das vezes, mas um pouco cheios de ar, demoram para pegar os pedidos e fazem bicos e bocas quando sabem que você está a fim de pagar. Ficam parados a alguns metros da gente, sabem que você está olhando para eles e partem em retirada. Na última quinta feira marquei um encontro com um velho amigo que freqüentou esse café em sua época áurea. O garçon que nos atendeu foi um lolito jovem e cheio de confiança em si mesmo. Tudo bem. Pegou os pedidos e sentiu o olhar de desejo do meu velho amigo atravessando os tecidos de suas roupas. Voltou com um sorriso maroto e cheio de oui  monsieur, non monsieur. Assisti ele se deixar assediar como o chapeuzinho vermelho pelo velho lobo mau, queria ver o final daquela história. Na hora de pagar ele repetiu o teatro de sempre. Viu que queríamos pagar e não veio, passou várias vezes por nós sem olhar para a nossa direção, foi, veio, desfilou entre as mesas, enfim nos irritou a ponto de levantarmos para pagar diretamente com a caixa. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Au revoir monsieur&lt;/span&gt;, ele nos surpreendeu na saída. O lobo lhe comeu com os olhos. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Putain!&lt;/span&gt; completou o lobo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;De rien monsieur,&lt;/span&gt; ele respondeu com seu sorriso de lolito estampado na cara.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“Appassionata” a sonata n. 23 do Beethoven é minha trilha sonora imaginária. Porque não poderia ser diferente nesse momento. Os dias ficaram mais curtos depois do terremoto no Japão. Foi o que disseram alguns especialistas. Coisa mínima, milésimos de segundos que a gente nem consegue perceber. As placas tectônicas se ajustaram e a terra parece ter ficado um pouco menor e algo entre o eixo e ela é a justificativa para essa afirmação. Ouço a appassionata do Beethoven o tempo todo tocar na minha cabeça, independente da hora e do lugar onde estou. Alguém me sussurrou nos ouvidos que a vida é bela.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Carpe Diem, Sergio, carpe diem!&lt;/span&gt; Eu disse que sim enquanto pensava em outra coisa. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quam minimum crédula postero&lt;/span&gt;. Tudo é passível de mudanças. Tudo.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-3445621540971505780?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/3445621540971505780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=3445621540971505780' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/3445621540971505780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/3445621540971505780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/03/quam-minimum-credula-postero.html' title='QUAM MINIMUM CRÉDULA POSTERO'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-5007005230539868724</id><published>2011-03-11T10:26:00.007-03:00</published><updated>2011-03-11T11:24:49.949-03:00</updated><title type='text'>AMPLIANDO A GEOGRAFIA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dois últimos dias foram de sol e temperaturas mais elevadas. O que fazer? Ficar dentro de um estúdio minúsculo estudando ou sair? Não foi difícil responder a essa pergunta. Ir para fora de île de france para conhecer mais castelos, boa comida, bom vinho e encontrar com uma porção de franceses menos estressados não é um convite, é uma obrigação. Fomos ao Chateau de Fontainebleau a pouco mais de 40 minutos da cidade, e em seguida a cereja da sobremesa foi visitar a capela que Jean Cocteau decorou com suas pinturas em Milly-la-forêt, a cidade onde ele morreu. Os desenhos no interior da capela emocionam pela simplicidade e pelo significado. Logo que você entra uma gravação explicativa começa a ser lida por Jean Marais que foi seu companheiro por quase toda a vida. Você se senta num banquinho e fica ouvindo ele falar das escolhas dos desenhos feitos por Cocteau. E a voz de Jean Marais vai entrando em seus ouvidos e ativando a sensibilidade para a simbologia das imagens. Tudo é delicado e sem exageros, como um ritual você se aproxima da obra de Cocteau para descobri-la inteligente e próxima dos habitantes do pequeno vilarejo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-R9IPokLO00o/TXojX062QKI/AAAAAAAAAWY/tEYQ4zUckz4/s1600/Foto%2Bcapela%2Bjean%2BCocteau%2Blado%2Bde%2Bfora.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-R9IPokLO00o/TXojX062QKI/AAAAAAAAAWY/tEYQ4zUckz4/s320/Foto%2Bcapela%2Bjean%2BCocteau%2Blado%2Bde%2Bfora.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582813580328583330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A capela Saint-Blaise-des-Simples onde Cocteau está enterrado. Data do século XIII.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-SrwAjFLNZ9w/TXopAHTBdmI/AAAAAAAAAWg/Hf1DTlsY99o/s1600/foto%2Bcapela%2BJean%2BCoucteau%2Baltar.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-SrwAjFLNZ9w/TXopAHTBdmI/AAAAAAAAAWg/Hf1DTlsY99o/s320/foto%2Bcapela%2BJean%2BCoucteau%2Baltar.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582819770014725730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O altar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-7eReJheYe6Y/TXopVc_DDKI/AAAAAAAAAWo/iIuWSFAERAo/s1600/foto%2Bcapela%2BJean%2BCoucteau%2Bparede%2Blateral.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-7eReJheYe6Y/TXopVc_DDKI/AAAAAAAAAWo/iIuWSFAERAo/s320/foto%2Bcapela%2BJean%2BCoucteau%2Bparede%2Blateral.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582820136613776546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Parede lateral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-2D5WrouhJls/TXopmTVi4PI/AAAAAAAAAWw/3ijM3wSY9FQ/s1600/Foto%2Bcapela%2Bjean%2Bcocteau%252C%2Bassinatura%252C%2Bgato.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-2D5WrouhJls/TXopmTVi4PI/AAAAAAAAAWw/3ijM3wSY9FQ/s320/Foto%2Bcapela%2Bjean%2Bcocteau%252C%2Bassinatura%252C%2Bgato.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582820426081558770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Assinatura do Cocteau e o gato que aqui representa a ressureição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-5007005230539868724?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/5007005230539868724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=5007005230539868724' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/5007005230539868724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/5007005230539868724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/03/ampliando-geografia.html' title='AMPLIANDO A GEOGRAFIA'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-R9IPokLO00o/TXojX062QKI/AAAAAAAAAWY/tEYQ4zUckz4/s72-c/Foto%2Bcapela%2Bjean%2BCocteau%2Blado%2Bde%2Bfora.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-2985127056029934995</id><published>2011-03-06T17:23:00.008-03:00</published><updated>2011-03-06T18:02:43.412-03:00</updated><title type='text'>AI QUE PREGUIÇA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Na quinta feira quando Colette me ligou toda cheia de cuidados para me perguntar se eu a acompanharia na semi maratona de Paris eu não pensei duas vezes, disse sim, lógico que iria com ela. Ela precisava de alguém para ficar com seus pertences e queria um amigo por perto, um apoio moral. Colette é uma das minhas amigas de curso, jornalista profissional, no momento trabalhando como babá para uma família francesa para ganhar alguns trocados. Depois que desliguei pensei ai meu Deus por que disse sim? Vou ter que acordar às 7 horas da manhã num domingo e ficar nas redondezas do Chateau Vincennes fazendo hora até ela voltar da maratona, justo eu que só de pensar em fazer qualquer tipo de esporte sinto vontade de me deitar na rede mais próxima. Como tenho uma séria tendência a pensar compulsivamente sobre o mesmo tema quando não me sinto confortável em alguma situação, comecei a imaginar toda aquela gente saudável ao meu redor, falando sobre colesterol e proteínas, gel adstringente, tênis com amortecedor para o calcanhar, camisetas térmicas que sugam o suor e etc... Achei que ia pagar um grande mico só de estar entre essa gente cheia de energia. Na noite de sábado para domingo fui a um jantar e devo ter bebido uma garrafa e meia de vinho para me acalmar. Bom, acordei antes das sete e fui encontrá-la na saída da estação do metrô. Devia estar fazendo uns 3 graus no máximo quando chegamos ao local, mas o dia amanheceu com céu azul e sol e assim ficou até anoitecer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-oA98x04kpOk/TXPuverDpxI/AAAAAAAAAVo/BpINOIHKBdw/s1600/Foto%2BColette%2Bchegando.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-oA98x04kpOk/TXPuverDpxI/AAAAAAAAAVo/BpINOIHKBdw/s320/Foto%2BColette%2Bchegando.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581066862697096978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:78%;" &gt;Colette antes da corrida e com a sacola que deixou comigo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:100%;" &gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-J3ZW9SIPVTk/TXP0NH3qyZI/AAAAAAAAAWQ/3kONBGwt-_E/s1600/foto%2Bdos%2Bcorredores.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-J3ZW9SIPVTk/TXP0NH3qyZI/AAAAAAAAAWQ/3kONBGwt-_E/s320/foto%2Bdos%2Bcorredores.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581072869530192274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:78%;" &gt;Alguns dos cheios de energia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:100%;" &gt;Para quem não conhece, o Chateau de Vincennes é um palácio fortificado que começou a ser erguido na idade média, e tem um imenso parque ao seu redor. Pare de pensar no castelo de caras, nada a ver, esse é muuuuuito maior e muuuuuito mais chique, além disso não tem gente brega tomando café da manhã e tirando fotografia do lado da lareira. Quer dizer, gente brega tem sim, um monte, nos arredores ou visitando, mas se eles te encherem o saco você dá um empurrãozinho e eles somem nos fossos vazios que circundam a fortaleza.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-QtS4jHOSzRs/TXPwy3MWsBI/AAAAAAAAAV4/pgRe1deRxJs/s1600/Foto%2BChateau_de_Vincennes.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-QtS4jHOSzRs/TXPwy3MWsBI/AAAAAAAAAV4/pgRe1deRxJs/s320/Foto%2BChateau_de_Vincennes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581069119842070546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:78%;" &gt;O Chateau&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:100%;" &gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Zyqsp746BSQ/TXPxI6wGL5I/AAAAAAAAAWA/GYGq0ayGyXI/s1600/Foto%2Blateral%2Bcapela%2Bvincennes.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Zyqsp746BSQ/TXPxI6wGL5I/AAAAAAAAAWA/GYGq0ayGyXI/s320/Foto%2Blateral%2Bcapela%2Bvincennes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581069498754412434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:78%;" &gt;A lateral da capela feita para a ordem de São Miguel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando chegamos lá um mundo de fanáticos corredores já se preparava para correr. Colette estava ansiosa e teve que usar os banheiros biológicos algumas vezes. Eu estava tranqüilo e estupefato com o número de loucos já naquela hora da manhã. Com frio e já pensando no croissant que comeria e na xícara enorme de café que tomaria logo depois que os 30.000 freaks saíssem correndo. Ela foi atrás dos loucos. Eu fiquei. E foi agradabilíssimo o meu passeio. Tomei duas grandes xícaras de café, comi um croissant delicioso e ainda deu tempo de paquerar e ler dois jornais. Depois empurrei alguns cafonas nos fossos e entrei no palácio para conhecê-lo. O palácio já serviu para um pouco de tudo desde sua fundação, começou como pavilhão de caça, serviu de prisão para alguns famosos (nem se atreva a dizer que tem algo a ver com a ilha de caras, dá uma olhada na lista dos famosos), que lá ficaram presos, Henrique IV, Marquês de Sade, Diderot entre outros. Depois caminhei pelos arredores, e quando percebi às duas horas e meia que Colette avaliou que precisaria para fazer o percurso de 21 quilômetros já haviam passado. Me plantei no lugar combinado e a esperei. Vinte minutos depois ela chegou. Bochechas rosadas e feliz. Falou com pai, mãe, o namorado sul-americano que faz doutorado na Holanda e lentamente voltamos para casa. Cheguei exausto. Está pensando o que? Que dar apoio moral não cansa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:100%;" &gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-G0gXCn2OvPY/TXPxgictxHI/AAAAAAAAAWI/VdMHpU96XXE/s1600/Foto%2BColette%2Bcom%2Bmedalha.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-G0gXCn2OvPY/TXPxgictxHI/AAAAAAAAAWI/VdMHpU96XXE/s320/Foto%2BColette%2Bcom%2Bmedalha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581069904547529842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:78%;" &gt;Colette e sua medalha, feliz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-2985127056029934995?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/2985127056029934995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=2985127056029934995' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2985127056029934995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2985127056029934995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/03/ai-que-preguica.html' title='AI QUE PREGUIÇA'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-oA98x04kpOk/TXPuverDpxI/AAAAAAAAAVo/BpINOIHKBdw/s72-c/Foto%2BColette%2Bchegando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-1597119784530516078</id><published>2011-03-05T08:57:00.007-03:00</published><updated>2011-03-05T09:18:22.372-03:00</updated><title type='text'>MÉLANGE</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Sentada ao meu lado, na última aula de antropologia sobre espaço e globalização, uma garota linda de olhos e cabelos negros, rosto em formato de pingo de mel e lábios bem desenhados. Sorrimos um para o outro logo que me aproximei e comecei a me livrar de casaco, cachecol e casquete. Salut, ela me disse timidamente. A aula começou e fomos informados pela professora que naquela sala entre os pouco mais de 60 alunos estão representadas 26 nacionalidades diferentes e que poderíamos nos comunicar por meio de mais de 30 idiomas. Pergunte ao seu colega do lado de onde ele vem e quais são as línguas que ele fala. Eu imaginava que ela fosse espanhola com origens árabes, uma espécie de moura pós moderna e ela me imaginou italiano ou norte africano, confessou que não sabia muito bem onde me ordenar dentro de seu mapa geográfico mental. Ela é um misto quente, feito de mãe turca e pai tunisiano nascida na França, e eu sou brasileiro sem mistura nenhuma, 100% de sangue armênio. Ela me disse então que sua mãe turca tinha sangue armênio correndo nas veias, não sabia muito bem me explicar, mas o avô de sua mãe era armênio, casou-se com a avó turca em alguma região que um dia havia pertencido à Armênia e foi morto pelos turcos na mesma época em que meus avós foram obrigados a fugir de lá. Ufa. Respiramos fundo. Ela não conheceu a avó turca. Mas a mãe conta que ela nunca mais quis voltar para a sua cidade, falava o armênio com a filha quando não queria que seus netos entendessem o que estava falando. Ao contrário de meus avós que costumavam falar o turco quando não queriam que os filhos entendessem o que estavam falando. Constatamos surpresos a familiaridade dos hábitos. Gosto de olhar para os olhos dela quando conversamos. São negros e amendoados e tenho a impressão de que posso a qualquer momento penetrar em suas profundezas. Jasmim é seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do oriente para o ocidente.&lt;br /&gt;Fui ver a exposição de Cranach, pintor renascentista alemão pouco divulgado e conhecido que está acontecendo no Musée du Luxembourg. Cranach foi contemporâneo de Dürer e Jacopo de Bárbara, e algumas obras desses pintores também podem ser vistas na exposição. Pintor oficial da corte da Saxônia, apoiou a reforma protestante e foi íntimo de Lutero. As cores de suas telas me impressionaram, mas a falta de sintonia entre alguns títulos de suas obras e as imagens me surpreendeu. Por exemplo, na tela que ele intitulou “Melancolia”, o rosto da mulher é muito mais de indiferença do que de qualquer sentimento que pudesse traduzir a melancolia. Bem como a feiúra e a desproporção dos corpos. Os pés pintados por Cranach são esquisitos e as vezes deformados. Na mesma época na Itália ou na França, Botticelli, Da Vinci, Rafael e mesmo Michelangelo produziram obras de uma beleza estética inquestionável. As formas e a beleza dos corpos na obra desses artistas são relevantes. Cranach era muito mais um retratista. Seu auto-retrato é uma beleza. Seus nus envoltos por véus transparentes são delicados mesmo que seja preciso admitir uma certa ausência de movimentos. Já o “Martírio de Santa Catarina” é uma explosão de cores. É isso. Uma bela exposição. Reserve antes se quiser ver, porque a fila é um desestímulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana fiz uma visita guiada na biblioteca Sainte Geneviève. Uso freqüentemente a biblioteca para fazer pesquisas, mas não conhecia suas entranhas e nem as obras raras que fazem parte do seu patrimônio. Mas como a visita fazia parte do curso da Sorbonne tivemos acesso a alguns desses livros, como por exemplo, a primeira edição das fábulas de La Fontaine. Para quem gosta de livros uma visão de valor inestimável. Abaixo duas fotos. Não se esqueçam, são fotos tiradas pela câmara do meu celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-lxtXn_o_mGA/TXIl20OwXGI/AAAAAAAAAVY/KApWCN5lpiQ/s1600/foto%2Bbiblioteca%2Bst%2Bgenevi%25C3%25A8ve%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-lxtXn_o_mGA/TXIl20OwXGI/AAAAAAAAAVY/KApWCN5lpiQ/s320/foto%2Bbiblioteca%2Bst%2Bgenevi%25C3%25A8ve%2B2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580564511929162850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-kIUvKpei2xM/TXIlt9J0doI/AAAAAAAAAVQ/1bW8ySFtsj4/s1600/foto%2Bbiblioteca%2Bst%2Bgenevi%25C3%25A8ve.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-kIUvKpei2xM/TXIlt9J0doI/AAAAAAAAAVQ/1bW8ySFtsj4/s320/foto%2Bbiblioteca%2Bst%2Bgenevi%25C3%25A8ve.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580564359705556610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-1597119784530516078?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/1597119784530516078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=1597119784530516078' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/1597119784530516078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/1597119784530516078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/03/melange.html' title='MÉLANGE'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-lxtXn_o_mGA/TXIl20OwXGI/AAAAAAAAAVY/KApWCN5lpiQ/s72-c/foto%2Bbiblioteca%2Bst%2Bgenevi%25C3%25A8ve%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-7441035886396785733</id><published>2011-02-26T07:39:00.004-03:00</published><updated>2011-02-26T13:59:07.413-03:00</updated><title type='text'>ROLINHO DE PRIMAVERA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Dois copos de cerveja quase vazios, um único rolinho de primavera sobre uma folha de alface murcha e uma janela com vista para a Place d’Italie. Mais adiante um prédio recém incendiado e abandonado. Alguns minutos antes ele havia comentado que a cidade em alguns pontos parecia mais abandonada que em outros bairros. Sim, ela respondeu quase que sem prestar atenção ao que ele acabara de dizer. Os dois haviam atravessado a cidade para chegar naquele lugar. O bairro chinês de Paris. Um mundo à parte. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Você disse alguma coisa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Eu disse que parece que estamos vivendo num mundo à parte. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Não entendo o que quer dizer com isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Que gosto da idéia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Que idéia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- De um mundo à parte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Era isso. Uma questão de gostar e não gostar. Só isso. O resto, todo o resto do mundo podia explodir e desintegrar que ele não estava nem aí. O prédio incendiado, as manchas das fumaças, as paredes queimadas, o lixo nas ruas e os milhares de rostos dessa gente de aparência diferente que parecia muito bem integrada no mundo a parte reservado para eles. Um dia antes, quando faziam compras próximo a Porte Saint Denis, ele lhe chamou a atenção sobre os cheiros de temperos árabes e indianos que lhes penetravam as narinas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Você está sentindo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- O que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- O aroma das épiceries? Minha mãe só aceitava empregados de origem árabe. Ela dizia que essas mulheres eram muito mais limpas e organizadas que todas as outras. Gostava do silêncio que elas traziam consigo para dentro de nossa casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Mas sua mãe não era judia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Foi. De origem. Faz tempo. Quando sua família ainda não havia atravessado a fronteira da Espanha. No século retrasado. Tanto que nem a circuncisão me fizeram. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Eu sei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Eu sei que você sabe, mas adoro falar de sexo com você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Do seu sexo, você quer dizer...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- E do seu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Pare.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Por que? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Vamos fazer as compras e voltar para casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Eu adoro o cheiro do teu sexo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Pare.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Adoro tocá-lo e beijá-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- ............&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- É como se eu estivesse num mundo a parte, só meu e teu, nas horas em que estamos fazendo amor eu me esqueço de tudo, uma espécie de abra-te sésamo, vou para algum outro lugar, sei lá, só sei que je t’aime, você sabe disso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Um mundo à parte. Era isso. A capacidade de compartimentar para não ter que unificar. Manter separado, como os temperos dos armazéns árabes que haviam visitado no dia anterior ou a pele crocante do pato laqueado que a garçonete chinesa acabava de trazer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Adoro quando eles servem a pele separada do pato. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- O que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- No que você está pensando? Por que está tão pensativa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Imaginei que eles serviriam tudo junto num mesmo prato, pele, carne, o macarrão frito com os legumes...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Ah, mas é tão bom assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Não o que? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Esqueça. Coma enquanto a pele está quente e crocante, depois elas vão virar gomas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- E você? Não vai se servir?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Não. Vou esperar o prato principal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Enquanto ele se concentrava para enrolar a pele crocante nas pequenas panquecas e começava a saboreá-las, ela se serviu do último rolinho de primavera. Era isso. Uma questão de gostar e não gostar. Só isso. O prédio incendiado e todo o resto, o lixo nas ruas, os rostos estranhos, no fundo tudo isso era uma única coisa. Fazia parte de um todo. Talvez ela estivesse ficando louca. Foi o que pensou quando mergulhou o rolinho de primavera na cumbuquinha de molho dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Por que na minha cumbuquinha?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Porque não?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Mas você tem a sua logo na frente do seu prato! É muito mais complicado mergulhar na minha! Além disso vai fazer uma sujeira danada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Je m’en fous!!!' *    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Pare com isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Não. Adoro enfiar o rolinho de primavera no seu potinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;- Você é louca! Completamente louca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;* expressão usada com frequência pelos franceses, pode ser traduzida como não estou nem aí, tanto faz, pouco me importa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-7441035886396785733?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/7441035886396785733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=7441035886396785733' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7441035886396785733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7441035886396785733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/02/rolinho-de-primavera.html' title='ROLINHO DE PRIMAVERA'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-5676113443836860620</id><published>2011-02-25T16:46:00.005-03:00</published><updated>2011-02-25T17:03:02.327-03:00</updated><title type='text'>MAIS VARIEDADES</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Lembro-me que quando cheguei na Áustria no final da década de 80 precisei de algum tempo para realmente entender o humor austríaco (me surpreendo com a velocidade do tempo e décadas que me separam de alguns eventos importantes da minha vida). Mas o que queria dizer é que o humor é um dos últimos obstáculos a ser superado para nos sentirmos realmente integrados a uma nova cultura. O humor dos franceses, muitas vezes me surpreende pela falta de delicadeza. Não que eu considere o humor dos brasileiros mais delicado que o dos franceses, brasileiros metidos a engraçados quando querem se mostrar simpáticos não são exceções nem maioria eles existem em um número muito maior do que voce pode imaginar,  mas de alguma forma o humor francês as vezes beira a um elefante dentro de uma loja de porcelanas. Falta tato? Não sei. Mas em alguns casos ainda é um obstáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta passada assisti a Orquestra de Paris sob a direção do maestro espanhol Josep Pons na Salle Pleyel. No programa Béla Bartok e Ravel. De Bartok o pianista Boris Berezowsky acompanhou a orquestra no Concerto n. 2 para piano. Perfeito numa peça difícil de ser tocada. Depois do intervalo Shéhérazade do Ravel foi “interpretada” por uma mezzo soprano francesa. Mulher esquisitíssima, com uma postura de corpo estranha e com a voz ainda muito pouco madura. Como a imagem me constrangia,   resolvi acompanhar a letra enquanto ela cantava. E a coisa despencou. Porque os textos que acompanham essas três canções são bem fraquinhos e tolos. Não faça jamais o mesmo. A não ser que as canções sejam de Richard Strauss, com ele, além da dramaticidade musical rica você vai encontrar qualidade na poesia. Cada vez mais reconheço a qualidade musical incomparável desse sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-07bRgivVDbM/TWgHMVetGVI/AAAAAAAAAVA/V6dkyj-qwuc/s1600/Salle%2BPleyel%252C%2Bpiso%2Bmosaico..JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-07bRgivVDbM/TWgHMVetGVI/AAAAAAAAAVA/V6dkyj-qwuc/s320/Salle%2BPleyel%252C%2Bpiso%2Bmosaico..JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5577716047004113234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O piso da Salle Pleyel fotografado através do "buraco" do restaurante da sala. Antes da restauração da sala no lugar do restaurante funcionava uma academia de ginástica. Hoje o teatro é impecável, a arquitetura e a decoração foram totalmente recuperadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa está preta na África do Norte (será que ainda posso usar esse trocadilho?) Um dos meus amigos na universidade é argelino e estava lá há quinze dias. Meu medo de que islamitas radicais possam reverter à situação a favor deles é compartilhada por muita gente. Mas que vivemos um momento interessante da história, isso não podemos negar. E ver a imagem do Gaddafi num mini carrinho sob um guarda chuva aberto fazendo ameaças foi como ver um filme do Didi mocó. Toda esses ditadores pré históricos e mais Berlusconi e Chaves são figuras que me constrangem quando os vejo. São caricatos e cafonas, parecem saídos de algum clip dos anos 80 ou de uma festa em algum castelo ou ilha de caras. O problema é que eles fazem um mal danado. Se fossem apenas bregas e vivessem suas vidas tudo bem, mas eles matam, roubam e alimentam a ignorância e a pobreza dos povos que eles oprimem. Nada mais previsível que um fim trágico para eles. Não tenho pena. A pátria livre ou a morte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-5676113443836860620?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/5676113443836860620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=5676113443836860620' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/5676113443836860620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/5676113443836860620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/02/mais-variedades.html' title='MAIS VARIEDADES'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-07bRgivVDbM/TWgHMVetGVI/AAAAAAAAAVA/V6dkyj-qwuc/s72-c/Salle%2BPleyel%252C%2Bpiso%2Bmosaico..JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-2563913161942289453</id><published>2011-02-21T14:26:00.007-03:00</published><updated>2011-02-21T15:48:06.616-03:00</updated><title type='text'>VARIEDADES</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As ruas de Paris estão cheia de músicos amadores e profissionais que ganham suas vidas alegrando os pedestres. Tem de tudo, chineses e suas guitarras, orientais com tambores, grupo de brasileiros batucando, mas um grupo em especial me faz parar para ouvi-lo toda vez que passo por ele. Essa banda de americanos de New Orleans se apresenta quase todos os domingos na Rue Francs des Bourgeois no coração do Marais. Mesmo que ela não esteja no meu caminho, eu faço questão de passar por ela para ver se encontro com essa banda. Ela é composta de músicos experientes, quatro senhores tocam um jazz de primeiríssima qualidade. O grupo se intitula “Riverboat Shufflers e eu descobri que Madeleine Peyroux por exemplo começou sua carreira sendo acompanhada por eles. O repertório é top top top, Louis Armstrong, Sidney Bechet, Jelly Morton e etc… Você não consegue ir embora. Descobri que eles se apresentam por exemplo no Paris Jazz Club e cobram 17 euros pelo ingresso, é um privilégio poder escutá-los na rua gratuitamente ou por apenas alguns euros que as pessoas vão jogando na caixa do saxofone deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-DDsLvy_52Bc/TWKgms_Bm9I/AAAAAAAAAUg/Fdb3lDspVE4/s1600/Foto%2BRiverboat%2BShufflers.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-DDsLvy_52Bc/TWKgms_Bm9I/AAAAAAAAAUg/Fdb3lDspVE4/s320/Foto%2BRiverboat%2BShufflers.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576195875409075154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tentar sempre que possível tirar algumas fotos com o meu celular para mostrar por onde ando em Paris. Sem nenhuma obrigação ou finalidade. As fotos não terão uma qualidade profissional, mas sim valor emocional. Quando tiver vontade farei isso e postarei para dividir com vocês. Começo hoje. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-YBYPzIY71Os/TWKg49RHt_I/AAAAAAAAAUo/1YAi5SZxFVY/s1600/Foto%2Bboulevard%2BSuchet.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-YBYPzIY71Os/TWKg49RHt_I/AAAAAAAAAUo/1YAi5SZxFVY/s320/Foto%2Bboulevard%2BSuchet.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576196189017585650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;Fim de tarde no 16éme, entre o Boulevard Lannes e o Boulevard Suchet&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-XDaJtpxoJ5A/TWKhL1u1JpI/AAAAAAAAAUw/HzuMjT1TPRA/s1600/Foto%2Bda%2Blateral%2Bda%2Bile%2Bde%2Bsaint%2Blouis.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-XDaJtpxoJ5A/TWKhL1u1JpI/AAAAAAAAAUw/HzuMjT1TPRA/s320/Foto%2Bda%2Blateral%2Bda%2Bile%2Bde%2Bsaint%2Blouis.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576196513412228754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;Lateral da Ile de Saint Louis, caminho de casa quando volto a pé da universidade&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-0QwpD7VICXs/TWKhf7pQkII/AAAAAAAAAU4/iL_BUcXnFL4/s1600/Foto%2Bda%2BNotre%2BDame%2Bde%2Bcostas.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-0QwpD7VICXs/TWKhf7pQkII/AAAAAAAAAU4/iL_BUcXnFL4/s320/Foto%2Bda%2BNotre%2BDame%2Bde%2Bcostas.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576196858596855938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;Notre Dame vista de costas&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-2563913161942289453?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/2563913161942289453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=2563913161942289453' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2563913161942289453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2563913161942289453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/02/variedades.html' title='VARIEDADES'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-DDsLvy_52Bc/TWKgms_Bm9I/AAAAAAAAAUg/Fdb3lDspVE4/s72-c/Foto%2BRiverboat%2BShufflers.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-1872933728116720814</id><published>2011-02-20T09:38:00.003-03:00</published><updated>2011-02-20T11:52:45.593-03:00</updated><title type='text'>INCÊNDIOS</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um drama familiar com fundo histórico de primeiríssima qualidade é o que você vai ver se for assistir ao filme do canadense Denis Villeneuve chamado “Incendies”. Para mim um dos melhores filmes que vi nos últimos meses. Tudo começa com a morte da mãe de um casal de gêmeos que deixa um testamento e que na abertura deste recebem a incumbência de entregar dois envelopes, um para o pai que acreditavam estar morto e outro ao irmão que desconheciam a existência. Roteiro perfeito, essa revelação feita nos primeiros minutos do filme vai ser o motor de todo o filme. O filme me conquistou logo no início, quando tendo ao fundo com trilha sonora música do grupo Radiohead crianças tem seus cabelos raspados e repentinamente um corte nos leva a um vilarejo libanês (o nome do país do oriente médio nunca é mencionado, mas o cenário histórico apresentado no filme se parece ao do Líbano), algo criticado por aqui sob a acusação de abuso de senso estético. Um argumento bobo, típico de críticos que não tem o que falar. Essa primeira imagem é uma das chaves do filme, nada mais justificável que colocá-la em evidência. Um quebra cabeça se forma e Jeanne, a filha, é a primeira a tentar solucioná-lo rastreando os passos da mãe em sua terra natal. Descobrimos junto com ela o passado de Nawal e como ela foi parar no Canadá. Em seguida o irmão que se recusa a entrar em contato com o passado, é obrigado a ir ao encontro da irmã para juntos encontrarem as respostas dessa fórmula quase matemática mantida em segredo pela mãe. Não percam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando sai do cinema Marco, o amigo italiano de quem já falei num outro post, me enviou um texto me convidando a ir ao seu estúdio tomar alguma coisa. Cheguei lá com a coisa já andando. Fui apresentado a três garotas polonesas, um francês tímido, uma garota de Burkina Faso, um espanhol, Marco tocava violão e cantava uma de suas composições, uma história louca de um sujeito que conhece uma garota via internet e descobre que ela é horrível ao receber sua foto. Tudo isto num estúdio de no máximo 25 metros quadrados. O Líbano ainda estava impregnado em meu espírito e de repente me vi caindo dentro de uma salada multicolorida do tipo Benneton. Tomei alguns copos de vodka polonesa que as garotas me serviram e relaxei. Ninguém gostava do final da música de Marco e confesso que eu também não. As vodcas começaram a me inspirar e eu dei a solução para fechar essa história musicada. O refrão da música teria que ser “ne me link pas” numa alusão ao “ne me quite pas” da música que todo mundo conhece de autoria de Jacques Brel. E alteramos o final também, a garota não enviaria foto nenhuma, ela poderia fazer tudo, menos acabar com a fantasia do sujeito. Nada de imagens, nada de fotos, nada de real, tudo pela manutenção da ficção.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-1872933728116720814?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/1872933728116720814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=1872933728116720814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/1872933728116720814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/1872933728116720814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/02/incendios.html' title='INCÊNDIOS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-7963056138975753545</id><published>2011-02-18T17:14:00.003-02:00</published><updated>2011-02-18T17:17:36.981-02:00</updated><title type='text'>ILUSTRADA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Uma das matérias obrigatórias do curso do segundo semestre na Sorbonne chama-se Crítica Freudiana. Depois de passar os primeiros seis meses estudando a Escola de Geneva e seus principais teóricos, quando o professor começou a falar sobre Freud e suas teorias sobre consciente e inconsciente, libido, ego, super ego, sexualidade infantil, compulsão e etc... a primeira impressão que deu, é que tudo seria mais fácil de compreender. Porque esses temas estão presentes em qualquer conversa de botequim. Todo mundo adora usá-los para justificar ou explicar o comportamento de algum conhecido ou de si mesmo. Esses nomes dados por Freud para explicar alguns dos pequenos desconfortos de alma viraram uma marca, como coca-cola, bic ou gilete, mas tente entender e depois explicá-los, você vai ver que a coisa é mais difícil do que parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor, um tarado por Freud, menosprezou Jung e Lacan quase que apertando o nariz para não sentir o cheiro deles. Falou dos dois com desdém. Para ele Freud é tudo, e tudo o que vem depois, com exceção a Melanie Klein, é produto de consumo das sociedades modernas. Na minha opinião esse tipo de intelectual indisposto e fechado pode prestar um desserviço enorme para as dezenas de estudantes presentes no seu curso. Por que não falar de outras correntes de pensamento? Mesmo que de passagem, citá-las ou confrontá-las serviria até como auxilio para compreender a obra do próprio Freud. Falta flexibilidade e imparcialidade a eles. Mas é assim que a coisa funciona. Se quiser saber alguma coisa sobre outros psicanalistas, você tem que fazer sua própria pesquisa. O problema é que a maioria dos estudantes não tem nem 21 anos, e a opinião de um professor com toda sua embalagem e laço como ele se apresenta, conta muito.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem no vagão do metrô em que eu me encontrava quando estava a caminho da casa de um amigo, três pessoas falavam ao celular ao mesmo tempo. Querendo ou não você é obrigado a participar da vida dessas pessoas, uma verdadeira invasão da vida delas na sua. Fiquei sabendo que um dos rapazes havia terminado o namoro enquanto ele contava os detalhes para seu amigo que o ouvia do outro lado, ouvi os conselhos que a moça advogada deu para seu cliente, e uma discussão entre uma moça negra que acusava o seu interlocutor do outro lado da linha de tê-la ofendido com insinuações racistas. Os três falavam como se estivessem em suas casas ou escritórios.  Isso pode servir de material para literatura, filme e teatro, mas me enche o saco. Tenho vontade de pedir para eles se retirarem do vagão ou para falarem mais baixo, mas me falta coragem. Ontem quando eu começava a me condenar pela covardia, um outro louco mais corajoso do que eu se levantou e começou a aplaudir os sujeitos. Ele parou na frente de cada um deles e os aplaudiu. Estávamos todos espremidos naquela parte reservada para quem entra no vagão e não encontra lugar para se sentar. Assisti a cena um pouco assustado, achei que era algum tipo de publicidade, mas depois quando vi que era uma iniciativa de alguém que havia se sentido agredido como eu, senti vontade de aplaudi-lo por sua coragem. Ninguém interveio. Um por um eles interromperam a conversa, desligaram os celulares bufando, mas constrangidíssimos com os olhares dos presentes. Têm muitos loucos por aqui, alguns são adoráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Le Monde da semana passada trouxe uma entrevista com Haruki Murakami, o escritor japonês que eu já comentei por aqui e que eu adoro ler. Você pode ler alguns de seus livros no Brasil, se eu não me engano o sêlo Alfaguara é titular de seus direitos. Na entrevista ele comenta sobre seu novo romance chamado “1Q84” , o q em japonês se pronuncia “kyu” que significa 9 e assim o título é exatamente o mesmo de George Orwel, 1984. A literatura de Murakami me toca muito por causa de sua universalidade. Mesmo que fatos utilizados ou o tema de seus romances sejam regionais o que a gente registra enquanto leitor é o sentimento humano e ele independe da língua que falamos ou do país em que moramos. Murakami diz não acreditar ser essencial jogar luz sobre as diferenças culturais. Sem dúvida a maneira de pensar ou de olhar uma paisagem está ligada a vivência cultural do individuo, mas a mensagem percebida é o que importa. Pela densidade de seus romances e também de temas que se desenvolvem paralelamente, eu imaginava que ele fazia planos e esqueminhas para escrever seus livros, do tipo número de personagens, seus perfis e bla bla. Não. Ele diz que começa a escrever as cegas e que não tem a menor idéia do que vai escrever quando inicia um novo romance. Eu me acreditava amador por escrever exatamente dessa maneira. Mas percebo que muitos escritores têm a mesma técnica, isto é, nenhuma, como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A ficção pode ajudar a revelar uma parcela da verdade.”&lt;br /&gt;Haruki Murakami.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-7963056138975753545?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/7963056138975753545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=7963056138975753545' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7963056138975753545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7963056138975753545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/02/ilustrada.html' title='ILUSTRADA'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-6473794806609976982</id><published>2011-02-13T18:48:00.001-02:00</published><updated>2011-02-13T18:49:55.362-02:00</updated><title type='text'>DIFERENTE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pode ser diferente. Essa foi a frase que entrou na minha cabeça hoje no decorrer do dia. Alguém a colocou suavemente dentro dela sem que eu me desse conta e eu a compreendi claramente. Você deve estar se perguntando do que eu estou falando, e eu vou te responder da seguinte forma: falo de uma certeza que não é palpável mas intuitiva, e porque as coisas mais importantes que aprendi durante a minha vida não aprendi por meio da razão, mas desse jeito perceptivo, recebi esse recado e o aceitei. Então respirei fundo. Tomei um banho para ir encontrar um amigo e ir ao cinema. Antes de sair liguei para minha amiga Lêda aí no Brasil que de alguma forma, sem saber que eu já havia escutado essa frase me repetiu a mesma coisa em outras palavras com sua voz doce e acolhedora. Desliguei e mais uma vez respirei fundo. Dessa vez mandei para dentro de mim essa certeza, para que todos os órgãos do meu corpo pudessem também registrá-la. Pronto. Está dentro de mim e assim será. Diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ver “O discurso do Rei”. Gostei e não gostei. Gostei de quase todo o elenco de atores, menos do sujeito que fez o Churchil, ah por favor, o que é aquele ser caricato e rígido? O filme tem algo de didático e indutivo que me incomoda bastante. Mas não o acho monótono nem chato, apesar de acreditar que teria sido possível contar a mesma história de um jeito menos caricatural. Gosto bastante do ator Colin Firth na pele do rei, ele já foi muito bem no “The single man” e contribui bastante para a credibilidade desse filme. Vale a sessão e o ingresso, mas não vale tanta indicação para Oscar (se isso ainda tem alguma importância para qualquer ser com um mínimo de senso crítico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem fui a um bar em Pigalle encontrar um amigo italiano que é professor de lingüística na universidade da Sardenha e que está de passagem por Paris. Marcamos de nos encontrar num bar bastante diferente de tudo o que já vi por aqui, o “Marluce et Lapin” que tem no fundo uma sala com uma cama onde as pessoas sentam e deitam enquanto conversam e bebem e onde a bebida custa bem menos do que em outro bares. Além de nós dois haviam mais três outras pessoas que formavam o grupo. O papo foi dos mais ecléticos, Marco é especialista em linguagem das canções da idade média, e um sujeito bem bacana para conversar, de humor refinado e nada formal, que ama um bom rock da pesada e toca guitarra num grupo chamado blue velvet. Em algum momento a conversa foi parar em Céline, escritor não apenas conhecido pela qualidade dos seus textos, mas também por suas idéias anti-semitas, além de ter sido acusado por Sartre de ter colaborado com os nazistas. Alguém no grupo se saiu com a seguinte idiotice: antes de julgar Céline deveriam ter julgado Gide pelos seus atos sodomitas e pedofilia. Na hora pensei “será que já bebi demais e o cara falou uma coisa e eu entendi outra?” Mas não. Ele havia falado essa bobagem expondo seu caráter preconceituoso e reacionário. Marco olhou para mim que olhei para ele, vi através dos meus olhos embaçados de raiva que o sangue do italiano estava na garganta e que o sujeito não teria chance. O que uma coisa tem a ver com a outra?, pensamos juntos enquanto nos olhávamos. Para ser breve: em poucos minutos e duas frases ele foi nocauteado. Oh Dio mio, vaffanculo!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-6473794806609976982?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/6473794806609976982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=6473794806609976982' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/6473794806609976982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/6473794806609976982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/02/diferente.html' title='DIFERENTE'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-462874806192293681</id><published>2011-02-11T21:06:00.005-02:00</published><updated>2011-02-11T21:18:38.121-02:00</updated><title type='text'>LOGO MAIS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ainda falta muito tempo até a primavera, mas hoje ela pareceu querer dizer “tô chegando, guenta aí que eu logo logo chego para iluminar a cidade”. A temperatura subiu, alcançou quase 15 graus à tarde, o céu estava azul, o sol deliciosamente agradável. Cafés lotados, gente chupando sorvete nas ruas e um número surpreendente de sorrisos desfilando pelas calçadas. No meio da tarde amigos me ligaram, fui até a Île de Saint Louis me encontrar com eles num Café, antes visitamos as barracas dos livreiros que ficam próximas ao instituto do mundo árabe. O mundo parecia mais leve, as pessoas mais falantes e mais dispostas, sei lá, alguma coisa estava no ar. Depois fiquei sabendo sobre a saída pela porta de serviço do Mubarak, um ditador maluco a menos, tínhamos que comemorar. Agora espero muito que os egípcios saibam conduzir a coisa com prudência e delicadeza para não acabar caindo nas mãos de outros ditadores ou malucos religiosos. Por enquanto parabéns para essa multidão que soube se aproveitar do momento e fazer valer a sua vontade. Aqui os jornais dizem que o povo nas ruas de Cairo gritava muito mais por comida e uma vida digna do que por liberdade política. Acredito. Quando a fome junta com a vontade de comer não tem ditador que consegue se segurar no poder. Conheço o Egito e quando estive em Cairo, mesmo sendo brasileiro e conhecendo a pobreza, me lembro de ter ficado impressionado com a miséria da maioria daquele povo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a style="font-family: trebuchet ms;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-nF9IDWtgmJE/TVXC3WkicVI/AAAAAAAAAT4/flkUPVo-hrA/s1600/IMG00020-20110211-1713%252C%2BAnne%2BFlore.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-nF9IDWtgmJE/TVXC3WkicVI/AAAAAAAAAT4/flkUPVo-hrA/s320/IMG00020-20110211-1713%252C%2BAnne%2BFlore.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572574370148282706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eu e Anne Flo, minha querida amiga, temperamental, humor afiadíssimo fazendo charminho porque não queria ser fotografada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Uma pergunta retorna sempre na minha cabeça: e Cuba? Quanto tempo ainda?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Só para lembrar voces, meu novo romance sai agora no primeiro semestre. Ele já está passando pela última revisão, feita não mais por mim, mas por alguém que não conhece o texto e tem olhos preparados para caçar possíveis incorreções. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: trebuchet ms;font-size:100%;" &gt;"Dissonantes" &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;é o nome dele e logo logo estará nas livrarias. Eu voltarei a falar dele.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-462874806192293681?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/462874806192293681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=462874806192293681' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/462874806192293681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/462874806192293681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/02/logo-mais.html' title='LOGO MAIS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-nF9IDWtgmJE/TVXC3WkicVI/AAAAAAAAAT4/flkUPVo-hrA/s72-c/IMG00020-20110211-1713%252C%2BAnne%2BFlore.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-3517551513436586450</id><published>2011-02-10T12:35:00.000-02:00</published><updated>2011-02-10T12:36:09.891-02:00</updated><title type='text'>PAPO CABEÇA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Já faz algum tempo que eu quero falar sobre Fauré. Antes de vir para cá ele fazia parte de um leque de compositores franceses que eu gostava, mas não tinha o hábito de escutá-lo. Gabriel Fauré é uma redescoberta de sentimentos para mim. Porque de alguma maneira sua música me leva para lugares que eu já havia estado emocionalmente. Todavia, os atropelos da vida de alguma forma foram me afastando dessas paisagens. Um amigo me chamou a atenção para a simplicidade disfarçada que a música de Fauré nos transmite. Eu a sinto contida e ampla ao mesmo tempo, generosa dentro das regras que o compositor lhe impôs, um verdadeiro diálogo entre desejos e quereres, possibilidades e impossibilidades. Seu réquiem, por exemplo, para soprano e barítono, com coro, órgão e orquestra em ré menor, opus 48, quando eu o escutei pela primeira vez a primeira coisa que me veio à cabeça foi pensar na morte como alívio e leveza, um desencarne menos complicado. Todos os outros réquiens que conheço vêm acompanhados de milhões de toneladas de pesares e dores. O de Fauré passa pelo impressionismo, comunga com a espiritualidade de uma maneira menos tensa. Se você quiser uma dica, eu recomendo um cd de 1963, gravado na Madeleine aqui em Paris, com ninguém menos que Fischer-Diskau e Victoria de Los Angeles. Ontem tive a oportunidade de ouvir esse réquiem na Salle Pleyel, com o barítono Matthias Goerne que eu conhecia cantando óperas e ainda não o havia visto apresentando uma obra sacra. Deu conta do recado, mas eu quero ouvi-lo cantando esse réquiem daqui uns 15 anos, quando ele tiver uns sessenta anos e sua voz tiver ganhado uma parede revestida de veludo. O maestro Paavo Järvi (regente fixo da sala) optou por uma interpretação um pouco mais melodiosa do réquiem, nada que conseguisse tirar a beleza dele, mas ainda prefiro a gravação de 63 com o maestro belga André Cluytens, mais cerimoniosa e menos levinha. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Já que o papo é cabeça, então aproveito para contar que revi “Da vida das marionetes” do Bergman outro dia. O mesmo bom filme de quando o vi pela primeira vez. Amor, loucura, sexo, desejo, traição, um caldeirão psicanalítico que cozinha durante mais de cem minutos e a gente nem percebe o tempo passar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O réquiem pede um bom vinho tinto, encoste o corpo na poltrona e boa viagem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Já o Bergman, qualquer um deles, uma boa dose dupla de whisky para botar a cabeça em ordem em seguida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-3517551513436586450?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/3517551513436586450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=3517551513436586450' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/3517551513436586450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/3517551513436586450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/02/papo-cabeca.html' title='PAPO CABEÇA'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-2598270192607803345</id><published>2011-02-06T09:13:00.004-02:00</published><updated>2011-02-06T17:29:12.598-02:00</updated><title type='text'>O BLOG DO LUCA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das primeiras pessoas que conheci logo que pus os pés na Sorbonne foi um ragazzo falante. com pinta de anarquista. Como que por uma seleção natural dentro daquela sala de aula repleta de estudantes, nós escolhemos o mesmo canto da classe para sentar. O diálogo foi rápido e a bem querência cresceu na mesma velocidade. Luca tem a metade da minha idade, mas de alguma forma eu sinto que ele tem o dobro de generosidade no coração. Além disso, ele tem uma imensa energia que mesmo nos momentos em que está em baixa continua irradiando vontades. Tornou-se um dos meus melhores amigos aqui. As vezes um bicho selvagem, com vontade de destruir o que está estruturado apenas pelo prazer de ter participado do quebra-quebra, mas na maior parte do tempo um sujeito em busca de paz. Luca resolveu ter seu próprio blog. Nele ele fala um pouco do que sente e também publica suas poesias. Eu linkei seu http://phoesis.blogspot.com/ na minha lista de blogs amigos logo abaixo do lado direito da página para que vocês também possam conhecê-lo. Bonne chance et auguri! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-2598270192607803345?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/2598270192607803345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=2598270192607803345' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2598270192607803345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2598270192607803345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/02/o-blog-do-luca.html' title='O BLOG DO LUCA'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-662700111915012825</id><published>2011-02-05T22:53:00.003-02:00</published><updated>2011-02-05T23:01:45.984-02:00</updated><title type='text'>LOOKING FOR</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fui no final da tarde ver um filme espanhol chamado “Tambien la lluvia”, da diretora Iciar Bollain. O filme tem como protagonistas Gael Garcia e Luis Tosar e conta a história de um diretor e de seu produtor (os dois atores respectivamente) que vão para Bolívia filmar a chegada dos espanhóis naquela terra há quinhentos anos. Um melange de Missões (lembra?) com Robert De Niro (que tem cenas inesquecíveis) e Babel. Quase bem feito, mas guarda um ranço de filme de esquerda engajada fazendo discursos onde de um lado estão os homens bons e do outro os ruins, os explorados e os exploradores, onde contexto histórico é ignorado porque o que conta é a intenção. E para contribuir no final o roteirista (o britânico Paul Laverty) esqueceu de que ele não havia contado para a gente onde o mocinho estava e ele aparece do nada para agradecer a ajuda dada pelo vilão. Não adianta, a história por mais fictícia que seja tem que ser crível e não pode nos levar a pensar coisas do tipo, “mas como ele sabia que o sujeito estaria ali naquela hora?” Então fui obrigado a fazer a pergunta “o que é isso companheiro, além de totalmente bom e justo e cheio de ideais você também é vidente?” E o filme acabou. Não saí totalmente insatisfeito, mas poderia ter sido melhor. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fui com Collete, uma amiga jornalista americana que estuda comigo e em seguida nos juntamos a mais dois amigos num restaurante popular bon marche avec une bonne cuisine lá no quartier  Nation. Nesse bairro testemunha de milhares de cabeças que rolaram no decorrer da revolução francesa, hoje pode-se comer muito bem. Mesmo com a mesa reservada tivemos que esperar uns vinte minutos por ela. Na segunda garrafa de vinho o assunto desceu a ladeira e empacou em relacionamentos. Ah mas eu adoro falar sobre isso e posso passar a noite fazendo análises profundas. O sonho do grande amor redentor que virá para eliminar todas as nossas infelicidades está presente em 99,9% das pessoas que conheço, o 0,1% que ficou de fora fica por conta dos que se esforçam para me fazer acreditar que não estão nem aí para isso. Lógico que esses 99,9% fazem um discurso super-consciente de que sabem que não é assim, que a coisa é mais complexa, mas no fundo, o que eles esperam é encontrar alguém que os tire da lama onde se sentem atolados. Eu me incluo nesses 99,9% de sonhadores. E não venha me dizer o contrário, que eu não estou a fim de acreditar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Falando nisso, vi um dia desses um programa que falava de um site de relacionamentos que está fazendo sucesso há algum tempo aqui na França. O site é dirigido para o público rural solitário. Explico. Gente do campo, que por algum motivo está só, envelheceu solteiro/a ou enviuvou, que é trabalhador rural ou mesmo proprietário de pequenas fazendas e que não consegue encontrar um/a parceiro/a que queira dividir não só a cama mas também os afazeres do campo. Interessante. Não apenas os perfis, mas os tipos que aceitaram se expor e falar sobre seus desejos e insatisfações. Infelizmente eu não sei tirar leite de vaca nem tosar ovelha, mas posso afirmar que me senti tentado. Profiter (aproveitar-se de algo) é um dos verbos mais usados aqui nessa terra, o problema é que dentro da lista de solitários a gente não encontra o proprietário de um chateau com um belo vinhedo na Borgonha,  a maioria dos solitários continua aqui em Paris contando bateau mouche no rio sena. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Paris tem características próprias no quesito solitários a procura de. Todo mundo procura, todo mundo se acha, mas todo mundo continua procurando mesmo assim. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-662700111915012825?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/662700111915012825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=662700111915012825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/662700111915012825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/662700111915012825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/02/looking-for.html' title='LOOKING FOR'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-1449477210833865063</id><published>2011-02-04T15:45:00.002-02:00</published><updated>2011-02-05T08:06:57.184-02:00</updated><title type='text'>MÁSCARAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Na quarta feira depois de ouvir a 6a sinfonia de Chostakovitch na Pleyel peguei um ônibus para ir jantar na casa de um amigo. O ponto fica logo ao lado da sala de concertos e os freqüentadores dela se aglomeram a espera do ônibus e também para serem os primeiros a entrar e encontrar um assento livre. O ônibus nos levaria ao 16éme, bairro considerado um dos melhores para se morar logo antes do Bois de Boulogne, e a maiorida dos passageiros é composta por senhores e senhoras muito bem vestidos que perdem a compostura na briga por uma cadeirinha livre. É interessante observar o comportamento dessa gente que se considera muito chique e que acabou de sair de uma sala de concertos. Você supõe que eles saberiam ser gentis em qualquer situação, mas basta arranhar um pouco a pele de porcelana  que cobre os seus rostos que o barro aparece. No meio do trajeto um rapaz negro com um rosto muito bonito e a cabeça raspada, vestindo um casaco de pele pesadíííííííííssimo juntou-se a nós no trajeto.  Na primeira oportunidade ele se sentou e começou a se maquiar. Imaginei que aquele seria o caminho para o seu trabalho. O bois de boulogne é conhecido pelos rapazes que se prostituem e os travestis (dizem, na quase totalidade brasileiros) que lá fazem de seu corpo um instrumento de trabalho. Acompanhei a transformação do rapaz durante o tempo em que viajei com ele até o meu destino. Não consegui controlar minha curiosidade e desviar os olhos. A tranqüilidade e a técnica utilizada não eram páreo para a elegância de suas mãos ágeis com pincéis, baton e sei lá mais o que. Fui encantado por seus movimentos. Acho ainda que ele sentia um enorme prazer em perceber que estava sendo observado e se exibiu com maestria para todos os outros passageiros. Com a ajuda de um pequeno espelhinho, em minutos ele se transformou e ficou pronto para o expediente noturno. Desci do ônibus alguns pontos antes do bois de boulogne e não pude ver como ele ficou quando colocou a peruca que ele manteve equilibrada sobre as coxas enquanto se maquiava. Pena. Assisti-lo me levou de volta a alguns camarins de teatro que pude freqüentar quando fiz a documentação fotográfica teatral para o Centro Cultural de São Paulo. A mutação de uma persona para outra é fascinante e desde sempre me instigou. Sempre gostei de ver palhaços se pintarem e depois assumirem aquele papel bufo e ao mesmo tempo trágico. Outro dia vendo um documentário sobre Placido Domingo no papel de palhaço na ópera Il Pagliaci, me emocionei com a cena final em que ele se borra todo enquanto quanta sua tragédia e seu rosto se desfigura. Já em Veneza as máscaras me assustam. Alguma coisa naquelas máscaras congeladas me amedronta, tem algo de morte nos rostos duros, uma frieza forjada que me faz lembrar o tempo todo que por trás delas há outras máscaras. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-1449477210833865063?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/1449477210833865063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=1449477210833865063' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/1449477210833865063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/1449477210833865063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/02/mascaras.html' title='MÁSCARAS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-7028104744398734949</id><published>2011-02-01T20:00:00.007-02:00</published><updated>2011-02-01T20:45:14.058-02:00</updated><title type='text'>EU NÃO POSSO TE DAR O QUE VOCE QUER , MOI NON PLUS</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não posso te dar o que você quer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não posso te amar como você me ama.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não posso ser o que quero ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não posso ser o que você quer que eu seja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não posso sentir o que sinto por você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não posso sentir o que você sente por mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não posso te amar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não posso me amar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não posso te dar o que você ama.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não posso amar o que você quer me dar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não posso sentir o que você é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não posso sentir o que sou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu não posso ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você não é. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você não pode amar o que eu tenho para te dar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você não pode receber o que eu tenho para te dar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você não pode me amar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você não pode sentir o que eu sinto por você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você não pode ser o que eu gostaria que você fosse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você não pode ser o que gostaria de ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você não pode me amar como eu te amo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você não pode me dar o que quero.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você não é o que eu quero.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Você não é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Je ne peux pas t'aimer comme tu m'aimes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Je ne peux pas être ce que je veux être. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Je ne peux pas être ce que tu veux que je sois. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Je ne peux pas sentir ce que tu ressens pour moi. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Je ne peux pas t'aimer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Je ne peux pas te donner ce que t'aime.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Je ne peux pas te donner ce que tu veux &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Je ne peux pas aimer ce que tu veux me donner. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Je ne peux pas ressentir ce que tu es. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Je ne peux pas ressentir ce que je suis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Je ne peux pas être. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tu n'es pas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tu ne peux pas aimer ce que je te donne. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tu ne peux pas recevoir ce que je veux te donner. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tu ne peux pas m'aimer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tu ne peux pas sentir ce que je ressens pour toi. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tu ne peux pas être ce que je veux que tu sois. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tu ne peux pas être ce que tu voudrais être. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tu ne peux pas m'aimer comme je t'aime. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tu ne peux pas me donner ce que je veux. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tu n'es pas celui que je voudrais que tu sois. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tu n'es pas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-7028104744398734949?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/7028104744398734949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=7028104744398734949' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7028104744398734949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7028104744398734949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/02/blitz.html' title='EU NÃO POSSO TE DAR O QUE VOCE QUER , MOI NON PLUS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-6429314259072250317</id><published>2011-01-31T20:54:00.002-02:00</published><updated>2011-01-31T21:06:53.123-02:00</updated><title type='text'>O GATO NEGRO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;No sábado passando em frente a um Café próximo ao teatro do Chatelet notei um pequeno souris (um camundongo marronzinho e pequeno) encostado na porta de vidro de um café. Ele aguardava uma oportunidade para entrar despercebido e se proteger do frio que fazia do lado de fora. O nome do Café não podia ser mais trágico: le chat noir (o gato negro). Na hora pensei na tragicomédia que a imagem representava. O coitado do souris entrando na casa do gato negro pensando que lá estaria protegido quando seu fim provavelmente seria só uma questão de tempo. Eu disse provavelmente porque ele poderia escapar de seu destino, mas a probabilidade dele se cumprir comme il faut é muito maior. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Escapar do seu destino? Eu pensei isso e continuei a caminhar e a caminhar e a caminhar. Destino. Sempre liguei essa palavra ao conformismo. Mas de uns tempos para cá consigo imaginá-la como um fado. Um fio condutor, uma porta de vidro que vai se abrir.  Será que a gente vai moldando nossa vida inconscientemente para que ela no fim se transforme naquilo que de qualquer forma ela teria se transformado sem a nossa interferência? As vezes tenho a impressão de que sim. É isso. Não faça nada e as coisas acontecerão. Outras vezes penso que tenho que fazer algo para que outros algos aconteçam. Faço e desfaço e as coisas acontecem como devem acontecer. Talvez o destino seja não saber e a ignorância seja o que nos faz continuar a tentar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Conversando com um amigo dos mais racionais, ele me surpreendeu com a seguinte observação: veja as coisas de um outro ângulo, acredite que quando as coisas não acontecem como você quer há motivos para que isso não aconteça. Lá na frente você vai olhar para trás e dizer ainda bem que tal coisa não aconteceu porque eu estaria infeliz hoje. Bom. Pode ser. Quem sabe. Dá para se sentir mais confortável pensando assim, mas é um conforto por conveniência também, que vem com um gostinho de frustração.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Estaria o gato negro de braços abertos a minha espera? O problema talvez seja a porta de vidro. O reflexo. Do lado de fora, só consigo ver a minha própria imagem.   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-6429314259072250317?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/6429314259072250317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=6429314259072250317' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/6429314259072250317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/6429314259072250317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/01/o-gato-negro.html' title='O GATO NEGRO'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-1782061778533516907</id><published>2011-01-29T18:02:00.002-02:00</published><updated>2011-01-29T18:11:00.094-02:00</updated><title type='text'>UM MECENAS POR FAVOR</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:100%;" &gt;Faz muito frio hoje em Paris. Passei a manhã em casa lendo, limpando, cozinhando e depois do almoço fui ver a exposição “O tesouro dos médicis” no musée Maillol que fica na Rue de Grenelle, no 7éme arrondissement. Fui a pé daqui de St Paul e voltei a pé. Frio de doer os ossos. A exposição é uma beleza. Rica na variedade de objetos e telas expostos, com textos explicativos sobre a origem de todo o patrimônio dessa família de banqueiros florentinos que “reinou” através de várias gerações. Ultrapassaram os limites territoriais florentinos, deram duas rainhas para a França (tornaram-se rainhas em razão do falecimento de seus maridos reis franceses Maria e Catarina), dois papas, Leo X e Clemente VII, este último mecenas de Michelangelo. Bota história e riqueza nisso. Mas o que impressiona é a veia do mecenato, que atravessou as gerações dos médicis, o interesse pelo belo e pela arte, o olhar para o futuro, para a preservação cultural. Alguém poderia ter a idéia de fazer um tipo de transfusão genética e botar um pouco do gen dos Médicis no dna de muita família bilionária no Brasil. Um pouco menos do que está sobrando nos bancos e mais dinheiro para escritores e outros artistas em geral. Eu sou candidato, preciso urgente de um mecenas. Bom. Voltando para a  terra e para a exposição. Ela tem um problema. O espaço escolhido para mostrá-la. O musée Maillol tem um salão no térreo que já não é muito grande, e quando você chega no primeiro andar, onde a exposição continua, o problema se agrava. As salas são pequenas e divididas e falta espaço não apenas porque havia a França inteira hoje a tarde lá dentro, mas também porque você precisa de distanciamento para poder enxergar algumas obras. Mas melhor lá do que não vê-la. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:100%;" &gt;Na fila para comprar os bilhetes, do lado de fora, uma mãe e seus dois filhos adolescentes se posicionaram atrás de mim. O garoto que devia ter aproximadamente uns 14 anos havia tirado o dia para encher o saco da sua irmã. A menina, mais nova que ele, reclamava com a mãe  não paenas do irmão mas de “cette merde d’exposition” que ela não queria ver. A mãe falava no celular histericamente com o marido, insisitndo para que ele viesse de carro porque ela não queria pegar o metro para voltar para casa (viu só, cabeça de classe média é globalizada). O irmão então engrossou a voz e começou a imitar um desses narradores de programas de arte, dizendo mais ou menos o seguinte: bienvenu a exposição dos médices no museu maillol, esta é a exposição mais longa da história das exposições, você precisará de aproximadamente um mês, vinte dias e 12 horas para conclui-la, se for menor e se chamar Marie (esse o nome de sua irmã) terá que revisitá-la já que não tem cérebro suficientemente desenvolvido para comprender o que vai ver... Foi o divertimento para os que esperavam no frio para comprar o bilhete. De vez em quando, mas muito raramente, aborrecentes podem ser engraçados, na maior parte do tempo são um saco. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-1782061778533516907?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/1782061778533516907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=1782061778533516907' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/1782061778533516907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/1782061778533516907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/01/um-mecenas-por-favor.html' title='UM MECENAS POR FAVOR'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-8048677658713498287</id><published>2011-01-27T09:56:00.004-02:00</published><updated>2011-01-27T10:02:07.434-02:00</updated><title type='text'>DIÁLOGO ENTRE INVISÍVEIS</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Logo no início da Rue Monge, onde ela se encontra com a Rue Saint-Victor tem uma igreja que se chama Saint Nicolas du Chardonnet. Ontem no final da tarde voltando da Sorbonne, onde passei para tomar um café com amigos e me divertir com as histórias desagradáveis que somos obrigados a experimentar ao passar pela secretaria da universidade para refazer a (re)inscrição de algumas matérias, resolvi entrar para acender uma vela pela minha alma que se sentia bastante desgastada. Caos não é a palavra para descrever o sistema que os franceses (que se dizem cartesianos) criaram para administrar o reinício dos cursos. E aquela secretarinha delicada de pernas finas e barriga sobressalente está lá disposta para te (des)orientar e agredir verbalmente, mas você não deve se exaltar, já que ela será sua “parceira” para assuntos administrativos o resto do ano. Quase o mesmo que ser obrigado a dormir com uma sucuri. Mas, retornando ao assunto do início deste texto, minha visita a igreja. Quando entrei o organista fazia seus exercícios e estudava. Escolhi um lugar e sentei para escutá-lo. Depois de alguns minutos um sujeito passou e me entregou uma filipeta com os horários das missas e outras informações. Assim descobri que as sextas feiras as 7:45 tem uma missa que é oferecida as almas que estão no purgatório. Foi então que comecei a me perguntar ainda lá dentro e com o som do órgão invadindo os meus ouvidos se era a minha alma que estava precisando de luz ou o meu espírito. Segundo São Paulo a alma está diretamente ligada a nossa sensibilidade e conseqüentemente ao nosso corpo (material), e o espírito seria nossa inteligência e a nossa vontade (imaterial). Assim quando sofremos ou nos alegramos podemos sentir no corpo essas dores ou prazeres e a inteligência e a vontade seriam como uma entidade independente. Não pesquisei para saber como ele chegou a essa conclusão. De qualquer forma acredito que uma coisa deve interferir na outra. Logo que a alma é afetada a inteligência e a vontade são ativadas e o contrário também deve ser verdadeiro, pelo menos é assim que acontece comigo. Não deve existir uma hierarquia entre elas, a inteligência não é melhor do que a sensibilidade ou vice versa. Talvez a inteligência se sinta mais poderosa, já que é (quase) sempre ela que dá a última palavra e não deixa a alma se perder. O ideal seria que elas funcionassem juntas, porque o tempo todo tanto a alma como o espírito estão sendo estimulados. Acabei acendendo duas velas, uma para a minha alma e outra para o meu espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas informações sobre essa igreja. O nome Chardonnet vem da palavra chardon que quer dizer cardo em português, uma planta, espécie de cactus que era usada no trato com os lençóis, havia uma grande plantação no lugar onde a igreja foi fundada ainda no século 13. Ela começou como capela, para os habitantes que moravam na rive gauche, passou por inúmeras reformas, foi vendida, recomprada, fechada durante a revolução e novamente reintegrada a comunidade. O órgão da igreja veio de uma outra igreja chamada “santos inocentes” por volta do final do século 18. O som é maravilhoso. Se passarem por aqui vale uma visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A missa para as almas do purgatório vai ter que esperar um pouco para contar com a minha presença, ainda não cheguei lá.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-8048677658713498287?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/8048677658713498287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=8048677658713498287' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8048677658713498287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8048677658713498287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/01/dialogo-entre-invisiveis.html' title='DIÁLOGO ENTRE INVISÍVEIS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-220688826620287807</id><published>2011-01-25T20:54:00.002-02:00</published><updated>2011-01-25T21:30:39.788-02:00</updated><title type='text'>O QUE VIM PROCURAR</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nunca esqueceram de me buscar na escola. Um dia fiquei esperando muito tempo até que minha mãe veio me buscar. Ela não havia me esquecido, havia se atrasado. Lembro-me que sentei nas escadarias da igreja com minha mochila e a esperei. Enquanto as outras crianças continuavam ali ao meu lado eu não senti o tempo passar, mas assim que elas foram indo embora a sensação de ansiedade tornou-se muito forte. Lembro-me que a escadaria repentinamente ampliou-se, tomou proporções gigantescas aumentando minha sensação de vulnerabilidade, bem como o dia tornou-se cinza e uma sensação de frio tomou conta do meu corpo. Quando minha mãe chegou todas essas sensações deram lugar a uma birra infantil, cheia de reclamações, mas eu sabia que ela não havia feito de propósito. O trabalho, o trânsito, eu não sei agora o que motivou o atraso, mas eu sabia que ela também se sentia mal por estar chegando fora do horário que costumava vir me buscar. Desculpou-se. Passou. Esqueci-me desse dia. Até hoje. Não por acaso. Mas veio a calhar. O dia. O céu. As proporções gigantescas que a cidade repentinamente assumiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou ainda um garotinho a espera de resgate. O registro daquela ansiedade e a angústia da espera ficaram no disco rígido do meu cérebro. Espero. Sentadinho. Hoje não mais na escadaria da igreja da escola, mas em outras escadarias, em cima de pontes, nas esquinas, nos bares, nos café, dentro do metrô, até caminhando eu espero. Que outras mães venham me buscar. Que me resgatem. Farei birra. E as desculparei pelo atraso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o certo pode vir travestido de errado e se o errado pode ter a aparência do certo, ah isso eu não sei. Não sei ver o que está por trás do detrás. Não sei discernir o certo do errado e o errado do certo. Sei tanta coisa e sei tão pouco ao mesmo tempo. O pouco e o muito nessas horas não servem para nada. Não consigo pesar, não consigo quantificar. Consigo dizer que é pouco. Porque quero mais. E que é muito. Porque quero menos do que está sobrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas passo rápido do garoto que espera para o velho que imigra. Sou um velho imigrante. Sou eternamente meus avós. Viajo de um lugar para outro. Fugindo da morte, a procura de um refúgio. De-dentro-de-mim-para-fora-e-de-fora-de-mim-para-dentro. Procuro terra firme para ancorar. Encontro. Desembarco. Mas ai de mim que por excesso de imaginação e entusiasmo  pensa agora poder ficar e caminhar em terra firme. Encontrar o que vim procurar. Tenho uma senha. Posso sentir o gosto do sal da pele. Tenho outra senha. Posso sentir o cheiro do corpo e pensar que ele pode ser meu. Penetro esses corpos como penetro as ruas dessa terra firme. Eles são meus. Eu os imagino conhecer. Logo o sentimento de permanência me arrebata. Mas a buzina do navio. A buzina do navio está sempre a me avisar. Terra firme não é para você meu caro. Terra firme é só um lugar de passagem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-220688826620287807?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/220688826620287807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=220688826620287807' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/220688826620287807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/220688826620287807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/01/o-som-da-sirene.html' title='O QUE VIM PROCURAR'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-7012790016503521441</id><published>2011-01-23T19:35:00.002-02:00</published><updated>2011-01-23T19:43:21.677-02:00</updated><title type='text'>PARA ELE EU NÃO TIRARIA APENAS O CHAPÉU</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Vou ser obrigado a falar de Richard Strauss. Com o maior prazer, porque é um dos meus compositores preferidos. Por favor, Richard Strauss. Parto do pressuposto de que meus leitores sabem que não é o Strauss das valsas, é o Strauss de “Salomé”, de “A mulher sem sombra”, de “Cavaleiro das Rosas”, de Elektra, nada a ver com Viena, nada a ver com a família Strauss e todos os seus Johann e Josefs austríacos rodopiando junto com a Sissi. Então vamos a Salle Pleyel hoje às 4 da tarde. No programa primeiro ato, Salomé (apenas o trecho da dança dos sete véus) e logo em seguida “Die vier letzte lieder”, as quatro últimas canções que ele compôs, depois da pausa “Uma vida de herói”. Descobri por acaso. Hoje no final da manhã quando começava a entrar naquele estado pré-depressivo que costumo ter aos domingos e fico meio anestesiado, pensando em círculos obsessivamente sobre o tema atual da minha vida. Pode ser o que for, pensarei em círculos e obsessivamente. A salvação foi ter começado a fuçar o que poderia fazer no período da tarde, numa tentativa de me ajudar a me salvar de mim mesmo.Caí no site da Salle Pleyel e li que hoje Strauss estaria no programa. Liguei. O mocinho gentil/frio/frio/gentil me disse que os ingressos estavam esgotados. Não faça isso comigo, porque é aí que eu começo a querer. Principalmente nesses dias de cão, em que sou de uma aridez desértica. Não diga não para mim. Não me negue água. Mas ele disse. Não. E eu fui para lá as 14:00 porque queria a todo custo ouvir as quatro canções para acabar de me acabar. Cheguei lá e havia uma pequena fila com quatro pessoas que esperavam pelo mesmo que eu, isto é, que alguém desistisse de última hora para que eles pudessem entrar. Um senhor e três senhorinhas. Deu três horas, a fila já saía do hall de entrada e invadia a calçada. Depois das três e quinze eu comecei a pensar que a coisa não ia dar certo. Até que através dos vidros da Salle Pleyel vi um senhor estacionar o seu carro do lado de fora e saltar dele com dois bilhetes na mão com cara de quem procurava compradores. Sai imediatamente da fila e o abordei ainda na calçada. Sim ele queria vender e acreditem, por apenas 10 euros, lugar privilegiado, balcão, fila c.   Comprei os dois, chamei o senhor que estava na fila e vendi o outro para ele. Estava com bode da velhinha que num momento de distração se enfiou na minha frente e tomou o meu lugar na fila com a maior cara de pau. Aliás, cara de pau é o que não falta por aqui, mas vamos deixar isso para outro dia. Entrei, o concerto começou, eu fechei os olhos e só abri quando ouvi os aplausos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Strauss compôs essas canções pouco antes de morrer. Apenas alguns meses antes. As três primeiras receberam os poemas de Hermann Hesse e a última “Abendrot”, um poema de Joseph von Eichendorff. Strauss com já 85 anos, exilado na Suíssa, fez necessariamente uma viagem dentro de si mesmo, uma progressão temporal senão não teria sido possível compor o que ele compôs. Quanta riqueza de sons e acordes que te levam para um outro lugar enquanto ouvinte. Durante a audição sou um monte de carne e osso e emoção. Não raciocino. Não penso em nada. Apenas sinto. Algo que deveria fazer mais e mais. A natureza completa está lá dentro, o homem, o amor, o tempo que passou e não pode ser resgatado, o sol que se põe lentamente, como nossas vidas seguem rumo ao fim. Por mim hoje o mundo poderia ter acabado. Acho difícil reproduzir tanta beleza. Sem ser óbvio, sem ser apelativo. E a voz da soprano polonesa Iwona Sobotka (eu não a conhecia) não me decepcionou. Tenho algumas gravações dessas canções, Sutherland, Jessie Norman, até Lucia Popp que, apesar da voz considerada “menor” que a das outras duas, está perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei a pé para casa. Oui, à pied. Do final da Faubourg Saint Honoré até aqui em casa no Marais. Não sei quantos quilômetros, mas é uma caminhada e tanto. A cidade te abraça e fala venha, caminhe, ande, dane-se o frio, dane-se a distância. É isso uma das coisas que mais me atrai nessa cidade. O desenho dela foi feito sob medida para cada um de nós. Avenidas, ruas e calçadas, de cada uma delas você ainda tem o direito de apreciar o céu. Graças a Haussmann. Poucas cidades no mundo te oferecem o que Paris oferece nesse sentido. A cidade e o cidadão em perfeita sintonia. Cansou, entre num café. Descansou, saia e continue a caminhar. Dessa vez Strauss veio comigo. Na cabeça: “wir sind durch not und freude gegangen,  hand in hand”- caminhamos na tristeza e na alegria, de mãos dadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-7012790016503521441?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/7012790016503521441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=7012790016503521441' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7012790016503521441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7012790016503521441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/01/para-ele-eu-nao-tiraria-apenas-o-chapeu.html' title='PARA ELE EU NÃO TIRARIA APENAS O CHAPÉU'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-900435355955060871</id><published>2011-01-21T18:08:00.002-02:00</published><updated>2011-01-21T18:16:41.583-02:00</updated><title type='text'>VISTO DO LADO DE CÁ</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Gostei muito do último filme do Clint Eastwood. Aqui ele saiu com o nome “Au Dela”, título bem parecido com o brasileiro “Além da vida”. Ainda no campo da realização do filme, sem entrar no mérito do tema, roteiro, direção, imagens, cortes nas cenas, construção da história, eu o classificaria como um dos seus melhores filmes. Impecável costura de todas essas qualidades no tempo certo. Você respira, porque o filme te convida a respirar no mesmo ritmo em que ele foi feito, e passa a ser mais um dos que querem saber o que os que estão do lado de lá têm para contar. Memorável a cena inicial do tsunami. As coisas vão se encaixando como um quebra cabeça, devagar e quase por acaso. Agora no campo da história. Crença, religião, não sei como você vê ou se acredita que algumas poucas pessoas têm o dom de falar com os mortos ou prever o futuro. Eu às vezes acredito e às vezes não acredito. Na maior parte do tempo eu desconfio. Mas também já vivi histórias que não poderia descrever como puro acaso. Não vamos saber. Nunca. E talvez nem depois de morrer, já que de acordo com muita gente, talvez não exista mais nada, a gente volta para o pó de onde nascemos e ponto final. Porque aprendemos a só acreditar naquilo que podemos provar ou ver, tudo o que disser respeito a sentir, a gente desconfia.  Mesmo que a intuição seja forte, desconfiamos dela. E o filme do jeito que é contado tem o mérito de expor exatamente isso. Não é neutro, mas também não é apelativo. E eu fiquei pensando que é difícil fazer um filme com esse tema sem fazer as coisas se encaixarem e chegarem ao final do jeito que ele chega. Por que não? Vá e confira você mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-900435355955060871?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/900435355955060871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=900435355955060871' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/900435355955060871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/900435355955060871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/01/visto-do-lado-de-ca.html' title='VISTO DO LADO DE CÁ'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-4791518319354346582</id><published>2011-01-18T20:46:00.002-02:00</published><updated>2011-01-19T08:06:42.358-02:00</updated><title type='text'>VIDA SOCIAL</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Uma amiga brasileira me convidou para uma roda de samba. É. Ela me conhece bem. Uma roda de samba em Paris. Num bar logo atrás da Bastilha. Devo ter olhado para ela com cara de quem viu uma assombração. Ela disparou a rir. Sou doente do pé e não trouxe minha camiseta regatas. Não vou nem amarrado. Prefiro ser guilhotinado na Bastilha a ir a uma roda de samba. Está me achando besta ou esnobe? Não estou nem aí, só de imaginar me dá arrepios em todo o corpo.  Essas discussões podem ir longe. O que sei é que quase todo mundo que conheço e que se diz democrático adora ditar regras, e porque não gosto de pagode ou coisa parecida recebo imediatamente um carimbo na testa. Ora, ora. Eu não prego a eliminação de uma coisa para fazer o meu gosto prevalecer. Tem lugar para todo mundo na copa dessa árvore, meu galho não está nem acima nem abaixo do seu, está onde deveria estar e eu escolhi para me sentar e apreciar a vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei um livro bem adorável casualmente num sebo, chama-se “Je meurs d’amour pour toi...” e conta a história de Isabelle de Bourbon-Parme que era neta do LuisXV de um lado e do rei Philip V da Espanha. Na verdade o livro revela as cartas que ela escreveu a sua cunhada arquiduquesa Marie-Christine irmã de seu marido o imperador Joseph II da Áustria. São cartas de amor. Não apenas lindas, mas também servem de registro do cotidiano. As duas se apaixonaram a primeira vista. A infeliz casou-se com o imperador austríaco quando na verdade tudo o que queria era ficar com a cunhada. Isabelle era inteligentíssima e para a época fora dos padrões de comportamento e inteligência. Morreu aos 22 anos. O histórico de seus antepassados é pesado, as figuras masculinas eram muito frágeis, pai deprimido e dominado pela mãe, avô obsessivo sexual. Já as figuras femininas eram as que seguravam a onda, equilibradas mesmo que mandonas por parte da família espanhola. Alguém podia pensar em fazer um filme com o material. Preço do meu prazer, 1 euro. De vez em quando é barato ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado fui jantar na casa de uma outra amiga. Anne-fleur, original da Normandia, linda, branquinha como a branca de neve e olhos verdes/azuis claríssimos. Ela mora na Defense com seu lover e um gato lindo chamado Yumi. Esse centro financeiro relativamente novo de Paris fica na última estação da linha 1 do metrô, você sai da estação e dá de cara com o arco moderno que faz um jogo em linha com a pirâmide do Louvre. O espaço é generoso e durante o dia muito movimentado, mas a noite vira um deserto. O prédio onde ela mora fica distante algumas centenas de metros do arco e a vista da sua sala é La grande Arché iluminada. Anne-flora ou Anne-flo ou Flo para os íntimos, caprichou na cozinha. Pequenas especialidades, só de imaginar os champignons farcis que ela nos preparou já fico com água na boca e vontade de voltar. Mas mesmo que la Defense, possa ter ajudado a preservar o patrimônio histórico de Paris indo se instalar lá longe, ficou um lugar esquisito, meio fantasma, meio subúrbio de luxo, como passear a noite na avenida Berrini (para quem conhece São Paulo). A tal da roda de samba cairia como uma luva na região. Animar na marra aquele deserto. Consigo até imaginar as barraquinhas de pernil e cerveja se espalhando pelos arredores. Oh meu Deus, por que não pensaram nisso antes?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-4791518319354346582?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/4791518319354346582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=4791518319354346582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/4791518319354346582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/4791518319354346582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/01/vida-social.html' title='VIDA SOCIAL'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-9200376484221070528</id><published>2011-01-14T17:49:00.006-02:00</published><updated>2011-01-14T17:56:13.659-02:00</updated><title type='text'>AS EXPOSIÇÕES E O QUE A GENTE QUER VER</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Morar em Paris e não ir a exposições é o mesmo que ir ao Rio e não ir a praia, ou ainda passar por uma feira em São Paulo e não comer um pastel. Tem sempre uma logo na esquina de onde você estiver te convidando para entrar. Basta entrar (pagando antes, lógico). Então vamos lá. Vamos para elas. A do fotógrafo Kertèsz que está acontecendo no Jeu de Paume é uma excelente oportunidade para conhecer sua produção desde o comecinho da vida dele. Suas primeiras fotos, desde antes da primeira guerra que ele foi obrigado a participar e voltou ferido, estão lá e nos mostram com precisão a evolução de sua carreira. Os estudos, a comunicação com os artistas da época, o movimento surrealista, a fase das fotos distorcidas, a de Nova York (minhas preferidas), as revistas e etc...&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_wrvMkWDhnKg/TTCpGZ07ACI/AAAAAAAAATc/UjjpLYrVzrc/s1600/kertesz%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 100px; height: 78px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_wrvMkWDhnKg/TTCpGZ07ACI/AAAAAAAAATc/UjjpLYrVzrc/s320/kertesz%2B1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562131467279728674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Até o belíssimo filme no final da exposição que mostra ele em Paris novamente, cidade que o revelou para o mundo. Lógico que tem fotos que eu não admiro, mas não é isso o que está em questão, as fotos não estão lá somente para serem apreciadas, mas também para nos dizer que o que foi feito serviu para outros propósitos e para outros fotógrafos evoluírem. Logo no começo uma quantidade excessiva de fotografias em tamanho muito pequeno nos exaure.O problema todo (ou talvez uma postura positiva importante) é que a gente vai sempre a uma exposição com a expectativa aguçada e com vontade de gostar dela. Dificilmente a gente chega neutro no espaço. Afinal foi uma escolha e não uma imposição ir a tal exposição. E em alguns casos precisa se refazer logo depois de alguns minutos porque não está vendo o que esperava ver. Na exposição do Mondrian que acontece no Pompidou, entrei animado e fui murchando com o passar do tempo.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_wrvMkWDhnKg/TTCp0_YA2uI/AAAAAAAAATk/pPq2BPsBEEE/s1600/Mondrian.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 125px; height: 94px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_wrvMkWDhnKg/TTCp0_YA2uI/AAAAAAAAATk/pPq2BPsBEEE/s320/Mondrian.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562132267633007330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mondrian não conseguiu me emocionar desde o início, e tem esse lado decoração em tudo o que ele fez que não me atrai e que contribui (no meu caso) para não conseguir valorizar a obra talvez como ela deva ser valorizada. Acompanham os trabalhos do Mondrian algumas obras de outros artistas holandeses que por vezes me pareceram muito mais interessantes do que a do próprio artista. O que fazer? Apertar o passo. Rápido, rápido, caminhar entre as obras ansioso para passar pelas salas e ir ainda mais rápido ver o acervo permanente do Pompidou que é repleto de arte contemporânea do tipo que alimenta os olhos e a alma. Ai que alívio. Está todo mundo lá. Você pode até não gostar de algumas delas, mas elas não te olham com indiferença decorativa do tipo, “vim para decorar esse canto da sala”, não, elas exigem que você as observe atentamente, te agridem, te amam, te mandam pensar antes de fazer algum comentário. Ok. Pode sair agora.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-9200376484221070528?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/9200376484221070528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=9200376484221070528' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/9200376484221070528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/9200376484221070528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/01/as-exposicoes-e-o-que-gente-quer-ver.html' title='AS EXPOSIÇÕES E O QUE A GENTE QUER VER'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wrvMkWDhnKg/TTCpGZ07ACI/AAAAAAAAATc/UjjpLYrVzrc/s72-c/kertesz%2B1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-9039996710585126724</id><published>2011-01-12T10:52:00.001-02:00</published><updated>2011-01-13T10:44:39.217-02:00</updated><title type='text'>"SOMEWHERE"</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;“Somewhere” de Sofia Coppola é um belo filme. Se quisesse resumi-lo apenas a impressão superficial eu diria que ele conta a história de uma ator hollywoodiano, Johnny Marco, interpretado por Stephen Dorff que está naquele momento de vida em que o sucesso o entedia e a depressão começa a bater a porta. Mas o filme é muito mais do que isso. É também a história de aproximação entre pai e filha, no filme interpretada pela garota Elle Flanning, menina novata em quem podemos fazer apostas. Num intervalo entre as orgias e as depressões do pai ela aparece no Motel Chateau Marmont, onde ele está hospedado, deixada pela mãe. O universo solitário e mundano do pai - o sexo fácil e por isso mesmo de dar sono a cada nova tentativa, tomar consciencia de ser um astro e não ser nada pode ser a mesma coisa, compras de pacotes de felicidade kitsch vendidos em qualquer esquina de Los Angeles, entrevistas vazias com agentes e compromissos profissionais que só acentuam o ridículo de sua vida - contrasta com a naturalidade e a inocência de Cleo, a filha quase uma estrangeira na vida de Johnny Marco. Esses dias em que eles ficarão juntos servirão como acalanto para a filha em busca da segurança e do amor paterno e também como chance para o pai talvez poder se reinventar. Gosto muito desse olhar feminino perceptível nas imagens de Sofia Coppola, olhar esse muito bem traduzido nos gestos delicados e no comportamento da filha. E ainda quando nos mostra sua visão do mundo macho caricato nas passagens em que Johnny vai receber prêmio na Itália. Impossível não fazer uma leitura do tipo que alguns leitores fazem quando lêem meus livros e perguntam, “mas isso aconteceu com você?, Ah eu te reconheci em tal personagem”. Acredito que Sofia Coppola foi buscar no baú de suas memórias essas maravilhosas cenas melancólicas que ela soube tão bem desenhar. Sensibilidade não tem sido o forte dos últimos filmes americanos há muito tempo, e ela nos dá mostra que isso existe e é possível, mesmo em Hollywood. Um filme de todas as maneiras intimista, que nos prende pelo conjunto de detalhes. Ao contrário de “Maria Antonieta” seu último filme, “Somewhere” é minimalista, e talvez por isso mesmo muito bem elaborado, feito sem pressa e querendo apenas contar uma história que ela parece conhecer bem. E eu o vejo de alguma forma como um road movie, mesmo reconhecendo o que o afasta desse gênero. Papi deve estar orgulhoso.         &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-9039996710585126724?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/9039996710585126724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=9039996710585126724' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/9039996710585126724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/9039996710585126724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/01/somewhere.html' title='&quot;SOMEWHERE&quot;'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-3513437087555862266</id><published>2011-01-11T16:58:00.003-02:00</published><updated>2011-01-11T17:06:49.050-02:00</updated><title type='text'>AMANHÃ.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na madrugada não conseguia dormir. A insônia veio me visitar. Três e meia da manhã é muito cedo para abrir os olhos. Respostas não tenho, mas perguntas. Muitas. Que se multiplicam umas depois das outras formando uma fileira imensa de perguntas-ovelhinhas que de tão numerosas me fazem perder a conta. Preenchem o vazio do studio. Fico quieto e as observo. Viro a barriga para cima e olho para o teto. Não gosto desse estado das coisas. Dessas ovelhas-perguntas me instigando em período integral, fazendo fila só para me enlouquecer. Às vezes acho que posso intuir as respostas, ouço minha própria voz dizendo isso ou aquilo. Outras vezes desconfio, acho que minha mente me envia as respostas que eu gostaria de ouvir.  Não sei bem distinguir. De qualquer forma dessa vez a mente não está disposta a contribuir. Não sei. Está tudo bien caché. Não consigo vislumbrar nem mesmo uma imagem em que feita uma leitura eu buscaria a interpretação. O texto dessa vez também não existe. Novos códigos. Sim. Talvez. Devo entender os novos códigos. Decodificá-los. Respirar fundo. Tento. Respiro. Respiro. Respiro e não faz a menor diferença. Deveria. Sim. Fazer diferença. Ter quase cinqüenta anos de experiências múltiplas, deveria funcionar ao menos para enquadrar essas ovelhas-perguntas num curralzinho. Mas não faz. A menor diferença. Ligo a tv. Desligo a tv. Levanto-me. Visto-me e saio. Para onde? Não importa: ande. Rue St Antoine, Place de Voges, Rue Turenne, Rue de bretagne, volte, você está indo longe de mais, Republique, pegue a esquerda, Halle, Eglise St Eustache, você está louco, Rue de Rivoli, Hotel de Ville, Notre Dame, Ile de Saint Louis, Institut du monde árabe, pare, Jardin de Plantes, pare, sente, o dia vai começar a nascer e o sol vem daí desse lado. Pare. Sente. Espere.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-3513437087555862266?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/3513437087555862266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=3513437087555862266' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/3513437087555862266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/3513437087555862266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/01/amanha.html' title='AMANHÃ.'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-3577125930534965090</id><published>2011-01-09T09:42:00.003-02:00</published><updated>2011-01-09T09:49:18.668-02:00</updated><title type='text'>MEU LADO VIRGEM (O QUE RESTA, MEU ASCENDENTE)</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na quarta feira fui ver a Orquestra de Paris na Salle Playel. No programa Tchaikovsky: o concerto n. 1 para piano e depois da pausa a sinfonia n. 5. A Orquestra de Paris nessa noite foi regida por Rafael de Burgos e o pianista que tocou o concerto foi o russo Arcadi Volodos. Da primeira não esperava muita coisa, porque a Orquestra de Paris não prima pela excelência técnica, é muito instável e pode decepcionar. Do segundo esperava muito, porque eu o vi/ouvi quando ele ainda era muito jovem, logo no começo de sua carreira quando eu ainda morava na Áustria e ele passou por ali, e conheço sua habilidade e sensibilidade. Não me equivoquei, foi o que aconteceu, a Orquestra de Paris continua instável e acompanhando Volodos na primeira parte do programa foi irregular, sem a energia necessária para transmitir o mélange de força e delicadeza que o concerto n. 1 exige. Já Volodos deu um show, mesmo acompanhado por uma orquestra fraca. Já na segunda parte do concerto, a orquestra voltou melhor, deve ter tomado um puxão de orelhas do maestro. Foi bem na sinfonia n. 5 que exige habilidade dos instrumentos de sopro. Particularmente eu gosto muito do início dessa sinfonia e do segundo movimento, porque gosto da combinação oboé e clarineta e Tchaikovsky caprichou e foi generoso com esses instrumentos quando a compôs. Durante o concerto refleti um pouco sobre a tradição dessas orquestras e o fado que elas carregam. Vi muitas apresentações da Filarmônica de Viena, e em nenhuma delas sai insatisfeito, bem como com a Filarmônica de Berlin, quase sempre irrepreensível. Nelas o rigor técnico parece estar impregnado no dna, mesmo em um dia não muito feliz os deslizes são mínimos e podem passar despercebidos. Os maestros podem mudar, mas a qualidade extraída pela performance dos seus músicos permanece. Já a Orquestra de Paris me dá a impressão de não ter muita vontade de dar um pouco mais de si, seja o maestro quem for, a coisa fica meio "flou" como eles dizem por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choveu muito toda a noite e agora cedo o dia está mais fresco. A alteração brusca da temperatura faz um mal danado. De 5 graus negativos fomos para 12 positivos em menos de 10 horas. A metade das pessoas que conheço está resfriada ou com um tipo de indisposição qualquer. Vírus e bactérias adoram essa coisa meio morna. Por enquanto estou conseguindo escapar desses vilões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem a noite um amigo me chamou para jantar na casa dele. No programa jantar e assistir a última apresentação no teatro de “La cage aux folle”           (gaiola das loucas) que seria transmitido pela tv. Fui. Sem muita vontade porque não consigo ver muita graça hoje nesse espetáculo. Acho que há uma defasagem no tempo. Eu tenho na lembrança a primeira versão interpretada por Michel Serrault e Ugo Tognazzi, sei lá quando vi isso, mas me lembro que a performance dos dois era irretocável e realmente engraçada. Mas a versão que vi ontem foi grotesca, horrível e sem a menor graça. E como eles gritam no teatro! Um esforço para obrigar o público a rir? A caricatura quando construída sem a noção do limite provoca um constrangimento em quem a vê, e não o riso. Um dos amigos convidados era um garoto americano que está em Paris estudando história da arte. Nunca havia ouvido falar na peça. Na maior parte do tempo ele não manifestou nenhum tipo de emoção, mas riu muito quando o personagem mordomo saiu de cena imitando um escravo e cantando como tal. Politicamente incorreto? Valeu como programa para preencher lacuna em dia de chuva. E só. Voltei para casa me enfiei na cama e sonhei com Serrault, que por acaso eu descobri que nasceu no mesmo dia em que eu nasci.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-3577125930534965090?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/3577125930534965090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=3577125930534965090' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/3577125930534965090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/3577125930534965090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/01/meu-lado-virgem-o-que-resta-meu.html' title='MEU LADO VIRGEM (O QUE RESTA, MEU ASCENDENTE)'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-1361067936937883259</id><published>2011-01-05T09:03:00.002-02:00</published><updated>2011-01-05T09:07:39.541-02:00</updated><title type='text'>UM VIAGRA PARA O MEU CÉREBRO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Dois exames já ficaram para trás. Como acho que me saí? Vamos falar de outra coisa.&lt;br /&gt;Faz um frio desgraçado aqui e o que eu posso dizer é que a metade da classe tossia e enxugava o nariz e a outra tentava se concentrar para escrever algo interessante na folha branca deitada sobre a carteira. Como voltar a poder se concentrar e reter as leituras na memória para depois retirá-las de lá e passá-las para o papel? Inventam tanta coisa, só não inventam ativadores de neurônios que é tudo o que eu preciso nesse momento. Mas vamos embora que tem mais pela frente e eu não quero ser atropelado pelo sentimento de que estou quase chegando a meio século de vida e que de alguma forma já devo ter vivido mais de dois terços dela. Essa sensação de que talvez não dê tempo de realizar as muitas coisas que ainda quero realizar, começa a bater a minha porta. E eu não quero abri-la, mas acontece que independente da minha vontade a realidade trata de escancará-la sozinha. Não é preciso fazer muito esforço para perceber e ver que um tempo, aquele movido muitas vezes apenas pela força de vontade, ficou no passado. O presente é menos ansioso, mas nem por isso menos urgente. E além da obrigação de continuar acreditando na vida como um baú que é preciso constantemente revirar para encontrar não importa o que se quer, existe uma cobrança interior que te pede para agir com maturidade. Bom, em muitas situações eu não sei o que isso quer dizer. O tempo aperta e diz para a gente continuar a enfiar a mão no baú. Sem medo meu filho, enfia a mão aí e remexe porque ninguém vai fazer isso por você. Então tá. A maturidade pode esperar. Apesar de passar a maior parte do tempo revirando o baú com o peso de todo o tédio do mundo nas costas, não posso negar que de vez em quando consigo pescar uns belos presentinhos lá de dentro. Antes, a sorte amiga dos novatos e inexperientes estava quase sempre presente, agora ela se mostra mais rara. Agora é preciso muito mais do que força de vontade para continuar revirando.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-1361067936937883259?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/1361067936937883259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=1361067936937883259' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/1361067936937883259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/1361067936937883259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/01/um-viagra-para-o-meu-cerebro.html' title='UM VIAGRA PARA O MEU CÉREBRO'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-2256765541558263569</id><published>2011-01-03T07:52:00.002-02:00</published><updated>2011-01-03T09:00:39.329-02:00</updated><title type='text'>REORGANIZANDO O "COGITO"</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Depois de todos as previsões astrológicas que li nesses últimos dias, não consegui extrair uma idéia unificada de como será o meu ano em 2011. O melhor a fazer é ler apenas uma das previsões e se agarrar ao que ela diz. Do contrário você pode se angustiar bastante tentando entender as múltiplas interpretações feitas pelos astrólogos. E não venha me dizer que não lê as previsões porque eu não vou acreditar. Resolvi fincar os pés no chão e cultivar a flexibilidade. Outro dia me disseram que o bambu se curva mas não quebra. Essa é a imagem que vou carregar comigo durante o ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana dura. Os professores da Sorbonne não nos deram dias de descanso. Prova hoje, prova dia 5, prova dia 10. Eu não li sequer uma linha nos últimos dias. Na minha idade é melhor estudar horas antes da prova começar. Não consigo mais reter tudo na memória. Então vai ser um misto do que já sei com o que ficar retido das leituras que farei antes da prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui assistir um concerto de órgão na Notre Dame. No programa Herbert Howells, Marcel Dupré et Jean Langlais. Gosto muito de composições feitas para órgão, mas o Howells exagerou na dissonância, depois dele Dupré e Langlais mais pareceram baladas sentimentais. Fico atento para ver se um dia consigo assistir o Réquiem de Fauré, que tem o órgão como instrumento musical principal nessa peça. Outro que compôs magistralmente para órgão foi Poulenc. Nem mesmo a maioria dos franceses conhece essas obras. Tocadas dentro de uma igreja onde a acústica é apropriada, elas tem uma força sobrenatural.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou lendo o último livro da Siri Hustvedt, escritora que gosto cada vez mais. Aqui, o título é “La Femme qui tremble, une histoire de mes nerfs”. Rigor intelectual e sensibilidade afinadíssimos. Ela narra suas memórias afetivas, começando com uma crise de nervos que teve quando foi fazer um discurso em memória do seu falecido pai na escola onde ele lecionou. Fala das patologias mentais, tema que já recorreu em suas ficções. Une técnica a sentimentos de maneira rara. Não sei se já foi publicado no Brasil, se foi, é uma boa leitura para esses dias moles que sobraram das rodas de pagode do reveillon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor nunca vem na hora em que queremos ou como a gente imagina, porque se viesse como a gente pensou que ele viria, não seria capaz de nos surpreender e provocar o reboliço que acaba provocando. Vi um documentário que tentou explicar as condições e alterações biológicas que ocorrem no nosso cérebro e corpo quando a gente se apaixona por alguém. No final a neurologista italiana concluiu dizendo o seguinte: a gente pode saber cientificamente tudo a respeito do tema, mas quando a coisa bate, tudo volta a estaca zero, voltamos a outros tempos, onde o instinto de sobrevivência é mais forte do que o conhecimento e a razão, o coração pulsa mais rápido, o corpo se torna febril, a pele fica mais sensível, medo e coragem são uma única coisa, enfim é o amor. Adoro essa idéia de não conseguir sair da estaca zero, não conseguir controlar os impulsos, dos sentimentos se sobrepondo ao raciocínio lógico. Lógica e amor não dão muito certo, é coisa para francês que adora se auto-intitular de cartesiano, mas que cai de quatro exatamente como qualquer outro ser humano quando está apaixonado. Contrariando Decartes (je pense, donc je suis – penso, logo existo), o pensamento de Rousseau se adapta melhor aos amantes, (je suis parce que je pense à peine), que seria quase o mesmo que dizer que existo porque não penso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-2256765541558263569?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/2256765541558263569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=2256765541558263569' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2256765541558263569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2256765541558263569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2011/01/reorganizando-o-cogito.html' title='REORGANIZANDO O &quot;COGITO&quot;'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-6143669216753184714</id><published>2010-12-31T08:53:00.002-02:00</published><updated>2010-12-31T08:57:06.282-02:00</updated><title type='text'>FELIZ ANO NOVO!</title><content type='html'>Que a boa energia lançada na virada do ano nos acompanhe durante todo 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-6143669216753184714?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/6143669216753184714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=6143669216753184714' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/6143669216753184714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/6143669216753184714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2010/12/feliz-ano-novo.html' title='FELIZ ANO NOVO!'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-5469724422641017881</id><published>2010-12-28T09:04:00.000-02:00</published><updated>2010-12-28T09:05:51.847-02:00</updated><title type='text'>PAPAI NOEL</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Passei o natal em Grenoble na casa dos avós de um amigo. Tranqüilo, sem estresse. Três dias calmos, na companhia de gente acolhedora e boa. Comemos e bebemos muito, mas também gastamos energias fazendo longas caminhadas nas montanhas cobertas de neve. Estou de volta em Paris e passo o Reveillon aqui. Enquanto o tgv rolava me trazendo de volta, refleti sobre como essas datas de festas coletivas conseguem mobilizar as emoções. Ninguém escapa. De uma maneira ou de outra, mobilizam até aqueles que passam esses dias criticando a onda de consumismo que se instaura quando na verdade a idéia é a confraternização e bla bla bla. Emoção também pode ser tratada como um produto consumível. Na maioria das vezes por essas mesmas pessoas que amam nos dizer como é que devemos nos sentir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um clochard que mora na Rue St Antoine bem próximo aqui de casa. Quando eu ia em direção ao metro vi quando uma mulher lhe entregou um par de sapatos. Ele perguntou qual era o número, e ao ouvir a resposta disse que os sapatos eram pequenos para os seus pés. A mulher insistiu e disse que mesmo assim queria que ele ficasse com os sapatos. O sujeito lhe respondeu que não, o que faria com um par de sapatos que não cabiam nos seus pés? Os dois discutiram e ele mandou ela enfiar o sapato vocês sabem onde. Eu me diverti. Pense bem. O que ela queria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro clochard que faz ponto todos os dias de manhã sentado nas escadarias do metrô St Paul desejando bom dia para os passantes e atrapalhando o acesso a entrada da estação, passou o dia 24 fantasiado de papai Noel com uma garrafa de vinho na mão e um saco plástico preto vazio ao lado. Casais jovens que passavam com seus filhinhos pelo local tratavam de desviar rapidamente. Ho ho ho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes da minha professora do primeiro ano primário me dizer que Papai Noel não existia, eu me perdi da minha mãe numa grande loja de departamentos. Fazíamos as compras de natal quando eu o avistei no fundo da loja. Sem que ela percebesse, eu fui procurá-lo, atraído por sua longa barba branca, não me lembro bem como tudo aconteceu, sei que ao me aproximar dele desatei a chorar de medo e acabei sendo anunciado como menino perdido pelos alto falantes da loja. Naquele ano ainda desejei uma máquina fotográfica kodak. O coitado do meu pai se virou para dar conta do recado. Lembro que ganhei a máquina e no dia seguinte já não tinha mais o menor interesse nela. Nem sei por que pedi uma máquina fotográfica de presente. O que me lembro é que infernizei a vida dele para ganhá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem balanços. 2010 passou muito rápido. Quase todos os meus desejos foram realizados por mim mesmo. Quase todos. Virei meu próprio papai Noel? Não tenho queixas. Tenho feito menos pedidos a mim mesmo, já que com o tempo fui obrigado a aceitar que nem tudo depende somente da minha vontade de realizá-los, mas de uma imensa gama de fatores extraordinários e de outras pessoas. Continuo pedindo. E desejando. E quando dou de cara com um papai Noel já não o temo. Eu o abraço (quando ele permite), e sopro alguns desejos em seu ouvido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-5469724422641017881?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/5469724422641017881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=5469724422641017881' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/5469724422641017881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/5469724422641017881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2010/12/papai-noel.html' title='PAPAI NOEL'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-2184709997030150199</id><published>2010-12-21T21:41:00.001-02:00</published><updated>2010-12-21T21:46:36.672-02:00</updated><title type='text'>SONHOS</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Assisti um documentário sobre o poder dos sonhos feito em 2009 por uma inglesa chamada Amy Hardie que me impressionou bastante. Amy é ela mesma a protagonista de seu documentário. Mulher que sempre se considerou racional e cartesiana, ela nunca se lembrava de seus sonhos. Um dia, ela sonha que seu cavalo está lhe dizendo que vai morrer. Assustada ela acorda e vai procurar o cavalo e o encontra morto. Algum tempo depois, ela tem um outro sonho, dessa vez com o primeiro marido já falecido com quem ela teve um filho, que lhe diz que ela morrerá aos 48 anos. O problema é que ela havia acabado de fazer 48 anos poucos dias antes de sonhar. A partir daí ela passa a fazer uma crônica diária, filma suas filhas falando sobre a morte, seu marido que é psicanalista e que tenta analisar seus medos com argumentos racionais para tentar explicar os sonhos,  expõem seu medos, filma seu cotidiano em contagem regressiva. Depois de dois ou três meses ela desenvolve uma grave doença nos pulmões, e os médicos que tratam dela não conseguem descobrir a razão e nem a cura para a doença. A gente vai ficando aflito porque tudo nos leva a crer que ela vai filmar a própria morte. Nesse meio tempo ela ouve falar de uma brasileira (tinha que ser) que é xamã e que mora na Escócia. Vai procurá-la e a moça lhe diz que ela tem que sonhar de novo e interferir nesse sonho. As duas fazem um ritual maluco e entram no sonho e conseguem desconectar o processo de morte que ela mesma havia programado ao acreditar na previsão feita no sonho. Ufa, um sufoco, o cavalo reaparece, o medo de serpentes, o ex marido, tudo volta a ser cozinhado no caldeirão daquela sessão xamãnica e nos é compartilhado. O filme é sério e de alguma forma tenta discutir as diferentes percepções que a gente pode ter da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho com muito cuidado para não escorregar nas ruas enlameadas de neve.&lt;br /&gt;Reflito.&lt;br /&gt;Sobre as múltiplas realidades existentes.&lt;br /&gt;Qual será o processo seletivo?&lt;br /&gt;Como é que isso deve funcionar?&lt;br /&gt;Então sou eu quem as inventa ou elas se apresentam prontas?&lt;br /&gt;Creio que estamos sempre fazendo escolhas.&lt;br /&gt;Mesmo quando achamos que não.&lt;br /&gt;E elas devem ter uma relação com a razão, e também com a intuição.&lt;br /&gt;Eu também não me lembro dos meus sonhos.&lt;br /&gt;Dizem que sempre sonhamos, mesmo quando achamos que não.&lt;br /&gt;Acho que deve ter alguma relação com o fato de existir gente que sonha enquanto está acordado, o que é o meu caso.&lt;br /&gt;Sonho durante o dia.&lt;br /&gt;De noite tento dormir.&lt;br /&gt;De noite o órgão responsável pela produção dos sonhos está tão cansado que me boicota.&lt;br /&gt;Que saco!&lt;br /&gt;Queria sonhar.&lt;br /&gt;E lembrar dos meus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-2184709997030150199?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/2184709997030150199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=2184709997030150199' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2184709997030150199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2184709997030150199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2010/12/sonhos.html' title='SONHOS'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-2352382445974965117</id><published>2010-12-19T10:35:00.004-02:00</published><updated>2010-12-19T15:13:43.396-02:00</updated><title type='text'>SERIA O RENASCIMENTO DOS ISMOS?</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;É com uma certa frequência que escuto falar sobre o fim das ideologias. Segundo a opinião dos que insistem em decretar a derrocada dos ismos, uma das razões seria a vitória do niilismo. Outro dia refletindo sobre isso, encontrei uma face positiva contida nesse argumento. Porque se o idealista, como eu o compreendo, acredita em algo que pode ser pura imaginação e fantasia e nega a realidade individual das coisas, isso quer dizer que estamos menos vulneráveis e desconfiamos mais de teorias que nos são apresentadas como soluções salvadoras e definitivas.  O que não é de todo mal. Talvez formemos uma massa de incrédulos, no fundo uma massa de niilistas que só acredita vendo e não está disposta a embarcar em novos ismos a qualquer preço. A face negativa fica por conta da passividade, que venceu a vontade de tomar as rédeas e transformar, típica dos idealistas, e traço forte dos descrentes. Se as definições me permitissem ser mais flexível eu diria que estamos mais para uma sociedade niilista idealista, um bando de gente descrente com devaneios egocêntricos. O engajamento será sempre proporcional a visão que o indivíduo tem da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme do inglês Michel Hoffman, que tenta nos contar como foram os últimos dias da vida de Tolstoi, e aqui saiu com o título “Tolstoi, o último outono”, é uma mostra de como podemos banalizar um mito quando tentamos tirá-lo de seu trono de intocável. Isso pode ser saudável? Sim, pode, mas é inevitável que seja também brochante. A parte a interpretação excepcional de Helen Mirren e Christopher Plummer, não sei não se a coisa foi assim tão descafeinada, beirando a tea time. Faltou o peso sombrio do homem Tolstoi e sobrou uma coisa inglesa mais para “orgulho e preconceito”. O filme trata de relação tumultuada entre Tolstoi, sua mulher Sofia com quem viveu quase meio século e seu admirador e chefe da seita toistoniana, Chertcov. Chertcov tenta convencer Tolstoi da necessidade de deixar seu legado para o povo russo enquanto Sofia se sente traída pelo homem que ela dedicou a vida inteira e que está prestes a deserdá-la. Se procurarmos lá no fundo nossa porção Poliana, podemos encontrar algo de positivo nesse embate entre idealismo e realidade, no filme representado por Chertcov e Sofia na mesma ordem. Aí entra a história do engajamento ser proporcional a amplitude da visão da realidade do indivíduo. Esta é a chave do filme, e do embate dos personagens envolvidos, se apegue a esse argumento e vá assisti-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tentar aqui fazer uma previsão. Acho que vem aí uma onda de protestos estudantis e movimentos sociais. Diferente de maio 68, vai ser uma coisa organizada sobre os preceitos dessa sociedade niilista idealista egocentrista, isto é, um bicho de sete cabeças.  Eu o sinto sendo alimentado nas conversas entre professores e estudantes. Por enquanto e só um sentimento, daqueles que vem com arrepios na coluna, mas que no fundo provoca uma certa felicidade. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-2352382445974965117?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/2352382445974965117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=2352382445974965117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2352382445974965117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2352382445974965117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2010/12/seria-o-renascimento-dos-ismos.html' title='SERIA O RENASCIMENTO DOS ISMOS?'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-2737096239217931761</id><published>2010-12-15T18:35:00.004-02:00</published><updated>2010-12-15T19:29:00.205-02:00</updated><title type='text'>O OLHAR DA ROMY SCHNEIDER</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Sexta que vem o canal de televisão Arte vai mostrar um documentário com a atriz Romy Schneider. E toda hora que eles fazem a chamada para nos lembrar do documentário, eles abrem a cena com ela cantando "La chanson d'Hélène", que foi tema do filme "Les choses de la vie" de Claude Sautet. Bem... os dias aqui estão frios, neva muito, a cidade nos lembra o tempo inteiro que o amor é... ehhh já me esqueci, faz tanto tempo, de qualquer forma eu não consigo mais tirar esse olhar e a voz da Romy Schneider da cabeça. Saio para a rua e ela me acompanha. E faz um estrago danado. O amor, o começo,  o meio e o fim. Quanta coisa pode caber num olhar, quanto sentimento uma canção é capaz de provocar, quanta coisa está passando pela minha cabeça nesses dias. O amor do jeito que eu conheço foi-me apresentado pelo cinema. Antes de amar a primeira pessoa que amei, o cinema já havia soprado em meu ouvido as canções de amor que me fariam sonhar e grudado nos meus olhos as imagens de como meu amor deveria se parecer. Essas imagens e canções fazem parte do meu imaginário romântico, e eu duvido de toda pessoa que tenta me convencer que o amor como eu o imagino não possa existir. Sonho para continuar vivo.  Compartilho com voces o vídeo e a canção, reparem no olhar da Romy Schneider.   &lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/YEbQf14NgeA?fs=1" width="425" frameborder="0" height="344"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-2737096239217931761?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/2737096239217931761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=2737096239217931761' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2737096239217931761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/2737096239217931761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2010/12/o-olhar-da-romy-schneider.html' title='O OLHAR DA ROMY SCHNEIDER'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/YEbQf14NgeA/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-973907057630594894</id><published>2010-12-15T08:40:00.007-02:00</published><updated>2010-12-15T15:30:54.281-02:00</updated><title type='text'>PURO ACASO</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um amigo me presenteou dois jeans, um azul escuro e outro preto, Levis 501, ele os trouxe de uma viagem que fez aos EUA. Chegaram em boa hora, não sei como mas ele leu meus pensamentos. Hoje eu os levei para fazer a barra aqui perto de casa, numa costureira que eu sempre vi trabalhando numa pequena oficina quando passava pela Rue de Turenne. Uma senhorinha simpática que trabalha sozinha na sua oficina. Durante o tempo em que experimentei as calças ela quis saber tudo sobre minha vida e contou mais um tanto da sua. Veio da Tunísia há 50 anos, é judia, viúva e tem dois filhos, um deles acaba de vender o apartamento e ela está com medo que ele não encontre outro logo e gaste todo o dinheiro. Tem razão eu respondi, conheço essa história, dinheiro na mão é vendaval, ou se reinveste logo em algo concreto ou ele desaparece. Depois ela abriu uma gaveta e me mostrou um bolinho com 750 reais que um brasileiro lhe deu como pagamento de outros reparos. Eles valem alguma coisa? Sim, eu lhe respondi, aproximadamente uns 300 euros. Ela ficou feliz da vida. Deve trocar logo ou guardar? Troque logo eu lhe recomendei, e compre alguma coisa de presente para a senhora. Não, ela sorriu. Não preciso de nada, mas vou trocar assim mesmo. Na hora de pagar ela cobrou apenas pelo trabalho de uma das calças. Eu quis pagar as duas, mas não teve jeito, ela se recusou a receber. Saí de lá e depois de caminhar algumas quadras entrei numa livraria que fica na Rue de Bretagne, logo que entrei dei de cara com outro senhor que conheci num Café outro dia e com quem conversei longas horas.  No dia em que eu o conheci falamos sobre livros e foi ele quem me indicou a livraria onde estávamos agora. Contei a ele que havia levado minhas calças para fazer a barra e resolvido vir conhecer a livraria. Ele conhece a costureira, me contou que foram namorados logo que ela chegou em Paris no final da década de 50. Disse que ela era uma mulher belíssima, mas que a coisa não se desenvolveu porque ele enveredou por outras áreas. Outras áreas? Sim, ele gostava muito dela, mas acabou gostando mais ainda do irmão dela, com quem ele manteve encontros em segredo até o dia que não deu mais para esconder e os dois tiveram que assumir a história. Segundo ele, o rapaz era de uma beleza inacreditável e o seduziu. Como assim seduziu? Até então eu não sabia que me interessava por rapazes, ele me respondeu com um sorriso maroto no rosto. Ah bom, e depois disso? perguntei curioso. Depois disso eu vivi com o irmão dela até pouco tempo, precisamente até dois anos atrás, quando ele faleceu com quase noventa anos. Viveram juntos por mais de 50 anos? Sim, e nesse tempo todo a irmã costureira não os perdoou, nunca mais falou com nenhum dos dois, nem no enterro ela apareceu. Meu Deus, eu disse, essa história parece ter sido inventada. Non, non monsieur, não saiu de nenhum livro, essa é a história da minha vida, ele me respondeu. Antes de pegar sua sacolinha de livros e ir embora, ele voltou-se novamente para mim e me disse, ah monsieur, se você quiser agradecê-la e fazê-la feliz, compre um sonho de baunilha e leve para ela, é seu doce predileto. E foi o que fiz. Comprei o sonho de baunilha e levei para ela. Feliz como uma criança ela me perguntou como eu sabia que ela gostava de sonhos. Eu lhe respondi que não sabia, que havia acertado por puro acaso. Agradeci mais uma vez e voltei para casa tentando me convencer de que esses encontros são apenas obras do acaso.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-973907057630594894?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/973907057630594894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=973907057630594894' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/973907057630594894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/973907057630594894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2010/12/puro-acaso.html' title='PURO ACASO'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-4757135755953317236</id><published>2010-12-13T20:26:00.002-02:00</published><updated>2010-12-14T14:08:08.804-02:00</updated><title type='text'>CALMA, É SÓ MAIS UM PRODUTO</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No final de semana vi dois filmes. Um deles, uma bobagem, “De vrais mensonges” (Mentiras verdadeiras, ou algo parecido em português) com a Audrey Tautou, vá num domingo a tarde, sessão das 16 horas e esqueça que eu falei sobre o filme. Essa moça vai se perder se não parar de se auto-interpretar como uma moça boazinha, vai entrar no rol das ordinárias com voz infantilizada. Pronto, é só isso. Mas se quiser ver um filme bem feito, simples, que conta uma história mais simples ainda, vá ver “Mardi, après Noel” (terça, depois do natal), um filme que vem da Romênia, com bons atores, e que conta a história de um casal que tem uma filha de oito anos e que vai acabar se separando porque o sujeito se apaixona pela dentista da filha. O interessante é a maneira delicada como o tema separação e a passagem da perda da ingenuidade é tratada. Salvou o mal humor provocado pela Tautou e sua voz de nenê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou a fazer muito frio em Paris. A temperatura caiu para 8 graus negativos hoje. Sai de casa ainda muito cedo para ir a Sorbonne, com o dia começando a clarear. Teria preferido ficar na cama, mas não queria perder a aula de sociologia da cultura com esse professor que gosto tanto chamado Pecquignot. Três horas ininterruptas de um prazer inenarrável. Claro, objetivo e bem humorado. Marx, Michel Verret, Bourdieu, Hoggart, ele os trata com um respeito enorme, e nos apresenta esses sujeitos com um talento raro. No volta, ainda no metrô, meus pensamentos me levavam para outros lugares. O que vou fazer com tudo isso que estou ouvindo e acumulando dentro da minha cabeça? Dá para transformar  o acumulo  em produto e sobreviver deles? Dá para por Marx na minha vida? Porque se minha existência está diretamente ligada a minha produção, meu Deus, estou frito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-4757135755953317236?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/4757135755953317236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=4757135755953317236' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/4757135755953317236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/4757135755953317236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2010/12/calma-e-so-mais-um-produto.html' title='CALMA, É SÓ MAIS UM PRODUTO'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-8850147274003061930</id><published>2010-12-11T09:49:00.000-02:00</published><updated>2010-12-11T09:50:40.136-02:00</updated><title type='text'>À LA RECHERCHE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Faz muito tempo que não sei o que é dormir um sono de horas ininterruptas. Durmo em conta gotas. Durmo no limite entre os territórios da consciência e o da inconsciência. Um replay da outra metade do dia, onde de alguma forma também fico transitando entre um e outro território. Longtemps, je me suis couché de bonne heure. Na maior parte do tempo é lá que fico, nesse lugar que não é nem um nem outro, e quando estou num quero ir para o outro e quando estou noutro quero voltar para o um. A luz verde permanentemente acesa do pequeno aparelho responsável pela minha conexão com a internete serve como um farol. Sou um rochedo no meio do oceano. Essa é a minha conexão. Voltarei para ela na manhã. Por enquanto me conecto a outros quartos onde dormi parte da minha vida. O perfume das tannenpalm é só uma lembrança. O silêncio. Eu o escuto, também como parte da lembrança. Agora é o cheiro do lixo que sobe com os homens poubelles quando abro as janelas. L’habitude! A única que tenho é a de lutar contra o que pode tornar a ser. Paciência. Não tenho. Volto para o farol e me agarro a ele. Nenhum náufrago a vista. Ouço as batidas do meu coração. Meu computador é equipado com dois. Duo cori está escrito logo ao lado das teclas que pressiono nesse momento. Duo cori. O perfume de vétiver está impregnado em todos os objetos e tecidos. O teto está mais baixo. Posso tocá-lo, mas não. Branco. Frio. Liso. O teto não foi feito para ser tocado. O sino da igreja bateu uma única vez. Meia hora de alguma hora. St Paul. St Paul. St Paul. São Paulo, 25/1/1962, St Paul. Logo ao lado. Faz um milhão de anos que moro num lugar chamado longe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-8850147274003061930?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/8850147274003061930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=8850147274003061930' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8850147274003061930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8850147274003061930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2010/12/la-recherche.html' title='À LA RECHERCHE'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-7368460784087029289</id><published>2010-12-05T14:17:00.005-02:00</published><updated>2010-12-05T17:02:53.230-02:00</updated><title type='text'>ANTICONGESTIONANTE E 131</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos cinco dias não saí de casa. Peguei uma gripe muito forte e não tive condições de fazer nada nem disposição física. Quando acordava dos meus pesadelos, uma seqüência enorme deles, acho que provocada pelos remédios e descongestionantes, sentava para escrever meu quarto romance, ainda sem título. Nevou muito ontem de manhã, mas a neve não resistiu a chuva fria que veio logo em seguida e derreteu. Tive como trilha sonora, o Quarteto de cordas de Budapest executando Beethoven que encontrei por 8 euros a caixa completa num sebo da Rue Vaugirard. Ouvi esses cds exaustivamente e escrevi também exaustivamente. Em alguns momentos me pergunto por que insisto em fazer isso. Passar horas em frente ao computador escrevendo e sofrendo para dar sentido a uma história que só interessa a mim mesmo, sem falar no cansaço físico, na dor nas costas e na congestão intestinal por passar horas sentado nessa porcaria de cadeira. Devo ter tendências masoquistas. Acho que escrevo para não enlouquecer. Ou já devo estar louco e ainda não me dei conta. Mas desconfio que escrevo para não enlouquecer, porque não saberia o que fazer com um monte de coisas e assuntos que não me interessam, e quatro montes ainda maiores de pessoas que me interessam ainda menos. Prefiro assim. Não tenho medo da solidão. Outro dia, enquanto dialogava com os meus botões, conclui que não conheço outra forma de sociabilizar com as pessoas a não ser pelo distanciamento. Quando me distancio é quando mais me sinto próximo delas.  E Deus não vai me castigar por isso. Minha produção literária se faz a conta gotas, esse é o meu maior castigo. E eu tenho o péssimo  costume de me maltratar.  As vezes tenho a impressão de que faço de tudo para procrastinar minha escrita. Não sei fazer de outro modo, ou não tenho alternativa. Não sei. O que sei é que gostaria de ter conhecido Beethoven. Eu lhe beijaria as mãos e sussurraria em seu ouvido toda a minha gratidão. O quarteto para cordas número 131 em dó menor é mais um exemplo da genialidade desse sujeito forte e sensível. Depois desses cinco dias eu o conheço de cor e só não saio assobiando porque não teria fôlego para acompanhar os acordes ininterruptos e longos. Dormi com o adágio do primeiro movimento, acordei com ele, escrevi com ele e chorei com ele. E o quarteto de Budapest o interpreta magistralmente (uma expressão que devo estar plagiando de algum crítico besta, mas sinceramente, não tenho outras palavras para dizer o que quero dizer). Ainda estou me recuperando da minha gripe infernal. Voltei para o limbo, daqui a pouco volto para o cotidiano. E enquanto escrevo esse post ouço mais uma vez o quarteto para cordas 131. É assim que as coisas devem ser. É assim que eu gosto de perceber e absorver a vida: através da pele. O resto é shopping center, supermercado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-7368460784087029289?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/7368460784087029289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=7368460784087029289' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7368460784087029289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/7368460784087029289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2010/12/adagio-ma-non-troppo-e-molto-expressivo.html' title='ANTICONGESTIONANTE E 131'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8837289.post-8583609526813348379</id><published>2010-12-02T13:10:00.002-02:00</published><updated>2010-12-02T13:16:33.827-02:00</updated><title type='text'>LARRY CLARK</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:100%;" &gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_wrvMkWDhnKg/TPe3AHuuuCI/AAAAAAAAAS4/z3Erf4RjLHA/s1600/larryclark%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 160px; height: 111px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_wrvMkWDhnKg/TPe3AHuuuCI/AAAAAAAAAS4/z3Erf4RjLHA/s320/larryclark%2B1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546102678832986146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A exposição do fotógrafo Larry Clark no mam de Paris causou discussões e polêmica mesmo antes de sua data de abertura. O prefeito queria proibi-la por achar que algumas fotos de Clark são um atentado ao pudor. Lembre-se, o prefeito de Paris é conhecidamente gay e aí vai um recado para quem está acostumado a enquadrar o homossexual num único formato: tem para todo mundo, o leque de tipos é no mínimo igual ao do heterossexual, vai do conservador ao estridente, do tradicional ao pós-moderno, do gari ao prefeito. Enfim, a exposição foi aberta com a condição de que a entrada seria proibida para menores de 18 anos. Quando a visitei não vi nada que um adolescente não poderia ver e que não possa ver num clicar de teclas no computador de sua casa. Aliás, a exposição é composta na maioria de fotos de adolescentes e teria como alvo exatamente esse público. Uma advertência na entrada do museu teria sido suficiente. Enquanto via as fotos, novamente tive minhas velhas reflexões sobre como enquadrar a fotografia no imenso universo da arte. As fotos de Larry Clark por exemplo, são um misto de documento e testemunho.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_wrvMkWDhnKg/TPe3dqlZGnI/AAAAAAAAATA/RusT7Jt9Bbc/s1600/larry-clark%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 150px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_wrvMkWDhnKg/TPe3dqlZGnI/AAAAAAAAATA/RusT7Jt9Bbc/s320/larry-clark%2B2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546103186405268082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Não consigo vê-las como uma produção artística, no sentido original do que é fazer arte, como produção de algo inteiramente novo no campo intelectual ou material, mas como recriação de um estado da realidade. Quando vemos os garotos injetando drogas nas veias enquanto seus pênis estão em estado de semi rigidez (Nossa! Demorei para achar uma expressão que substituísse o popular “frappé”), as imagens são o registro de um testemunho, no caso o do Larry Clark num universo que a maioria dos visitantes da exposição já ouviu falar mas poucos tenham feito parte, e funcionam como uma forma de incursão higiênica num mundo que esses visitantes normalmente não teriam entrado não fosse através dessas fotos. Como bom ouvinte voyeur que sou, ouvi pouquíssimos comentários das pessoas que estavam próximas, o silêncio acompanhava o olhar da maioria. Passa-se de um pênis semi-ereto a outro sem nenhum comentário, de um pico a outro com cara de paisagem, adultos de idade variada, mentes cheias de fantasias. O que se passa dentro de cada uma dessas cabeças? O que estão pensando?&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_wrvMkWDhnKg/TPe3_thC4pI/AAAAAAAAATI/JKtnk3NRHW8/s1600/larry-clark%2B3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 150px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_wrvMkWDhnKg/TPe3_thC4pI/AAAAAAAAATI/JKtnk3NRHW8/s320/larry-clark%2B3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546103771307893394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; No final da exposição minhas emoções estavam em baixo da sola dos meus pés, saí me perguntando o por que daquele cansaço. Entrar no universo de Larry Clark não exige nenhum esforço, e talvez esteja aí o perigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8837289-8583609526813348379?l=empalavrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://empalavrado.blogspot.com/feeds/8583609526813348379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8837289&amp;postID=8583609526813348379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8583609526813348379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8837289/posts/default/8583609526813348379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://empalavrado.blogspot.com/2010/12/larry-clark.html' title='LARRY CLARK'/><author><name>Sergio K</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14119565732755270292</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_wrvMkWDhnKg/SJHs92trWLI/AAAAAAAAABY/vuQqKJLlvs0/S220/sergio_k.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_wrvMkWDhnKg/TPe3AHuuuCI/AAAAAAAAAS4/z3Erf4RjLHA/s72-c/larryclark%2B1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
